A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, neste domingo (29/10), renova as esperanças do povo. A opinião é de Gustavo Petta, presidente da UNE. "Mas, vencido o risco de que a direita voltasse ao poder, os movimentos devem exercer uma pressão muito maior para que o segundo mandato de Lula seja mais vinculado às causas populares".
Segundo Petta, no dia 11 de novembro, será realizada uma reunião da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) para definir as estratégias que serão adotadas no próximo governo. "Vamos pressionar Lula para que faça um governo mais de esquerda", ressalta.
Petta destaca ainda a importância de Lula ter assumido, durante a campanha, o compromisso contra a privatização, pela soberania nacional, pelo desenvolvimento e pelo investimento em áreas sociais.
O presidente da UNE disse que a pressão dos movimentos sociais será importante para se opor à cobrança que o presidente deve receber para que mantenha um governo moderado. A principal bandeira dessas mobilizações, em sua opinião, deve ser desenvolvimento com distribuição de renda.
"Queremos que o governo enfrente a ditadura do mercado financeiro", disse, acrescentando que há outras reivindicações, como a reforma agrária, a reforma universitária e investimento em educação básica.
Fonte: Estudantenet
terça-feira, 31 de outubro de 2006
Mulher, a culpada de sempre
por Carlos Pompe*
O xeque Taj el-Din al-Hilali, principal líder muçulmano da Austrália, sugeriu que mulheres que não usam o hijab (vestimenta que cobre o corpo e a cabeça) incitam a violência sexual contra elas próprias. Ele é coerente com a milenar tradição religiosa de responsabilizar as mulheres pelos males existentes – inclusive quando elas mesmas são as vítimas.
O líder muçulmano Taj el-Din al-Hilali
Durante o mês sagrado do Ramadã, o xeque Hilali perguntou: ''Se você pegar um pedaço de carne descoberta e deixar na rua, no jardim, ou no parque, e os gatos vierem e comerem… de quem é a culpa, dos gatos ou da carne descoberta?'' E do alto de sua sabedoria e crença, respondeu: ''O problema é a carne descoberta. Se ela (a mulher) estivesse na sua sala, na sua casa, no seu hijab, não teria acontecido nada.'' O comentário foi vinculado a uma série de estupros cometidos por uma gangue de libaneses muçulmanos, que receberam longas penas de prisão na Austrália. O líder religioso também condenou as mulheres que ''rebolam sugestivamente'' e usam maquiagem, pois atrairiam violentadores. ''Daí você encara um juiz impiedoso… que te dá (uma pena de) 65 anos'', acrescentou.
A mulher tem sido vítima histórica das seitas. As grandes religiões vigentes são baseadas em figuras e princípios masculinos. No livro ''O martelo das feiticeiras'', Rose Marie Muraro cita um mitólogo americano que dividiu em quatro grupos todos os mitos conhecidos: ''Na primeira etapa, o mundo é criado por uma deusa mãe sem auxílio de ninguém. Na segunda, ele é criado por um deus andrógino ou um casal criador. Na terceira, um deus macho ou toma o poder da deusa ou cria o mundo sobre o corpo da deusa primordial. Finalmente, na quarta etapa, um deus macho cria o mundo sozinho.'' No judaísmo, cristianismo e judaísmo – mas não só neles – as figuras e valores patriarcais são dominantes.
No Antigo Testamento, a mulher é responsabilizada pela expulsão do homem – e da humanidade – do paraíso. Nas escrituras chinesas as mulheres são chamadas “águas da desgraça” e consideradas inferiores ao homem, não lhes sendo concedido qualquer tipo de direitos. Na Asura, forma de casamento do antigo hinduísmo, a filha era, de certa forma, vendida pelo pai. A lei do hinduísmo diz: “Por uma moça, por uma jovem mulher, ou até mesmo por uma idosa, nada deve ser feito independentemente, mesmo na sua própria casa. Na infância uma fêmea deve ser submetida ao seu pai, na juventude ao seu marido, e quando da morte do seu senhor, aos seus filhos; uma mulher nunca deve ser independente.” Segundo sir R. G. Bhandarkar, “A Bhagavad Geeta dá expressão à crença geral de que é somente uma alma pecadora que nasceu como mulher”. Buda dizia: ''A mulher é má. Cada vez que se lhe apresente oportunidade, toda mulher pecará''. Para o budismo, a Nirvana (salvação) se alcança pela aniquilação do desejo, inclusive do desejo do homem pela mulher.
De acordo com o historiador Westermark, para os budistas “as mulheres são, das ciladas que o demônio inventou para os homens, a mais perigosa; nas mulheres estão inerentes todas as paixões que cegam a mente do mundo”. Para Zaratustra, que reformou a religião persa, a mulher ''deve adorar ao homem como à divindade. Nove vezes pela manhã, de pé ante o marido, com os braços cruzados, deve perguntar-lhe: Que desejais, meu senhor, que faça?''
As Leis de Manu, livro sagrado da Índia para instituições civis e religiosas – datado de 1280 antes de Cristo – determinam: Livro II. Regra 213 - ''Está na natureza do sexo feminino tentar corromper os homens na Terra, e por esta razão os sábios jamais se abandonam às seduções das mulheres''. Livro V. Regra 148 - ''Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai; durante a juventude, de seu marido; se este morrer, de seus filhos; se não tiver filhos, dos parentes mais próximos do marido e, na sua falta, dos de seu pai; se não tiver parentes paternos, do seu soberano; uma mulher não deverá nunca governar-se ao seu bel-prazer''. Livro IX. Regra 5 - ''Acima de tudo, deve-se resguardar as mulheres das más inclinações, por pequenas que sejam; se as mulheres não fossem vigiadas, fariam a desgraça de duas famílias''.
No Novo Testamento, Paulo escreve a primeira carta aos Coríntios 11, 3-10: “Todavia, quero que vocês saibam que a cabeça de todo homem é Cristo, que a cabeça da mulher é o homem, e a cabeça de Cristo é Deus. Todo homem que reza ou profetiza de cabeça coberta, desonra a sua cabeça. Mas toda mulher que reza ou profetiza de cabeça descoberta, desonra a sua cabeça; é como se estivesse com a cabeça raspada. Se a mulher não se cobre com o véu, mande cortar os cabelos. Mas, se é vergonhoso para uma mulher ter os cabelos cortados ou raspados, então cubra a cabeça. O homem não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e a glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem. Pois o homem não foi tirado da mulher, mas a mulher foi tirada do homem. E o homem não foi criado para a mulher, mas a mulher foi criada para o homem. Sendo assim, a mulher deve trazer sobre a cabeça o sinal da sua dependência, por causa dos anjos”.
O Alcorão, livro cuja autoria os muçulmanos creditam a Deus, diz da condição feminina: Capítulo IV. Versículo 11 - ''Dai aos varões o dobro do que dai às mulheres''. Capítulo IV. Versículo 38 - ''Os homens são superiores às mulheres, porque Deus lhes outorgou a primazia sobre elas. Os maridos que sofrerem desobediências de suas esposas, podem castigá-las: deixá-las sós em seus leitos, e até bater nelas''. Capítulo XXIV. Versículo 59 - (...) ''Não se legou ao homem calamidade alguma maior do que a mulher''
Já o teólogo alemão Martinho Lutero (1483-1546), responsável pela Reforma Protestante, condenava as degredadas filhas de Eva à ignorância: ''Não há manto nem saia que pior assente à mulher ou donzela que o querer ser sábia''.
Como se vê, não falta respaldo, nas mais variadas seitas, à conclusão do líder mulçumano que, no século XXI, vitupera as mulheres. O que lhe falta é uma visão de mundo sem preconceitos, o que lhe falta é ciência, o que lhe falta é respeito pela metade feminina da humanidade. O que lhe falta é um projeto de sociedade onde os seres humanos vivam em harmonia, sem exploradores e sem explorados, sem deuses e sem diabos, onde os seres humanos – independente de gênero – sejam o bem supremo nesta vida, e não no Além.
*Carlos Pompe, Jornalista e Curioso do mundo.
do vermelho
O xeque Taj el-Din al-Hilali, principal líder muçulmano da Austrália, sugeriu que mulheres que não usam o hijab (vestimenta que cobre o corpo e a cabeça) incitam a violência sexual contra elas próprias. Ele é coerente com a milenar tradição religiosa de responsabilizar as mulheres pelos males existentes – inclusive quando elas mesmas são as vítimas.
O líder muçulmano Taj el-Din al-Hilali
Durante o mês sagrado do Ramadã, o xeque Hilali perguntou: ''Se você pegar um pedaço de carne descoberta e deixar na rua, no jardim, ou no parque, e os gatos vierem e comerem… de quem é a culpa, dos gatos ou da carne descoberta?'' E do alto de sua sabedoria e crença, respondeu: ''O problema é a carne descoberta. Se ela (a mulher) estivesse na sua sala, na sua casa, no seu hijab, não teria acontecido nada.'' O comentário foi vinculado a uma série de estupros cometidos por uma gangue de libaneses muçulmanos, que receberam longas penas de prisão na Austrália. O líder religioso também condenou as mulheres que ''rebolam sugestivamente'' e usam maquiagem, pois atrairiam violentadores. ''Daí você encara um juiz impiedoso… que te dá (uma pena de) 65 anos'', acrescentou.
A mulher tem sido vítima histórica das seitas. As grandes religiões vigentes são baseadas em figuras e princípios masculinos. No livro ''O martelo das feiticeiras'', Rose Marie Muraro cita um mitólogo americano que dividiu em quatro grupos todos os mitos conhecidos: ''Na primeira etapa, o mundo é criado por uma deusa mãe sem auxílio de ninguém. Na segunda, ele é criado por um deus andrógino ou um casal criador. Na terceira, um deus macho ou toma o poder da deusa ou cria o mundo sobre o corpo da deusa primordial. Finalmente, na quarta etapa, um deus macho cria o mundo sozinho.'' No judaísmo, cristianismo e judaísmo – mas não só neles – as figuras e valores patriarcais são dominantes.
No Antigo Testamento, a mulher é responsabilizada pela expulsão do homem – e da humanidade – do paraíso. Nas escrituras chinesas as mulheres são chamadas “águas da desgraça” e consideradas inferiores ao homem, não lhes sendo concedido qualquer tipo de direitos. Na Asura, forma de casamento do antigo hinduísmo, a filha era, de certa forma, vendida pelo pai. A lei do hinduísmo diz: “Por uma moça, por uma jovem mulher, ou até mesmo por uma idosa, nada deve ser feito independentemente, mesmo na sua própria casa. Na infância uma fêmea deve ser submetida ao seu pai, na juventude ao seu marido, e quando da morte do seu senhor, aos seus filhos; uma mulher nunca deve ser independente.” Segundo sir R. G. Bhandarkar, “A Bhagavad Geeta dá expressão à crença geral de que é somente uma alma pecadora que nasceu como mulher”. Buda dizia: ''A mulher é má. Cada vez que se lhe apresente oportunidade, toda mulher pecará''. Para o budismo, a Nirvana (salvação) se alcança pela aniquilação do desejo, inclusive do desejo do homem pela mulher.
De acordo com o historiador Westermark, para os budistas “as mulheres são, das ciladas que o demônio inventou para os homens, a mais perigosa; nas mulheres estão inerentes todas as paixões que cegam a mente do mundo”. Para Zaratustra, que reformou a religião persa, a mulher ''deve adorar ao homem como à divindade. Nove vezes pela manhã, de pé ante o marido, com os braços cruzados, deve perguntar-lhe: Que desejais, meu senhor, que faça?''
As Leis de Manu, livro sagrado da Índia para instituições civis e religiosas – datado de 1280 antes de Cristo – determinam: Livro II. Regra 213 - ''Está na natureza do sexo feminino tentar corromper os homens na Terra, e por esta razão os sábios jamais se abandonam às seduções das mulheres''. Livro V. Regra 148 - ''Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai; durante a juventude, de seu marido; se este morrer, de seus filhos; se não tiver filhos, dos parentes mais próximos do marido e, na sua falta, dos de seu pai; se não tiver parentes paternos, do seu soberano; uma mulher não deverá nunca governar-se ao seu bel-prazer''. Livro IX. Regra 5 - ''Acima de tudo, deve-se resguardar as mulheres das más inclinações, por pequenas que sejam; se as mulheres não fossem vigiadas, fariam a desgraça de duas famílias''.
No Novo Testamento, Paulo escreve a primeira carta aos Coríntios 11, 3-10: “Todavia, quero que vocês saibam que a cabeça de todo homem é Cristo, que a cabeça da mulher é o homem, e a cabeça de Cristo é Deus. Todo homem que reza ou profetiza de cabeça coberta, desonra a sua cabeça. Mas toda mulher que reza ou profetiza de cabeça descoberta, desonra a sua cabeça; é como se estivesse com a cabeça raspada. Se a mulher não se cobre com o véu, mande cortar os cabelos. Mas, se é vergonhoso para uma mulher ter os cabelos cortados ou raspados, então cubra a cabeça. O homem não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e a glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem. Pois o homem não foi tirado da mulher, mas a mulher foi tirada do homem. E o homem não foi criado para a mulher, mas a mulher foi criada para o homem. Sendo assim, a mulher deve trazer sobre a cabeça o sinal da sua dependência, por causa dos anjos”.
O Alcorão, livro cuja autoria os muçulmanos creditam a Deus, diz da condição feminina: Capítulo IV. Versículo 11 - ''Dai aos varões o dobro do que dai às mulheres''. Capítulo IV. Versículo 38 - ''Os homens são superiores às mulheres, porque Deus lhes outorgou a primazia sobre elas. Os maridos que sofrerem desobediências de suas esposas, podem castigá-las: deixá-las sós em seus leitos, e até bater nelas''. Capítulo XXIV. Versículo 59 - (...) ''Não se legou ao homem calamidade alguma maior do que a mulher''
Já o teólogo alemão Martinho Lutero (1483-1546), responsável pela Reforma Protestante, condenava as degredadas filhas de Eva à ignorância: ''Não há manto nem saia que pior assente à mulher ou donzela que o querer ser sábia''.
Como se vê, não falta respaldo, nas mais variadas seitas, à conclusão do líder mulçumano que, no século XXI, vitupera as mulheres. O que lhe falta é uma visão de mundo sem preconceitos, o que lhe falta é ciência, o que lhe falta é respeito pela metade feminina da humanidade. O que lhe falta é um projeto de sociedade onde os seres humanos vivam em harmonia, sem exploradores e sem explorados, sem deuses e sem diabos, onde os seres humanos – independente de gênero – sejam o bem supremo nesta vida, e não no Além.
*Carlos Pompe, Jornalista e Curioso do mundo.
do vermelho
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
FORA O IMPERIALISMO IANQUE DA PENINSULA COREANA
A União da Juventude Socialista se solidariza com o povo da Coréia do Norte, que tem enfrentado uma escalada agressiva deflagrada por Washington e, em face deste cenário internacional difícil, desenvolveu uma estratégia altiva de negociação, chegando a desenvolver artefato nuclear exclusivamente com base no trabalho e na capacidade tecnológica do povo coreano.
Confiamos nas reiteradas intenções pacíficas do povo norte-coreano, cuja história registra episódios de heróico sacrifício e vitória, sem no entanto registrar qualquer ação militar ilegal ou ataque ao direito internacional, muito menos guerra preventiva, ao contrário da hipócrita administração estadunidense, campeã em todos estes quesitos.
Protestamos diante da tentativa de manipulação da opinião pública feita como nos casos iraquiano e afegão. A mesma mídia que busca confundir, estigmatizar e atacar a Coréia do Norte é a que mentiu a soldo de Washington para justificar atos de lesa humanidade contra povos infinitamente menos armados, mas também infinitamente superiores na coragem dos que defendem o solo pátrio, para desespero do Império.
A parte agredida, afinal não é outra senão o povo coreano. Como bem precisou o Conselho Mundial da Paz, a Coréia do Norte enfrenta agressões militares estadunidenses há 50 anos! Na Guerra da Coréia, 4 milhões de coreanos perderam suas vidas e os EUA até hoje se recusam a assinar o acordo de paz que formalmente poria fim ao conflito em que o povo coreano enfrentou a maior potência militar da humanidade e não sucumbiu. O heroísmo do povo coreano é conhecido. Através da União de Luta Abaixo o Imperialismo, criada pelo líder da libertação Kim Il Sung, e de suas organizações, venceram a ocupação japones e impuseram dura derrota ao imperialismo estadunidense na Guerra da Coréia, quando os EUA cogitaram inclusive – vejam como é a História – utilizar armas nucleares.
O povo e o governo norte-coreanos fazem diários esforços pela paz na região sem abandonar a esperança de reunificar a Pátria das Manhãs Serenas, pois a Coréia é Uma, e foi artificialmente dividida por imposição militar ianque. A Coréia do Norte tem apelado pela desnuclearização da região e por um pacto de não agressão, propondo inclusive abandonar qualquer pretensão bélica nuclear pelo reconhecimento à sua independência, garantias contra ataques ao seu território e a normalização das relações com o governo estadunidense. Muito estranhamente são os Estados Unidos a recusar estes direitos mínimos sem os quais, de fato, não pode haver confiança ou segurança, demandando imensos sacrifícios do povo coreano, que vive sob a ameaça da intervenção ianque. Ao contrário de baixar sua cabeça, este povo dá mostras de sagacidade e heroísmo, mantendo-se invicto e cometendo o supremo crime de defender a sua soberania e sociedade da agressão estadunidense.
À legítima resistência coreana, o imperialismo responde com reiteradas agressões e com a política genocida do bloqueio. Quando Condoleeza Rice e Bush clamam por sanções contra a Coréia do Norte, vemos a crueldade do imperialismo que deseja punir todo o povo coreano com o desabastecimento. Tentam em vão dobrar a têmpera da liderança coreana, do Partido do Trabalho da Coréia, da União da Juventude Socialista Kim Il Sung, do bravo povo coreano e de seu líder, o camarada Kim Jong Il. Novamente o imperialismo será derrotado.
Mas é preciso denunciar ativamente o crime que se comete contra o povo coreano ao se imporem sanções que intensificam o bloqueio. Tal agressão desmascara o pacifismo ianque, que não deseja negociar a paz, ao contrário da Coréia do Norte. O imperialismo deseja apenas agredir, e temos confiança que a comunidade internacional poderá chegar a uma negociação justa que respeite a soberania da Coréia do Norte e seu desejo de viver em paz.
O único país a utilizar armas nucleares contra humanos na história, curiosamente, faz acusações, “cerca, prepara planos, coloca na península coreana mísseis, submarinos, navios de guerra, bombardeios, esquadrões, armas nucleares e cerca de 30 mil tropas estadunidenses na Coréia do Sul”, o que ilustra a hipocrisia de Bush em acusar a Coréia do norte de ser a responsável pela presente crise.
Confiamos no povo coreano, no norte e no sul, que tantas demonstrações têm dado de que desejam viver em paz. Repudiamos as manobras do imperialismo estadunidense, a força alienígena que interfere e agride na política da região de modo inaceitável. Estamos atentos e por todo o mundo milhões de pessoas se solidarizam com o povo coreano, fazendo coro com o reiterado desejo do governo norte coreano de ter reconhecida sua independência, que cessem as agressões e o bloqueio, que se garanta a paz. E que vendo ignorados seus apelos, agredido e bloqueado, defendem sua soberania.
ujs.org.br
Confiamos nas reiteradas intenções pacíficas do povo norte-coreano, cuja história registra episódios de heróico sacrifício e vitória, sem no entanto registrar qualquer ação militar ilegal ou ataque ao direito internacional, muito menos guerra preventiva, ao contrário da hipócrita administração estadunidense, campeã em todos estes quesitos.
Protestamos diante da tentativa de manipulação da opinião pública feita como nos casos iraquiano e afegão. A mesma mídia que busca confundir, estigmatizar e atacar a Coréia do Norte é a que mentiu a soldo de Washington para justificar atos de lesa humanidade contra povos infinitamente menos armados, mas também infinitamente superiores na coragem dos que defendem o solo pátrio, para desespero do Império.
A parte agredida, afinal não é outra senão o povo coreano. Como bem precisou o Conselho Mundial da Paz, a Coréia do Norte enfrenta agressões militares estadunidenses há 50 anos! Na Guerra da Coréia, 4 milhões de coreanos perderam suas vidas e os EUA até hoje se recusam a assinar o acordo de paz que formalmente poria fim ao conflito em que o povo coreano enfrentou a maior potência militar da humanidade e não sucumbiu. O heroísmo do povo coreano é conhecido. Através da União de Luta Abaixo o Imperialismo, criada pelo líder da libertação Kim Il Sung, e de suas organizações, venceram a ocupação japones e impuseram dura derrota ao imperialismo estadunidense na Guerra da Coréia, quando os EUA cogitaram inclusive – vejam como é a História – utilizar armas nucleares.
O povo e o governo norte-coreanos fazem diários esforços pela paz na região sem abandonar a esperança de reunificar a Pátria das Manhãs Serenas, pois a Coréia é Uma, e foi artificialmente dividida por imposição militar ianque. A Coréia do Norte tem apelado pela desnuclearização da região e por um pacto de não agressão, propondo inclusive abandonar qualquer pretensão bélica nuclear pelo reconhecimento à sua independência, garantias contra ataques ao seu território e a normalização das relações com o governo estadunidense. Muito estranhamente são os Estados Unidos a recusar estes direitos mínimos sem os quais, de fato, não pode haver confiança ou segurança, demandando imensos sacrifícios do povo coreano, que vive sob a ameaça da intervenção ianque. Ao contrário de baixar sua cabeça, este povo dá mostras de sagacidade e heroísmo, mantendo-se invicto e cometendo o supremo crime de defender a sua soberania e sociedade da agressão estadunidense.
À legítima resistência coreana, o imperialismo responde com reiteradas agressões e com a política genocida do bloqueio. Quando Condoleeza Rice e Bush clamam por sanções contra a Coréia do Norte, vemos a crueldade do imperialismo que deseja punir todo o povo coreano com o desabastecimento. Tentam em vão dobrar a têmpera da liderança coreana, do Partido do Trabalho da Coréia, da União da Juventude Socialista Kim Il Sung, do bravo povo coreano e de seu líder, o camarada Kim Jong Il. Novamente o imperialismo será derrotado.
Mas é preciso denunciar ativamente o crime que se comete contra o povo coreano ao se imporem sanções que intensificam o bloqueio. Tal agressão desmascara o pacifismo ianque, que não deseja negociar a paz, ao contrário da Coréia do Norte. O imperialismo deseja apenas agredir, e temos confiança que a comunidade internacional poderá chegar a uma negociação justa que respeite a soberania da Coréia do Norte e seu desejo de viver em paz.
O único país a utilizar armas nucleares contra humanos na história, curiosamente, faz acusações, “cerca, prepara planos, coloca na península coreana mísseis, submarinos, navios de guerra, bombardeios, esquadrões, armas nucleares e cerca de 30 mil tropas estadunidenses na Coréia do Sul”, o que ilustra a hipocrisia de Bush em acusar a Coréia do norte de ser a responsável pela presente crise.
Confiamos no povo coreano, no norte e no sul, que tantas demonstrações têm dado de que desejam viver em paz. Repudiamos as manobras do imperialismo estadunidense, a força alienígena que interfere e agride na política da região de modo inaceitável. Estamos atentos e por todo o mundo milhões de pessoas se solidarizam com o povo coreano, fazendo coro com o reiterado desejo do governo norte coreano de ter reconhecida sua independência, que cessem as agressões e o bloqueio, que se garanta a paz. E que vendo ignorados seus apelos, agredido e bloqueado, defendem sua soberania.
ujs.org.br
UJS CONVOCA MILITÂNCIA PARA ENTORNAR O CALDEIRÃO DE MALDADES DE ALCKMIN
Lula exibe programa de TV dedicado às mulheres e destaca Manuela
O programa do presidente Lula no horário eleitoral desta noite (26) abordou o trabalho que o governo federal tem realizado para valorizar a mulher brasileira.
“Nesses últimos quatro anos, nosso governo fez um grande esforço para combater toda e qualquer forma de discriminação contra a mulher. E posso assegurar que avançamos muito.
A mulher hoje tem mais espaço no mercado de trabalho, mais proteção contra a violência e mais apoio para conquistar a sua independência”, afirmou Lula. Entre os avanços mostrados pelo programa estão a criação de uma linha de crédito específica para mulher que trabalha no campo – o Pronaf Mulher – a criação da Lei Maria da Penha contra a Violência Doméstica.
O programa também contou com depoimentos da primeira-dama Marisa Letícia, da ex-prefeita de São Paula, Marta Suplicy, da filósofa Marilena Chauí e da candidata ao governo do Pará pelo PT, Ana Júlia. Mas o maior destaque do programa foi dado à deputada federal eleita com a maior votação do Rio Grande do Sul, a comunista Manuela D’Ávila (PCdoB).
Manuela contou um pouco de sua experiência na vida política e elogiou o exemplo do presidente Lula como governante.
saiba mais sobre a explosão de votos e de alegria da UJS que no RS elegeu a mais jovem deputada federal! aqui
“Nesses últimos quatro anos, nosso governo fez um grande esforço para combater toda e qualquer forma de discriminação contra a mulher. E posso assegurar que avançamos muito.
A mulher hoje tem mais espaço no mercado de trabalho, mais proteção contra a violência e mais apoio para conquistar a sua independência”, afirmou Lula. Entre os avanços mostrados pelo programa estão a criação de uma linha de crédito específica para mulher que trabalha no campo – o Pronaf Mulher – a criação da Lei Maria da Penha contra a Violência Doméstica.
O programa também contou com depoimentos da primeira-dama Marisa Letícia, da ex-prefeita de São Paula, Marta Suplicy, da filósofa Marilena Chauí e da candidata ao governo do Pará pelo PT, Ana Júlia. Mas o maior destaque do programa foi dado à deputada federal eleita com a maior votação do Rio Grande do Sul, a comunista Manuela D’Ávila (PCdoB).
Manuela contou um pouco de sua experiência na vida política e elogiou o exemplo do presidente Lula como governante.
saiba mais sobre a explosão de votos e de alegria da UJS que no RS elegeu a mais jovem deputada federal! aqui
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
RETA FINAL EXIGE EMPENHO REVOLUCIONÁRIO PARA GARANTIR VITÓRIA DE LULA
Pode-se afirmar que ao longo dos 22 anos de existência a militância da UJS nunca entrou numa eleição de corpo mole. Pelo contrário, sempre se posicionou na linha de frente em defesa dos candidatos da esquerda. Em todos os chamados históricos essa combativa militância correspondeu com destacada presença em todos os cantos do Brasil.
Pois mais uma vez essa militância é chamada. Dessa vez para redobrar os esforços nessa última e decisiva semana de campanha que adquire dimensão histórica singular. As forças do atraso não podem retornar ao poder central e para isso a UJS não poupará esforços para desmascarar a face mais cruel e reacionária do candidato do Opus Dei, Geraldo Alckmin, arrebatando de vez a auréola de bom moço beatificado pela grande imprensa golpista.
Nessa reta final será o corpo-a-corpo que garantirá a manutenção da vantagem eleitoral de Lula ou mesmo o acréscimo nessa diferença para elevar ainda mais a autoridade política de Lula no segundo mandato e enterrar a investida golpista da oposição liderada por Alckmin, que assume publicamente que num segundo governo Lula "ele acaba antes de começar". Isso é o que veremos, Picolé de Chuchu!
Assim, a UJS precisa continuar na ofensiva e pautar a agenda política nacional denunciando o conteúdo político dos tucanos; realçando o seu caráter privatista e entreguista, mantendo-os na defensiva; além de continuar revelando à juventude brasileira o grande salto qualitativo comparando Lula na presidência nesses últimos 4 anos em contraposição ao tucano FHC em 8.
Tudo isso será feito no mano a mano, tete a tete. Na conversa pessoal envolvendo milhares de jovens que irão continuar se multiplicando em milhões de vozes capazes de romper o cerco midiático que insiste em sua cruzada anti-Lula e anti-esquerda. A UJS mostrará em todos os estados brasileiros a sua força através do seu potencial revolucionário de quem sempre teve a convicção e que nunca vacilou sobre o significado histórico do governo Lula e seu caráter estratégico na acumulação de forças de toda a esquerda.
A juventude se nega a voltar ao sinistro tempo do pensamento único, da perseguição aos movimentos sociais e juvenis e do inexistente espaço para o diálogo democrático. Por isso, é preciso comparar o hoje com o ontem na perspectiva de apontar um amanhã ainda mais promissor.
Já se encontra no sítio nacional da UJS ( www.ujs.org.br ) um modelo de panfleto que deve ser reproduzido em todos os municípios e/ou estados para ajudar na nossa campanha. Além disso, outras experiências e materiais de alguns estados também deverão servir de inspiração a toda militância para lograrmos mais esse êxito que, se confirmado no dia 29 de outubro, permitirá a juventude comemorar como nunca essa mais nova conquista que entrará para história como uma das mais importantes (senão a mais) de todas as páginas por ela protagonizadas.
EXECUTIVA NACIONAL DA UJS
Pois mais uma vez essa militância é chamada. Dessa vez para redobrar os esforços nessa última e decisiva semana de campanha que adquire dimensão histórica singular. As forças do atraso não podem retornar ao poder central e para isso a UJS não poupará esforços para desmascarar a face mais cruel e reacionária do candidato do Opus Dei, Geraldo Alckmin, arrebatando de vez a auréola de bom moço beatificado pela grande imprensa golpista.
Nessa reta final será o corpo-a-corpo que garantirá a manutenção da vantagem eleitoral de Lula ou mesmo o acréscimo nessa diferença para elevar ainda mais a autoridade política de Lula no segundo mandato e enterrar a investida golpista da oposição liderada por Alckmin, que assume publicamente que num segundo governo Lula "ele acaba antes de começar". Isso é o que veremos, Picolé de Chuchu!
Assim, a UJS precisa continuar na ofensiva e pautar a agenda política nacional denunciando o conteúdo político dos tucanos; realçando o seu caráter privatista e entreguista, mantendo-os na defensiva; além de continuar revelando à juventude brasileira o grande salto qualitativo comparando Lula na presidência nesses últimos 4 anos em contraposição ao tucano FHC em 8.
Tudo isso será feito no mano a mano, tete a tete. Na conversa pessoal envolvendo milhares de jovens que irão continuar se multiplicando em milhões de vozes capazes de romper o cerco midiático que insiste em sua cruzada anti-Lula e anti-esquerda. A UJS mostrará em todos os estados brasileiros a sua força através do seu potencial revolucionário de quem sempre teve a convicção e que nunca vacilou sobre o significado histórico do governo Lula e seu caráter estratégico na acumulação de forças de toda a esquerda.
A juventude se nega a voltar ao sinistro tempo do pensamento único, da perseguição aos movimentos sociais e juvenis e do inexistente espaço para o diálogo democrático. Por isso, é preciso comparar o hoje com o ontem na perspectiva de apontar um amanhã ainda mais promissor.
Já se encontra no sítio nacional da UJS ( www.ujs.org.br ) um modelo de panfleto que deve ser reproduzido em todos os municípios e/ou estados para ajudar na nossa campanha. Além disso, outras experiências e materiais de alguns estados também deverão servir de inspiração a toda militância para lograrmos mais esse êxito que, se confirmado no dia 29 de outubro, permitirá a juventude comemorar como nunca essa mais nova conquista que entrará para história como uma das mais importantes (senão a mais) de todas as páginas por ela protagonizadas.
EXECUTIVA NACIONAL DA UJS
Um novo FHC?
Descobrimos alguns motivos para se votar em Geraldo Alckmin. Confira.
Decisão de Vida: Basta!! Cansei... Basta!! Vou votar no Geraldo Alckmin, da coligação PSDB-PFL.
Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais.
O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar hambúrguer e iogurte.
Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia. O governo reduziu os impostos para os computadores.
A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure agora navega...
Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a 0,99%, todo mundo tem carro, até a minha empregada. É uma vergonha, como dizia o Boris Casoy.
Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire agora se vende até no camelô da 25 de Março.
Vergonha, vergonha, vergonha... Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode?
Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação. A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco.
É o fim do mundo. Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos sem berço na universidade. Até índio agora vira médico e advogado. É um desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça. Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus agora vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula...
Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria. E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que serão deles?
Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha aqui do prédio vai passar férias no Exterior.
É o fim... Vou votar no Geraldo Alckmin. Chega dessa baboseira politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco... Quem pode pode, quem não pode se sacode.
Tenho culpa eu se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior. Eu ia anular, mas cansei.
Basta! Vou votar no Geraldo Alckmin. Quero ver essa gente no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta.
Joana Araújo Lemos (parafraseando Jussara Seixas)
http://www.ujs.org.br/2006/outubro/19outubro_2.asp
Decisão de Vida: Basta!! Cansei... Basta!! Vou votar no Geraldo Alckmin, da coligação PSDB-PFL.
Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais.
O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar hambúrguer e iogurte.
Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia. O governo reduziu os impostos para os computadores.
A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure agora navega...
Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a 0,99%, todo mundo tem carro, até a minha empregada. É uma vergonha, como dizia o Boris Casoy.
Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire agora se vende até no camelô da 25 de Março.
Vergonha, vergonha, vergonha... Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode?
Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação. A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco.
É o fim do mundo. Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos sem berço na universidade. Até índio agora vira médico e advogado. É um desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça. Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus agora vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula...
Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria. E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que serão deles?
Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha aqui do prédio vai passar férias no Exterior.
É o fim... Vou votar no Geraldo Alckmin. Chega dessa baboseira politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco... Quem pode pode, quem não pode se sacode.
Tenho culpa eu se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior. Eu ia anular, mas cansei.
Basta! Vou votar no Geraldo Alckmin. Quero ver essa gente no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta.
Joana Araújo Lemos (parafraseando Jussara Seixas)
http://www.ujs.org.br/2006/outubro/19outubro_2.asp
sábado, 14 de outubro de 2006
Tiago Andrino é o novo Presidente da UJS/SC

O acadêmico de direito, presidente da União Catarinense dos Estudantes (UCE), Tiago Andrino (25) acaba de assumir a presidência estadual da União da Juventude Socialista (UJS) em Santa Catarina.
Tiago foi o mais jovem candidato a Deputado Federal nas eleições, conquistando 12 mil votos. É membro da direção nacional da UJS e ocupava a vice-presidência da entidade no estado. O ex-presidente estadual da UJS, Diego Selau, está afastado de suas atividades em razão de tratamento de saúde.
A UJS já reuniu sua direção estadual executiva e está tocando as atividades da campanha de Lula em Santa Catarina. Está programada a realização de uma ampla caravana pelas principais cidades, levando as idéias e as propostas de Lula para a juventude.
Os jovens socialistas, liderados por Tiago, estão realizando inúmeras articulações políticas com diferentes entidades juvenis e juventudes partidárias. Já receberam a adesão de várias agremiações para a candidatura de Lula neste 2º turno.
De Florianópolis
Vinícius Puhl
quinta-feira, 12 de outubro de 2006
UJS ocupa Avenida Paulista em campanha pró-Lula
Militantes da UJS (União da Juventude Socialista) ocuparam na manhã desta quarta-feira (11) a Avenida Paulista, principal artéria do centro novo da cidade de São Paulo, em campanha pela reeleição do presidente Lula. Com faixas, bandeiras, fantasias e animação, os 30 jovens presentes no início logo cresceram para 90, segundo Marcelo Gavião, preidente da UJS. E há mais ''agitos'' programados.A juventude pede votos para Lula num sinal da Avenida
Os motoristas, quando o sinal fechavam, ficavam acompanhando a ação de campanha. Alguns manifestavam seu apoio, outros a rejeição (em São Paulo a votação de Geraldo Alckmin no primeiro turno superou a de Lula). Já os motoboys pareciam ser maciçamente Lula.
A iniciativa na Avenida Paulista faz parte de um ''Dia Nacional de Ocupação das Ruas'', convocado pela UJS, que é ligada ao PCdoB. Para quinta e sexta-feira, estão programadas ações semelhantes mas com participação mais ampla, não só da UJS mas também da juventude petista, de diretores da UNE e da Ubes, de diferentes tendências do movimento estudantil.
A ação de quinta-feira começa às 9h30 no Monumento das Bandeiras, outro cartão postal da cidade. Na sexta o local escolhido é o Largo de São Bento, no centro velho da cidade, um lugar de intenso comércio.
Gustavo Petta, presente na ação da Paulista, não ocultava seu entusiasmo. E Gavião resumiu sua avaliação num adjetivo: ''Foi massa''. O dirigente da UJS reproduz o argumento que tem usado, junto a outras organizações juvenis pró-Lula: ''Eu digo para eles, o negócio agora é pouca reunião e muita rua, gente. Só faltam 18 dias!...''
A campanha de Lula tem como meta para o segundo turno virar a votação em São Paulo. O estado jogou um papel decisivo na votação presidencial de 1o de outubro. Foi a diferença obtida por Alckmin no estado -- 3,8 milhões de votos -- que impediu Lula de vencer a eleição já no primeiro turno. No conjunto das outras 26 unidades da Federação, Lula obteve 2,5 milhões de votos de vantagem sobre a soma dos demais candidatos à Presidência.
A ação militante iniciada pela juventude paulista pretende virar esse quadro. No sábado, o PCdoB-SP programou outra ação, na Praça Ramos, que pretende se repetir todas as semanas até o 29 de outubro.
PI: estudantes queimam revistas com a foto de Alckmin

O Comitê da Juventude pró-Lula, composto de várias entidades estudantis, promoveu um ato de protesto na tarde desta quarta-feira no centro de Teresina (PI). Eles queimaram mais de cem exemplares da edição desta semana da revista Veja, que traz na capa o adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Palácio do Planalto, o tucano Geraldo Alckmin.
Panfleto da direita virou cinzas
Durante o ato, os estudantes acusaram a revista de ser tendenciosa e ter realizado, desde o início do governo Lula, uma campanha para demoralizá-lo através de suas reportagens.
Para o estudante Eduardo Alemão, da União da Juventude Socialista (UJS) do Piauí, a recente edição da revista traz foto e frases a favor do candidato do PSDB. "A revista vem adotando uma postura parcial desde o início, afirmando que a corrupção só existe no atual governo, como se no governo de FHC não tivesse havido a mesma coisa. Mas, nesse caso dos outdoors, a revista assumiu de vez a postura de ser tucana", criticou o estudante.
Ontem, Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar à coligação de Lula obrigando a Veja a retirar em um prazo de 24 horas os outdoors que promovem da edição. A coligação argumentou que a publicidade favorece Alckmin e burla a proibição de uso de outdoors na propaganda eleitoral.
O estudante Marcos Oliveira, da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes) disse que as entidades que participaram do protesto são a favor da liberdade de imprensa, mas que, nesse caso, a revista está tomando partido.
As pessoas que passavam próximo ao protesto apresentaram opiniões divididas. O gráfico Elói Lopes de Moraes não costuma ler a revista, mas condena qualquer tipo de agressão contra a liberdade de expressão. Já os estudantes Francisco Soares Neto e Fabrício Neves concordam com o objetivo do protesto, pois consideram a revista totalmente tendenciosa, mas acham o protesto deveria ser feito de outra forma: "está muito quente e ainda estão poluindo a praça".
Fonte: Terra
terça-feira, 10 de outubro de 2006
Niemeyer pede voto em Lula por defesa da nossa soberania
Oscar Niemeyer voltou a declarar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo publicado na Folha de S.Paulo desta segunda-feira (09/10). ''Tinha de me manifestar, e apresentei um motivo, a meu ver, suficiente, para justificar a permanência de Lula no poder'', anuncia o arquiteto, de 98 anos.
O texto vem a público um dia após Niemeyer sofrer uma queda em casa, quebrar o colo do fêmur e, por isso, se internar em um hospital do Rio de Janeiro, para se submeter a uma intervenção cirúrgica. Ele deve receber alta em até cinco dias, segundo a assessoria de imprensa do hospital. Confira a íntegra do artigo.
Em defesa da nossa soberania
Por Oscar Niemeyer*
Na última terça-feira, como fazemos há mais de quatro anos, assistimos às aulas do nosso amigo, o físico Luiz Alberto Oliveira, nas quais são debatidos os problemas da vida, da filosofia, deste estranho mundo em que vivemos.
Nessa noite, prevaleceu em nossa conversa a notícia, divulgada pela imprensa, de que o Prêmio Nobel de Física tinha sido concedido a John Mather e George Smoot. E, durante meia hora, Luiz Alberto discorreu sobre a matéria, entusiasmado com a descoberta daqueles cientistas que apuravam a teoria do Big Bang, há tantos anos adotada.
Interessados, acompanhamos as explicações do nosso amigo sobre o assunto. E foi já tarde, pelas 23h, que o problema do segundo turno das eleições presidenciais nos ocupou, cada um expondo o que pensava sobre o que poderá ocorrer, todos a apoiar Lula.
E no calor da discussão comentou-se a campanha odiosa levantada contra ele durante todo o período que precedeu as eleições.
Tinha de me manifestar também, e apresentei um motivo -a meu ver, suficiente- para justificar a defesa que fazemos da permanência de Lula no poder.
Insisti em que ele seria indispensável para o movimento de protesto contra o imperialismo norte-americano que se espalha pela América Latina. Movimento para o qual o Brasil se faz fundamental, por ser o país mais importante deste continente em que estamos.
Outro presidente menos interessado no problema, mais preocupado em atender às pressões dos Estados Unidos -esquecendo-se da nossa Amazônia, tão ameaçada-, romperia esse movimento em defesa da América Latina que o Brasil, a Venezuela, a Argentina e a Bolívia vêm sustentando corajosamente.
Precisamos não nos iludir com o argumento de que a política violenta do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, começa a declinar. Quem sabe se, diante do que ocorre, ela não vai se tornar mais cruel ainda -e o inesperado surge de repente?
Vivemos em um momento no qual a defesa da pátria e da sua soberania entre nós não pode ser esquecida. E, para isso, a integração de todos os países que compõem a América Latina se faz essencial.
Nas discussões políticas, a crítica quase sempre é levada a voltar atrás para descobrir erros cometidos no passado.
Nós, que estamos a favor de Lula, gostaríamos que isso ocorresse para comprovar que ele sempre permaneceu solidário com aqueles que lutam pela defesa da América Latina -de mãos dadas com Hugo Chávez, Néstor Kirchner e Evo Morales.
* Oscar Niemeyer é arquiteto e foi um dos criadores de Brasília (DF)
O texto vem a público um dia após Niemeyer sofrer uma queda em casa, quebrar o colo do fêmur e, por isso, se internar em um hospital do Rio de Janeiro, para se submeter a uma intervenção cirúrgica. Ele deve receber alta em até cinco dias, segundo a assessoria de imprensa do hospital. Confira a íntegra do artigo.
Em defesa da nossa soberania
Por Oscar Niemeyer*
Na última terça-feira, como fazemos há mais de quatro anos, assistimos às aulas do nosso amigo, o físico Luiz Alberto Oliveira, nas quais são debatidos os problemas da vida, da filosofia, deste estranho mundo em que vivemos.
Nessa noite, prevaleceu em nossa conversa a notícia, divulgada pela imprensa, de que o Prêmio Nobel de Física tinha sido concedido a John Mather e George Smoot. E, durante meia hora, Luiz Alberto discorreu sobre a matéria, entusiasmado com a descoberta daqueles cientistas que apuravam a teoria do Big Bang, há tantos anos adotada.
Interessados, acompanhamos as explicações do nosso amigo sobre o assunto. E foi já tarde, pelas 23h, que o problema do segundo turno das eleições presidenciais nos ocupou, cada um expondo o que pensava sobre o que poderá ocorrer, todos a apoiar Lula.
E no calor da discussão comentou-se a campanha odiosa levantada contra ele durante todo o período que precedeu as eleições.
Tinha de me manifestar também, e apresentei um motivo -a meu ver, suficiente- para justificar a defesa que fazemos da permanência de Lula no poder.
Insisti em que ele seria indispensável para o movimento de protesto contra o imperialismo norte-americano que se espalha pela América Latina. Movimento para o qual o Brasil se faz fundamental, por ser o país mais importante deste continente em que estamos.
Outro presidente menos interessado no problema, mais preocupado em atender às pressões dos Estados Unidos -esquecendo-se da nossa Amazônia, tão ameaçada-, romperia esse movimento em defesa da América Latina que o Brasil, a Venezuela, a Argentina e a Bolívia vêm sustentando corajosamente.
Precisamos não nos iludir com o argumento de que a política violenta do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, começa a declinar. Quem sabe se, diante do que ocorre, ela não vai se tornar mais cruel ainda -e o inesperado surge de repente?
Vivemos em um momento no qual a defesa da pátria e da sua soberania entre nós não pode ser esquecida. E, para isso, a integração de todos os países que compõem a América Latina se faz essencial.
Nas discussões políticas, a crítica quase sempre é levada a voltar atrás para descobrir erros cometidos no passado.
Nós, que estamos a favor de Lula, gostaríamos que isso ocorresse para comprovar que ele sempre permaneceu solidário com aqueles que lutam pela defesa da América Latina -de mãos dadas com Hugo Chávez, Néstor Kirchner e Evo Morales.
* Oscar Niemeyer é arquiteto e foi um dos criadores de Brasília (DF)
sábado, 7 de outubro de 2006
UNE e Ubes lançam campanha "Alckmin Não"

A disputa no segundo turno das eleições foi o principal tema em debate durante a reunião da diretoria executiva da UNE (União Nacional dos Estudantes), realizada nesta quinta-feira (05/10), em São Paulo (SP). Diante do quadro eleitoral, os diretores discutiram o posicionamento da entidade em relação às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.
De forma consensual, foi reafirmada a resolução do último Congresso Nacional de Entidades de Base (Coneb), realizado em abril deste ano, em Campinas. O documento, aprovado pelos mais de 5 mil estudantes presentes, diz que o posicionamento da UNE no processo eleitoral em curso é claramente contra a volta da direita ao poder. A postura da entidade no primeiro turno das eleições já havia sido de repúdio à tentativa de retorno dos setores conservadores.
Das quatro candidaturas mais votadas, Geraldo Ackmin foi o único a quem a entidade não apresentou o "Projeto UNE Brasil" - conjunto de propostas com as bandeiras do movimento estudantil para o próximo período. A razão é que o projeto de campanha do tucano está em discordância com as reivindicações dos estudantes ao propor a volta da Área de Livre-Comércio das América (Alca), das privatizações e o ataque às universidades públicas.
"Alckmin Não!"Com base na resolução do Coneb, os diretores aprovaram uma campanha nacional -uma grande ofensiva em todos os estados para mobilizar os estudantes e a sociedade e barrar a possibilidade de vitória do candidato Geraldo Alckmin. "Como em todos os principais acontecimentos políticos do país, é necessário que os movimentos sociais tomem posição. A UNE tem lado nessas eleições. Nosso lado é contra a volta do projeto de desmonte do Estado brasileiro levado adiante pela direita durante oito anos", avaliou o presidente da UNE, Gustavo Petta.
"Temos a clara convicção de que este não é o projeto de nação que queremos construir, com mais igualdade social, melhorias na Educação e mais investimento em áreas sociais", completou o dirigente. O próximo passo da campanha "Alckmin Não!" será organizar as coordenações nos Estados. Os presidentes das Uniões Estaduais dos Estudantes (UEEs) e os diretores da UNE serão os responsáveis por fazer o movimento ganhar corpo dentro das universidades e junto à população. Adesivos, panfletos, cartazes e camisas vão reforçar o aparato "Anti-Alckmin".
Uma das principais iniciativas será promover um ciclo de debates nas instituições de ensino superior, com a participação de intelectuais da esquerda, como o sociólogo Emir Sader e a filósofa Marilena Chauí. A proposta é ampliar a visão sobre as conseqüências do retorno de um projeto neoliberal. "Junto com a UNE, vamos barrar mais essa tentativa da turma do FHC de implantar o seu neoliberalismo no Brasil e impedir o retrocesso de um avanço conquistado nesses últimos anos, principalmente nas áreas sociais", disse o presidente da UEE-SP, Augusto Chagas.
Clareza e convicçãoA vice-presidente da UNE, Louise Caroline, explica que o objetivo é esclarecer para a população o que significa o retorno da dobradinha PSDB-PFL. "É clara para a gente a grande diferença de propostas entre as candidaturas. A direita já provocou estragos no Brasil e nós não vamos ficar parados esperando que eles voltem, privatizem tudo e governem para apenas 10%. É fácil listar as ações dessa turma. Só em São Paulo, temos a crise das Febems e da segurança pública, gerada pelo mesmo candidato que hoje quer ser presidente", ressaltou.
A diretoria executiva da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) também se reuniu na 1uinta-feira, em São Paulo, e aprovou, consensualmente, estar ao lado da UNE na campanha "Alckmin Não". Segundo o presidente da entidade, Thiago Franco, os estudantes secundaristas também formarão nos próximos dias coordenações estaduais para organizar o movimento dentro das escolas.
"Vamos levar ao conhecimento dos estudantes o atraso que significará eleger um representante da direita conservadora para governar o país", afirmou Thiago. "Queremos mostrar que principalmente nós, estudantes do ensino médio, seremos os mais prejudicados por uma política que não preza a democratização do ensino superior."
http://www.une.org.br
Derrotar a direita no segundo turno para o Brasil avançar
Editorial da UJS
O presidente Luís Inácio Lula da Silva e as forças democráticas, patrióticas e avançadas reunidas na frente A Força do Povo superaram mais um obstáculo na corrida para conquistar mais quatro anos para o atual governo. A expressiva vitória de Lula, que alcançou - até a meia noite do domingo - 46 291 573 (48,65% do total dos votos válidos), contra os 39 564 399 de votos do tucano Geraldo Alckmin (41,58%) apontam para uma disputa renovada, nas próximas semanas, na qual as forças populares entram revigoradas pela votação recebida e que, por pouco, não garantiu a vitória já no primeiro turno. Os outros candidatos somados alcançaram 9 294 385 (9,76% do total).
O bom desempenho de Lula e da coligação A força do povo aponta para a possibilidade de derrotar o jogo sujo da direita que, nas últimas semanas, apelou para tudo, dentro e fora da lei, com a ajuda da grande mídia e de magistrados que deveriam ser neutros ante a disputa, tudo para salvar seu projeto de voltar, pelo voto, para a presidência da República.
A direita brasileira é expert em golpismo. A direita tem sido, nos últimos sessenta anos, o principal fator de desestabilização da política brasileira. A uma semana da eleição, direita apelou outra vez para a tática do jagunço, que usou desde maio de 2005 e, face à iminente impotência em derrotar Lula nas urnas, começou a preparar argumentos e situações para tentar ganhar no tapetão ou clamar pela ilegitimidade da eleição e do segundo mandato.
A direita brasileira repete-se a si própria em mais este episódio, e usa métodos conhecidos. Nunca é demais lembrar que desde a deposição de Getúlio Vargas, em 1945, a direita brasileira sempre se uniu em torno do objetivo de segurar o crescimento do país, conter o aprofundamento da democracia, e impedir a consolidação da soberania e da Independência do Brasil. Quando Vargas foi eleito para a presidência, em 1950, a UDN (União Democrática Nacional, partido da plutocracia financeira e antepassado dos atuais neoliberais) tentou impedir sua posse alegando que ele não havia obtido a maioria absoluta dos votos. O auge da campanha da direita foi o suicídio do presidente em agosto de 1954. Em 1955, entretanto, foi outra vez derrotada nas urnas, com a eleição de Juscelino Kubitschek para a presidência. A direita voltou a agitar a tese da maioria absoluta dos votos para impedir a posse e chegou mesmo a apelar para o golpe militar, pedido em editorial pelo jornal Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda.
A batalha que se trava em nossos dias é um desdobramento do mesmo combate entre a direita e as forças progressistas, democráticas e nacionalistas, em uma época histórica nova, onde a democracia se consolida e a consciência política do povo cresce e se configura em organizações partidárias e do movimento social que lutam pelo avanço democrático e social de nosso país.
Batalha que opõe, em trincheiras opostas, as mesmas forças sociais que se enfrentaram no passado. De um lado, a direita neoliberal, conservadora e partidária do atraso, do autoritarismo e da subordinação do Brasil às potências imperialistas, hoje organizada em torno da candidatura tucana de Geraldo Alckmin. De outro lado, as forças progressistas e avançadas que preconizam a construção de um Brasil novo, desenvolvido e soberano. E que se traduz em um forte conjunto de militantes progressistas e democráticos, que inclui o PT, o PCdoB e os demais partidos que apóiam a reeleição do presidente Lula.
Estas poucas semanas que nos separam do segundo round da eleição presidencial serão decisivas e pode-se esperar que, neste curto período de tempo, o jogo sujo da direita poderá crescer.
E vigilância e a mobilização precisam ser totais contra as tramóias da direita, contra seu hipócrita clamor pela ''moralidade'' - logo eles... -, este frágil biombo com que os conservadores querem esconder seu programa antipopular, antidemocrático e antinacional, programa que não podem confessar pois prevê o retorno de tudo aquilo que foi rejeitado pelos brasileiros na eleição de 2002, que levou Lula à presidência da República - o programa neoliberal de tão nefastas conseqüências para o país e para o povo brasileiro.
A necessária vigilância precisa crescer nas próximas semanas. Fortalecer a mobilização popular, ajudar o povo a compreender a natureza do embate travado no país e que não se esgota no momento da eleição nem no período imediatamente seguinte a ela, para garantir a lisura do pleito, o respeito à vontade que o eleitorado manifestar na urna, e combater as tentativas de deslegitimação do presidente Lula.
A tradição historicamente golpista da direita brasileira permite imaginar um combate sem tréguas, recheado das baixarias de sempre. A direita e os conservadores brasileiros já agiram assim no passado, tendo sido o principal fator da instabilidade da política brasileira nos últimos sessenta anos. E os sinais emitidos pelo ninho tucano pefelista, repercutidos pela mídia do grande capital (ela própria parte do sistema de poder conservador que procura manter seu mando sobre o país), indicam essa possibilidade. É o que demonstra a crise atual. Ela é uma tentativa de requentar a crise iniciada em maio de 2005, e tem dois objetivos alternativos: o primeiro é derrotar Lula, a esquerda e as forças avançadas, na eleição presidencial; se não conseguirem cumprir este propósito, como tudo indica que vai ocorrer, a alternativa para a direita será agitar, a partir de 2007, a tese de que a eleição teria sido ilegítima, cujo desdobramento poderá ser a busca da interrupção do mandato do presidente Lula.
Este é o roteiro histórico da direita, que ela repete este ano depois do fracasso de todas suas iniciativas tentadas desde o ano passado. Mas que se desenvolve em um cenário radicalmente diferente daquele existente entre as décadas de 1940 a 1960. Um forte indício desta realidade nova, em que a organização popular é mais forte, foi o manifesto ''Querem melar a eleição de Lula'', divulgado por mais de cinqüenta organizações do movimento social no último dia 20, e que indica o compromisso das principais lideranças do país em derrotar a direita e seu projeto neoliberal.
Um papel especial, nesse cenário, é aquele representado pelo Partido Comunista do Brasil, a partir de seu compromisso programático com a conquista da democracia, da melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo brasileiro e da consolidação da soberania nacional. O PCdoB não abre mão de seu objetivo estratégico, a conquista do socialismo com feição brasileira. E compreende que a democracia é parte fundamental da estrada que levará o Brasil e os brasileiros a este rumo avançado. Objetivos em torno dos quais o Partido mobiliza setores importantes da classe operária, dos trabalhadores assalariados, dos setores progressistas e avançados, das camadas médias, dos intelectuais, dos empresários produtivos, empenhando-se para impedir que a direita exerça seu esforço golpista para interromper a marcha do processo político e histórico em curso, e m busca do desenvolvimento nacional, de uma política externa independente e soberana, do fortalecimento do Mercosul, que avance em políticas sociais que permitam a desconcentração de renda e a valorização do trabalho.
O roteiro da direita é golpista, e o alvo de sua ação são os avanços obtidos durante o primeiro mandato do governo Lula. É um que precisa ser barrado pelo mecanismo democrático do voto, reelegendo Lula. Este é o sentido da eleição de outubro, e também o significado do clamor da direita pela ''moralidade'' e pela ''ética''.
Fonte? http://www.ujs.org.br/editorial/editorial_02_10_06.asp
O presidente Luís Inácio Lula da Silva e as forças democráticas, patrióticas e avançadas reunidas na frente A Força do Povo superaram mais um obstáculo na corrida para conquistar mais quatro anos para o atual governo. A expressiva vitória de Lula, que alcançou - até a meia noite do domingo - 46 291 573 (48,65% do total dos votos válidos), contra os 39 564 399 de votos do tucano Geraldo Alckmin (41,58%) apontam para uma disputa renovada, nas próximas semanas, na qual as forças populares entram revigoradas pela votação recebida e que, por pouco, não garantiu a vitória já no primeiro turno. Os outros candidatos somados alcançaram 9 294 385 (9,76% do total).
O bom desempenho de Lula e da coligação A força do povo aponta para a possibilidade de derrotar o jogo sujo da direita que, nas últimas semanas, apelou para tudo, dentro e fora da lei, com a ajuda da grande mídia e de magistrados que deveriam ser neutros ante a disputa, tudo para salvar seu projeto de voltar, pelo voto, para a presidência da República.
A direita brasileira é expert em golpismo. A direita tem sido, nos últimos sessenta anos, o principal fator de desestabilização da política brasileira. A uma semana da eleição, direita apelou outra vez para a tática do jagunço, que usou desde maio de 2005 e, face à iminente impotência em derrotar Lula nas urnas, começou a preparar argumentos e situações para tentar ganhar no tapetão ou clamar pela ilegitimidade da eleição e do segundo mandato.
A direita brasileira repete-se a si própria em mais este episódio, e usa métodos conhecidos. Nunca é demais lembrar que desde a deposição de Getúlio Vargas, em 1945, a direita brasileira sempre se uniu em torno do objetivo de segurar o crescimento do país, conter o aprofundamento da democracia, e impedir a consolidação da soberania e da Independência do Brasil. Quando Vargas foi eleito para a presidência, em 1950, a UDN (União Democrática Nacional, partido da plutocracia financeira e antepassado dos atuais neoliberais) tentou impedir sua posse alegando que ele não havia obtido a maioria absoluta dos votos. O auge da campanha da direita foi o suicídio do presidente em agosto de 1954. Em 1955, entretanto, foi outra vez derrotada nas urnas, com a eleição de Juscelino Kubitschek para a presidência. A direita voltou a agitar a tese da maioria absoluta dos votos para impedir a posse e chegou mesmo a apelar para o golpe militar, pedido em editorial pelo jornal Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda.
A batalha que se trava em nossos dias é um desdobramento do mesmo combate entre a direita e as forças progressistas, democráticas e nacionalistas, em uma época histórica nova, onde a democracia se consolida e a consciência política do povo cresce e se configura em organizações partidárias e do movimento social que lutam pelo avanço democrático e social de nosso país.
Batalha que opõe, em trincheiras opostas, as mesmas forças sociais que se enfrentaram no passado. De um lado, a direita neoliberal, conservadora e partidária do atraso, do autoritarismo e da subordinação do Brasil às potências imperialistas, hoje organizada em torno da candidatura tucana de Geraldo Alckmin. De outro lado, as forças progressistas e avançadas que preconizam a construção de um Brasil novo, desenvolvido e soberano. E que se traduz em um forte conjunto de militantes progressistas e democráticos, que inclui o PT, o PCdoB e os demais partidos que apóiam a reeleição do presidente Lula.
Estas poucas semanas que nos separam do segundo round da eleição presidencial serão decisivas e pode-se esperar que, neste curto período de tempo, o jogo sujo da direita poderá crescer.
E vigilância e a mobilização precisam ser totais contra as tramóias da direita, contra seu hipócrita clamor pela ''moralidade'' - logo eles... -, este frágil biombo com que os conservadores querem esconder seu programa antipopular, antidemocrático e antinacional, programa que não podem confessar pois prevê o retorno de tudo aquilo que foi rejeitado pelos brasileiros na eleição de 2002, que levou Lula à presidência da República - o programa neoliberal de tão nefastas conseqüências para o país e para o povo brasileiro.
A necessária vigilância precisa crescer nas próximas semanas. Fortalecer a mobilização popular, ajudar o povo a compreender a natureza do embate travado no país e que não se esgota no momento da eleição nem no período imediatamente seguinte a ela, para garantir a lisura do pleito, o respeito à vontade que o eleitorado manifestar na urna, e combater as tentativas de deslegitimação do presidente Lula.
A tradição historicamente golpista da direita brasileira permite imaginar um combate sem tréguas, recheado das baixarias de sempre. A direita e os conservadores brasileiros já agiram assim no passado, tendo sido o principal fator da instabilidade da política brasileira nos últimos sessenta anos. E os sinais emitidos pelo ninho tucano pefelista, repercutidos pela mídia do grande capital (ela própria parte do sistema de poder conservador que procura manter seu mando sobre o país), indicam essa possibilidade. É o que demonstra a crise atual. Ela é uma tentativa de requentar a crise iniciada em maio de 2005, e tem dois objetivos alternativos: o primeiro é derrotar Lula, a esquerda e as forças avançadas, na eleição presidencial; se não conseguirem cumprir este propósito, como tudo indica que vai ocorrer, a alternativa para a direita será agitar, a partir de 2007, a tese de que a eleição teria sido ilegítima, cujo desdobramento poderá ser a busca da interrupção do mandato do presidente Lula.
Este é o roteiro histórico da direita, que ela repete este ano depois do fracasso de todas suas iniciativas tentadas desde o ano passado. Mas que se desenvolve em um cenário radicalmente diferente daquele existente entre as décadas de 1940 a 1960. Um forte indício desta realidade nova, em que a organização popular é mais forte, foi o manifesto ''Querem melar a eleição de Lula'', divulgado por mais de cinqüenta organizações do movimento social no último dia 20, e que indica o compromisso das principais lideranças do país em derrotar a direita e seu projeto neoliberal.
Um papel especial, nesse cenário, é aquele representado pelo Partido Comunista do Brasil, a partir de seu compromisso programático com a conquista da democracia, da melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo brasileiro e da consolidação da soberania nacional. O PCdoB não abre mão de seu objetivo estratégico, a conquista do socialismo com feição brasileira. E compreende que a democracia é parte fundamental da estrada que levará o Brasil e os brasileiros a este rumo avançado. Objetivos em torno dos quais o Partido mobiliza setores importantes da classe operária, dos trabalhadores assalariados, dos setores progressistas e avançados, das camadas médias, dos intelectuais, dos empresários produtivos, empenhando-se para impedir que a direita exerça seu esforço golpista para interromper a marcha do processo político e histórico em curso, e m busca do desenvolvimento nacional, de uma política externa independente e soberana, do fortalecimento do Mercosul, que avance em políticas sociais que permitam a desconcentração de renda e a valorização do trabalho.
O roteiro da direita é golpista, e o alvo de sua ação são os avanços obtidos durante o primeiro mandato do governo Lula. É um que precisa ser barrado pelo mecanismo democrático do voto, reelegendo Lula. Este é o sentido da eleição de outubro, e também o significado do clamor da direita pela ''moralidade'' e pela ''ética''.
Fonte? http://www.ujs.org.br/editorial/editorial_02_10_06.asp
Parabéns UJS!

À frente de diversas campanhas pelo país, a UJS mesmo não elegendo seus candidatos conseguiu sempre levar pra galera o seu recado. A perspectiva da transformação, os idéias socialistas, a alegria e irreverência deram o tom seguido pela militância da UJS ao longo desses meses. E em todos os locais, sem exceção, o saldo foi positivo com direções mais consolidadas, unidade reforçada e principalmente militância ampliada. Por isso tudo, parabéns UJS, e parabéns a todos aqueles, candidatos ou não, que
nessa eleição exercitaram ainda mais seu vigor revolucionário.
Aqui em Santa Catarina, Tiago Andrino – presidente da UCE 2005-2007, membro da Direção Nacional da UJS candidato a Deputado Federal pelo PCdoB Santa Catarina fez 12765 mil votos !
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