Deixo a todos um poema de João Cabral de Melo Neto, para que inspire o ano que virá, com os mais sinceros votos de felicidade...
Tecendo a manhã
Um galo sozinho não tece uma manhã:ele precisará sempre de outros galos.De um que apanhe esse grito que elee o lance a outro; de um outro galoque apanhe o grito que um galo antese o lance a outro; e de outros galosque com muitos outros galos se cruzemos fios de sol de seus gritos de galo,para que amanha, desde uma teia tênue,se vá tecendo, entre todos os galos.
E se encorpando em tela, entre todos,se erguendo tenda, onde entrem todos,se entretendo para todos, no toldo(a manhã), que plana livre de armação.A manhã, toldo de um tecido tão aéreoque, tecido, ele eleva por si: luz do balão.
Obra Completa João Cabral de Melo NetoEdição Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autorEditora Nova Aguilar – primeira edição, 1994
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
Para saudar o ano novo que se aproxima...
sábado, 23 de dezembro de 2006
Gabriel García Márquez: ''Estas sinistras festas de Natal''
Há 26 anos, Gabriel García Márquez dizia: ''Ninguém mais se lembra de Deus no Natal''. Segundo o escritor colombiano - que depois se receberia o Prêmio Nobel de Literatura -, há tanto barulho e tantas angústias de dinheiro que ''a gente se pergunta se sobra tempo para celebrar o aniversário de um menino que nasceu há dois mil anos em uma manjedoura miserável''. Leia o artigo do escritor, publicado no jornal espanhol El Pais.
Estas sinistras festas de Natal
Por Gabriel García Márquez
Ninguém mais se lembra de Deus no Natal. Há tanto barulho de cornetas e de fogos de artifício, tantas grinaldas de fogos coloridos, tantos inocentes perus degolados e tantas angústias de dinheiro para se ficar bem acima dos recursos reais de que dispomos que a gente se pergunta se sobra algum tempo para alguém se dar conta de que uma bagunça dessas é para celebrar o aniversário de um menino que nasceu há 2 mil anos em uma manjedoura miserável, a pouca distância de onde havia nascido, uns mil anos antes, o rei Davi.
Cerca de 954 milhões de cristãos - quase 1 bilhão deles, portanto - acreditam que esse menino era Deus encarnado, mas muitos o celebram como se na verdade não acreditassem nisso. Celebram, além disso, muitos milhões que nunca acreditaram, mas que gostam de festas e muitos outros que estariam dispostos a virar o mundo de ponta cabeça para que ninguém continuasse acreditando. Seria interessante averiguar quantos deles acreditam também no fundo de sua alma que o Natal de agora é uma festa abominável e não se atrevem a dizê-lo por um preconceito que já não é religioso, mas social.
O mais grave de tudo é o desastre cultural que estas festas de Natal pervertidas estão causando na América Latina. Antes, quando tínhamos apenas costumes herdados da Espanha, os presépios domésticos eram prodígios de imaginação familiar. O menino Jesus era maior que o boi, as casinhas nas colinas eram maiores que a Virgem e ninguém se fixava em anacronismos: a paisagem de Belém era complementada com um trenzinho de arame, com um pato de pelúcia maior que um leão que nadava no espelho da sala ou com um guarda de trânsito que dirigia um rebanho de cordeiros em uma esquina de Jerusalém.
Por cima de tudo, se colocava uma estrela de papel dourado com uma lâmpada no centro e um raio de seda amarela que deveria indicar aos Reis Magos o caminho da salvação. O resultado era na realidade feio, mas se parecia conosco e claro que era melhor que tantos quadros primitivos mal copiados do alfandegário Rousseau.
''Desilusão''
A mistificação começou com o costume de que os brinquedos não fossem trazidos pelos Reis Magos - como acontece na Espanha, com toda razão -, mas pelo menino Jesus. As crianças dormíamos mais cedo para que os brinquedos nos chegassem logo e éramos felizes ouvindo as mentiras poéticas dos adultos.
No entanto, eu não tinha mais do que cinco anos quando alguém na minha casa decidiu que já era hora de me revelar a verdade. Foi uma desilusão não apenas porque eu acreditava de verdade que era o menino Jesus que trazia os brinquedos, mas também porque teria gostado de continuar acreditando. Além disso, por uma pura lógica de adulto, eu pensei então que os outros mistérios católicos eram inventados pelos pais para entreter aos filhos e fiquei no limbo.
Naquele dia - como diziam os professores jesuítas na escola primária -, eu perdi a inocência, pois descobri que as crianças tampouco eram trazidas pelas cegonhas desde Paris, que é algo que eu ainda gostaria de continuar acreditando para pensar mais no amor e menos na pílula.
Tudo isso mudou nos últimos 30 anos, mediante uma operação comercial de proporções mundiais que é, ao mesmo tempo, uma devastadora agressão cultural. O menino Jesus foi destronado pela Santa Claus dos gringos e dos ingleses, que é o mesmo Papai Noel dos franceses e aos que conhecemos de mais. Chegou-nos com o trenó levado por um alce e o saco carregado de brinquedos sob uma fantástica tempestade de neve.
A má influência americana
Na verdade, este usurpador com nariz de cervejeiro é simplesmente o bom São Nicolau, um santo de quem eu gosto muito e porque é do meu avô o coronel, mas que não tem nada a ver com o Natal e menos ainda com a véspera de Natal tropical da América Latina.
Segundo a lenda nórdica, São Nicolau reconstruiu e reviveu a vários estudantes que haviam sido esquartejados por um urso na neve e por isso era proclamado o patrono das crianças. Mas sua festa é celebrada em 6 de dezembro, e não no dia 25. A lenda se tornou institucional nas províncias germânicas do Norte no final do século 18, junto à árvore dos brinquedos e a pouco mais de cem anos chegou à Grã-Bretanha e à França.
Em seguida, chegou aos Estados Unidos, e estes mandaram a lenda para a América Latina, com toda uma cultura de contrabando: a neve artificial, as velas coloridas, o peru recheado e estes quinze dias de consumismo frenético a que muito poucos nos atrevemos a escapar.
No entanto, talvez o mais sinistro destes Natais de consumo seja a estética miserável que trouxeram com elas: esses cartões postais indigentes, essas cordinhas de luzes coloridas, esses sinos de vidro, essas coroas de flores penduradas nas portas, essas músicas de idiotas que são traduções malfeitas do inglês e tantas outras gloriosas asneiras para as quais nem sequer valia a pena ter sido inventada a eletricidade.
Tiros no Natal
Tudo isso em torno da festa mais espantosa do ano. Uma noite infernal em que as crianças não podem dormir com a casa cheia de bêbados que erram de porta buscando onde desaguar ou perseguindo a esposa de outro que acidentalmente teve a sorte de ficar dormido na sala.
Mentira: não é uma noite de paz e amor, mas o contrário. É a ocasião solene das pessoas de quem não gostamos. A oportunidade providencial de sair finalmente dos compromissos adiados porque indesejáveis: o convite ao pobre cego que ninguém convida, à prima Isabel que ficou viúva há 15 anos, à avó paralítica que ninguém se atreve a exibir.
É a alegria por decreto, o carinho por piedade, o momento de dar presente porque nos dão presentes e de chorar em público sem dar explicações. É a hora feliz de que os convidados bebam tudo o que sobrou do Natal anterior: o creme de menta, o licor de chocolate, o vinho passado.
Não é raro, como aconteceu freqüentemente, que a festa acabe a tiros. Nem tampouco é raro que as crianças - vendo tantas coisas atrozes - terminem acreditando de verdade que o menino Jesus não nasceu em Belém, mas nos Estados Unidos.
Agência Carta Maior
Estas sinistras festas de Natal
Por Gabriel García Márquez
Ninguém mais se lembra de Deus no Natal. Há tanto barulho de cornetas e de fogos de artifício, tantas grinaldas de fogos coloridos, tantos inocentes perus degolados e tantas angústias de dinheiro para se ficar bem acima dos recursos reais de que dispomos que a gente se pergunta se sobra algum tempo para alguém se dar conta de que uma bagunça dessas é para celebrar o aniversário de um menino que nasceu há 2 mil anos em uma manjedoura miserável, a pouca distância de onde havia nascido, uns mil anos antes, o rei Davi.
Cerca de 954 milhões de cristãos - quase 1 bilhão deles, portanto - acreditam que esse menino era Deus encarnado, mas muitos o celebram como se na verdade não acreditassem nisso. Celebram, além disso, muitos milhões que nunca acreditaram, mas que gostam de festas e muitos outros que estariam dispostos a virar o mundo de ponta cabeça para que ninguém continuasse acreditando. Seria interessante averiguar quantos deles acreditam também no fundo de sua alma que o Natal de agora é uma festa abominável e não se atrevem a dizê-lo por um preconceito que já não é religioso, mas social.
O mais grave de tudo é o desastre cultural que estas festas de Natal pervertidas estão causando na América Latina. Antes, quando tínhamos apenas costumes herdados da Espanha, os presépios domésticos eram prodígios de imaginação familiar. O menino Jesus era maior que o boi, as casinhas nas colinas eram maiores que a Virgem e ninguém se fixava em anacronismos: a paisagem de Belém era complementada com um trenzinho de arame, com um pato de pelúcia maior que um leão que nadava no espelho da sala ou com um guarda de trânsito que dirigia um rebanho de cordeiros em uma esquina de Jerusalém.
Por cima de tudo, se colocava uma estrela de papel dourado com uma lâmpada no centro e um raio de seda amarela que deveria indicar aos Reis Magos o caminho da salvação. O resultado era na realidade feio, mas se parecia conosco e claro que era melhor que tantos quadros primitivos mal copiados do alfandegário Rousseau.
''Desilusão''
A mistificação começou com o costume de que os brinquedos não fossem trazidos pelos Reis Magos - como acontece na Espanha, com toda razão -, mas pelo menino Jesus. As crianças dormíamos mais cedo para que os brinquedos nos chegassem logo e éramos felizes ouvindo as mentiras poéticas dos adultos.
No entanto, eu não tinha mais do que cinco anos quando alguém na minha casa decidiu que já era hora de me revelar a verdade. Foi uma desilusão não apenas porque eu acreditava de verdade que era o menino Jesus que trazia os brinquedos, mas também porque teria gostado de continuar acreditando. Além disso, por uma pura lógica de adulto, eu pensei então que os outros mistérios católicos eram inventados pelos pais para entreter aos filhos e fiquei no limbo.
Naquele dia - como diziam os professores jesuítas na escola primária -, eu perdi a inocência, pois descobri que as crianças tampouco eram trazidas pelas cegonhas desde Paris, que é algo que eu ainda gostaria de continuar acreditando para pensar mais no amor e menos na pílula.
Tudo isso mudou nos últimos 30 anos, mediante uma operação comercial de proporções mundiais que é, ao mesmo tempo, uma devastadora agressão cultural. O menino Jesus foi destronado pela Santa Claus dos gringos e dos ingleses, que é o mesmo Papai Noel dos franceses e aos que conhecemos de mais. Chegou-nos com o trenó levado por um alce e o saco carregado de brinquedos sob uma fantástica tempestade de neve.
A má influência americana
Na verdade, este usurpador com nariz de cervejeiro é simplesmente o bom São Nicolau, um santo de quem eu gosto muito e porque é do meu avô o coronel, mas que não tem nada a ver com o Natal e menos ainda com a véspera de Natal tropical da América Latina.
Segundo a lenda nórdica, São Nicolau reconstruiu e reviveu a vários estudantes que haviam sido esquartejados por um urso na neve e por isso era proclamado o patrono das crianças. Mas sua festa é celebrada em 6 de dezembro, e não no dia 25. A lenda se tornou institucional nas províncias germânicas do Norte no final do século 18, junto à árvore dos brinquedos e a pouco mais de cem anos chegou à Grã-Bretanha e à França.
Em seguida, chegou aos Estados Unidos, e estes mandaram a lenda para a América Latina, com toda uma cultura de contrabando: a neve artificial, as velas coloridas, o peru recheado e estes quinze dias de consumismo frenético a que muito poucos nos atrevemos a escapar.
No entanto, talvez o mais sinistro destes Natais de consumo seja a estética miserável que trouxeram com elas: esses cartões postais indigentes, essas cordinhas de luzes coloridas, esses sinos de vidro, essas coroas de flores penduradas nas portas, essas músicas de idiotas que são traduções malfeitas do inglês e tantas outras gloriosas asneiras para as quais nem sequer valia a pena ter sido inventada a eletricidade.
Tiros no Natal
Tudo isso em torno da festa mais espantosa do ano. Uma noite infernal em que as crianças não podem dormir com a casa cheia de bêbados que erram de porta buscando onde desaguar ou perseguindo a esposa de outro que acidentalmente teve a sorte de ficar dormido na sala.
Mentira: não é uma noite de paz e amor, mas o contrário. É a ocasião solene das pessoas de quem não gostamos. A oportunidade providencial de sair finalmente dos compromissos adiados porque indesejáveis: o convite ao pobre cego que ninguém convida, à prima Isabel que ficou viúva há 15 anos, à avó paralítica que ninguém se atreve a exibir.
É a alegria por decreto, o carinho por piedade, o momento de dar presente porque nos dão presentes e de chorar em público sem dar explicações. É a hora feliz de que os convidados bebam tudo o que sobrou do Natal anterior: o creme de menta, o licor de chocolate, o vinho passado.
Não é raro, como aconteceu freqüentemente, que a festa acabe a tiros. Nem tampouco é raro que as crianças - vendo tantas coisas atrozes - terminem acreditando de verdade que o menino Jesus não nasceu em Belém, mas nos Estados Unidos.
Agência Carta Maior
O papel histórico da UNE na reforma universitária
Leia o artigo de Márcio Pereira Cabral, membro da executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE). Com o título "Refazendo e aprendendo com a nossa história", o texto analisa o papel decisivo que a entidade cumpriu durante os debates para a reforma universitária.
Refazendo e aprendendo com a nossa história
Por Márcio Pereira Cabral*
Se não há país "onde a opinião se divida em maior número de cores, e se não se encontra teoria que entre nós não tenha adeptos", segundo já observou Alberto Torres, princípios e idéias não passam, entre nós, de "bandeira de discussão, ornatos de polêmica ou simples meio de êxito pessoal ou político". Ilustrados, às vezes, e eruditos, mas raramente cultos, não assimilamos bastante as idéias para se tornarem um núcleo de convicções ou um sistema de doutrina, capaz de nos impelir à ação em que costumam desencadear-se aqueles "que pensaram sua vida e viveram seu pensamento".
A interpenetração profunda que já se estabeleceu, em esforços constantes, entre as nossas idéias e convicções e a nossa vida de educadores, em qualquer setor ou linha de ataque em que tivemos de desenvolver a nossa atividade já denuncia, porém, a fidelidade e o vigor com que caminhamos para a obra de reconstrução educacional, sem estadear a segurança de um triunfo fácil, mas com a serena confiança na vitória definitiva de nossos ideais de educação.
Em lugar dessas reformas parciais, que se sucederam, na sua quase totalidade, na estreiteza crônica de tentativas empíricas, o nosso programa concretiza uma nova política educacional, que nos preparará, por etapas, a grande reforma, em que palpitará, com o ritmo acelerado dos organismos novos, o músculo central da estrutura política e social da nação
(Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, 1932)
O final da década 50 foi marcado por um forte debate educacional no Brasil, o que era uma conseqüência natural para o período, pois a educação pública brasileira somente havia sido implantada enquanto sistema nacional e de caráter público no período do Estado Novo (pós-Revolução de 30).
Duas concepções se confrontaram durante todo este período: a defesa da educação pública e gratuita como atribuição exclusiva do Estado para garanti-la (com origem nos Pioneiros da Nova Escola - ABE), contra a concepção da concessão pública que garantia a presença dos setores privados (principalmente religiosos) no ensino superior brasileiro da época (organizados pela AEC).
Para isso, era necessário, neste período, reformar o sistema educacional que ainda permanecia sob a concepção da LDB de 1948 que contava com forte influência da Nova Escola.
A UNENo início dos anos 60, o Brasil vivia a renúncia de Jânio Quadros, e a campanha da legalidade tratou de garantir a posse do vice-presidente eleito, João Goulart. Neste mesmo período, os estudantes, através da UNE, retomavam um papel protagonista na política brasileira. Logo empossado, o discurso do governo, mesmo sob o controle do regime parlamentarista, era por aprofundar as reformas capazes de impulsionar o desenvolvimento nacional. Lógico que a educação entrou na pauta central das reformas de base.
Mesmo retomada para o campo progressista, a UNE ainda não havia compreendido o seu papel no questionamento de qual projeto educacional seria capaz de impulsionar a expansão do ensino superior brasileiro e também não compreendia ainda qual era a real correlação de forças nesta disputa de projetos. Enquanto isso, no Congresso Nacional tramitava uma nova LDB, impulsionada por uma forte mobilização de setores da Sociedade Civil defensores do ensino privado.
Carlos Lacerda foi o responsável por apresentar um substitutivo ao projeto do Conselho Nacional de Educação e também se colocou como o principal articulador no Congresso dos interesses dos setores privados, forçando assim uma forte oposição ao projeto do CNE. Este substitutivo foi aprovado em janeiro de 1960 e em agosto de 1961 no Senado, que, embora o tenha alterado bastante na sua forma, ainda manteve a concessão pública para a exploração privada do ensino brasileiro.
DecepçãoLembrando que nesse período o presidente era João Goulart, mas o regime era parlamentarista, as forças progressistas não tiveram poderes para vetar os artigos da LDB que atacavam o ensino público. Assim, João Goulart não pôde concretizar o seu compromisso assumido perante as forças que garantiram sua posse (inclusive a própria UNE) de modificar a redação final da LDB de 1961.
Isso gerou uma forte decepção por parte do movimento estudantil. Foi redigida uma nota, assinada por Aldo Arantes, então presidente da UNE, e aprovada em um Coneg, repudiando o sancionamento da lei por conter um caráter fortemente privatista. A partir disto, surge no interior da UNE o debate da necessidade de uma reforma universitária para o Brasil.
O governo - que via a necessidade de uma forte mobilização social para retomar o controle sobre o Estado, acabando com o regime parlamentarista - passou a estimular os setores organizados a defenderem bandeiras democráticas e que propiciassem reformas profundas no Estado brasileiro.
DescompassoMas o movimento estudantil parecia estar mais interessado em articular suas bandeiras mais corporativas. Passou a adotar como estratégia a defesa da paridade nos órgão colegiados das IES, abandonando o diálogo com o governo. Assim surge a greve do 1/3, que a UNE passou a adotar como estratégia para acumular forças para impulsionar as mudanças.
A LDB voltou a ser tema de discussão pelos setores educacionais. Os estudantes não aceitavam as concessões que o governo havia dado aos setores privatistas como estratégia para retomar a sua legitimidade. Assim os estudantes passaram a defender que a participação ativa das representações estudantis no interior das universidades seria o instrumento capaz de impulsionar uma reforma por dentro do sistema educacional, fugindo assim do dialogo com o governo e com o Congresso Nacional.
Para isso, era necessário modificar o artigo 78 da LDB, segundo o qual cada IES determinaria a forma da representação dos setores organizados no interior de cada instituição. Os estudantes temiam que os estatutos destas universidades pudessem vetar a sua participação e, assim, surge com força o movimento pela mudança do artigo 78, onde a UNE passa a ser a principal referência na disputa por mudanças na educação superior brasileira.
A estratégia foi dar um ultimato ao governo para que, no dia 1º de junho de 1963, o Conselho Nacional de Educação (CNE) enviasse ao Congresso a mudança da LDB. Do contrário, os estudantes decretariam greve estudantil em todas as universidades até que a LDB fosse modificada. Lógico que o CNE não atendeu o ultimato dos estudantes, e a greve passou a ser organizada por todo o país.
Uma greve amplaA mobilização promovida pela UNE conseguiu atingir a maioria das universidades brasileiras e estendeu-se até meados de agosto, e mesmo assim as reivindicações da UNE não foram atendidas pelo governo. "Durante esses quase três meses, na mais longa greve nacional de estudantes no Brasil, realizaram-se numerosas assembléias e seminários locais sobre a reforma universitária, lançaram-se manifestos e chegou-se a ocupar a sede do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro, de onde os manifestantes foram expulsos pela policia do exército." [1]
Nestes seminários, os debates passaram a aprofundar a necessidade de uma reforma mais ampla, para além das mudanças na LDB. Eram imprescindíveis "destronar as torres de marfim" instituídas pelas cátedras e democratizar internamente as universidades para que elas pudessem cumprir um papel central nas mudanças mais profundas do Estado brasileiro. Sendo assim, os estudantes saem da passividade e incorporam um espírito crítico e mobilizador para que as mudanças de fato ocorressem.
O governo viu-se em uma situação constrangedora, pois tentava conciliar interesses inconciliáveis, e também não poderia romper a sua relação com a UNE estabelecida na campanha da Legalidade. Logo, tratou de enviar ao Congresso algumas modificações possíveis na LDB que levassem os estudantes a retrocederem da sua posição de greve.
Mas a resposta da direita veio na forma de combater veementemente a postura do governo de atender reivindicações de estudantes "baderneiros e provocadores de desordem", portanto não aceitaram a retomada do debate sobre a LDB de 1961. O argumento central era baseado na incapacidade de jovens, com pouca vivência acadêmica, de intervirem em assuntos estratégicos como a educação superior.
O governo e os estudantesSendo assim, o Conselho Nacional de Educação, que praticamente passou a ser um palco de intensos e acalorados debates, tratou de tomar uma posição conciliatória, criando dispositivos limitadores para a participação dos estudantes nas decisões internas das IES.
Como a pauta da UNE não havia sido atendida, logo a greve do 1/3 começou a perder força e a UNE suspendeu as mobilizações. Derrotada e desacredita por parte de sua base, a UNE ainda viu criar-se no país um clima de um possível golpe para acabar com o poder de João Goulart. Sob conseqüência do fracasso da greve, o movimento estudantil começa a perder um centro de ação, o que poderia provocar um período de imobilismo e descrédito.
A UNE convocou um Seminário Nacional de Reforma Universitária em Belo Horizonte, que aprovou uma inflexão e um amadurecimento na tática a ser adotada pelo movimento estudantil. Para obter conquistas reais, a entidade deveria evitar o enfrentamento direto contra as forças conservadoras e hegemônicas, sendo necessário criar canais de diálogos que propiciassem conquistas pontuais e que dariam condições para que mudanças no sistema de ensino pudessem ser conquistadas gradativamente.
Assim, a UNE volta-se para a criação de um maior diálogo com o poder legislativo a quem encaminharam projetos de emendas à Constituição e à LDB. Essas emendas estavam articuladas aos projetos de reforma universitária propostos pela entidade, embora a UNE soubesse do caráter tático e parcial das alterações pretendidas. O centro das reivindicações eram a democratização da universidade, sendo o seu principal fundamento o acesso (aumento de vagas) e a democratização interna das IES.
Novo focoLogo em seguida ocorre o golpe militar de 1964, e o movimento pela reforma passa a ser secundarizado pela UNE em detrimento da luta contra a ditadura. A reforma universitária só passaria a ser uma pauta forte do movimento estudantil no período da reconstrução da UNE e tem se estendido até os dias de hoje.
Como o movimento estudantil tem levado esse debate por décadas, algumas conquistas foram realizadas em todos esses anos, como a criação de novas universidades públicas e a livre organização estudantil, conquistada em 1985. Outras várias derrotas sofremos, principalmente na década de 90, com a retomada do projeto privatista com muito mais fôlego no Brasil.
Mas o que não perdemos foi o fato de nunca mais ficarmos isolados e enfraquecidos no debate educacional, não perdendo assim a capacidade de diálogo - e de obter conquistas pontuais que possam possibilitar uma universidade verdadeiramente democrática e popular num futuro próximo.
Essa tática elaborada pela geração de estudantes da década de 60, a qual tem sido sempre mencionada como referência nas lutas estudantis, inclusive por setores contrários ao projeto da reforma do atual governo, ainda permanece sendo o principal motivo que nos leva a não desistir da aprovação de pontos importantes no atual projeto de lei 7200/2006 e na possibilidade de ainda vencermos esta discussão no Congresso Nacional.
ProtagonismoA UNE de hoje permanece honrando o seu passado e reforçando assim o seu papel protagonista pela conquista de uma verdadeira reforma universitária para o Brasil.
O ano de 2007 promete grandes batalhas, e a UNE já precisa ligar os seus motores e impulsionar a 2ª Caravana da Reforma, capaz de ampliar os nossos esforços na aprovação e disputa de uma reforma mais profunda e comprometida com um projeto estratégico de nação.
* Márcio Pereira Cabral é diretor de Políticas Educacionais da UNE
Refazendo e aprendendo com a nossa história
Por Márcio Pereira Cabral*
Se não há país "onde a opinião se divida em maior número de cores, e se não se encontra teoria que entre nós não tenha adeptos", segundo já observou Alberto Torres, princípios e idéias não passam, entre nós, de "bandeira de discussão, ornatos de polêmica ou simples meio de êxito pessoal ou político". Ilustrados, às vezes, e eruditos, mas raramente cultos, não assimilamos bastante as idéias para se tornarem um núcleo de convicções ou um sistema de doutrina, capaz de nos impelir à ação em que costumam desencadear-se aqueles "que pensaram sua vida e viveram seu pensamento".
A interpenetração profunda que já se estabeleceu, em esforços constantes, entre as nossas idéias e convicções e a nossa vida de educadores, em qualquer setor ou linha de ataque em que tivemos de desenvolver a nossa atividade já denuncia, porém, a fidelidade e o vigor com que caminhamos para a obra de reconstrução educacional, sem estadear a segurança de um triunfo fácil, mas com a serena confiança na vitória definitiva de nossos ideais de educação.
Em lugar dessas reformas parciais, que se sucederam, na sua quase totalidade, na estreiteza crônica de tentativas empíricas, o nosso programa concretiza uma nova política educacional, que nos preparará, por etapas, a grande reforma, em que palpitará, com o ritmo acelerado dos organismos novos, o músculo central da estrutura política e social da nação
(Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, 1932)
O final da década 50 foi marcado por um forte debate educacional no Brasil, o que era uma conseqüência natural para o período, pois a educação pública brasileira somente havia sido implantada enquanto sistema nacional e de caráter público no período do Estado Novo (pós-Revolução de 30).
Duas concepções se confrontaram durante todo este período: a defesa da educação pública e gratuita como atribuição exclusiva do Estado para garanti-la (com origem nos Pioneiros da Nova Escola - ABE), contra a concepção da concessão pública que garantia a presença dos setores privados (principalmente religiosos) no ensino superior brasileiro da época (organizados pela AEC).
Para isso, era necessário, neste período, reformar o sistema educacional que ainda permanecia sob a concepção da LDB de 1948 que contava com forte influência da Nova Escola.
A UNENo início dos anos 60, o Brasil vivia a renúncia de Jânio Quadros, e a campanha da legalidade tratou de garantir a posse do vice-presidente eleito, João Goulart. Neste mesmo período, os estudantes, através da UNE, retomavam um papel protagonista na política brasileira. Logo empossado, o discurso do governo, mesmo sob o controle do regime parlamentarista, era por aprofundar as reformas capazes de impulsionar o desenvolvimento nacional. Lógico que a educação entrou na pauta central das reformas de base.
Mesmo retomada para o campo progressista, a UNE ainda não havia compreendido o seu papel no questionamento de qual projeto educacional seria capaz de impulsionar a expansão do ensino superior brasileiro e também não compreendia ainda qual era a real correlação de forças nesta disputa de projetos. Enquanto isso, no Congresso Nacional tramitava uma nova LDB, impulsionada por uma forte mobilização de setores da Sociedade Civil defensores do ensino privado.
Carlos Lacerda foi o responsável por apresentar um substitutivo ao projeto do Conselho Nacional de Educação e também se colocou como o principal articulador no Congresso dos interesses dos setores privados, forçando assim uma forte oposição ao projeto do CNE. Este substitutivo foi aprovado em janeiro de 1960 e em agosto de 1961 no Senado, que, embora o tenha alterado bastante na sua forma, ainda manteve a concessão pública para a exploração privada do ensino brasileiro.
DecepçãoLembrando que nesse período o presidente era João Goulart, mas o regime era parlamentarista, as forças progressistas não tiveram poderes para vetar os artigos da LDB que atacavam o ensino público. Assim, João Goulart não pôde concretizar o seu compromisso assumido perante as forças que garantiram sua posse (inclusive a própria UNE) de modificar a redação final da LDB de 1961.
Isso gerou uma forte decepção por parte do movimento estudantil. Foi redigida uma nota, assinada por Aldo Arantes, então presidente da UNE, e aprovada em um Coneg, repudiando o sancionamento da lei por conter um caráter fortemente privatista. A partir disto, surge no interior da UNE o debate da necessidade de uma reforma universitária para o Brasil.
O governo - que via a necessidade de uma forte mobilização social para retomar o controle sobre o Estado, acabando com o regime parlamentarista - passou a estimular os setores organizados a defenderem bandeiras democráticas e que propiciassem reformas profundas no Estado brasileiro.
DescompassoMas o movimento estudantil parecia estar mais interessado em articular suas bandeiras mais corporativas. Passou a adotar como estratégia a defesa da paridade nos órgão colegiados das IES, abandonando o diálogo com o governo. Assim surge a greve do 1/3, que a UNE passou a adotar como estratégia para acumular forças para impulsionar as mudanças.
A LDB voltou a ser tema de discussão pelos setores educacionais. Os estudantes não aceitavam as concessões que o governo havia dado aos setores privatistas como estratégia para retomar a sua legitimidade. Assim os estudantes passaram a defender que a participação ativa das representações estudantis no interior das universidades seria o instrumento capaz de impulsionar uma reforma por dentro do sistema educacional, fugindo assim do dialogo com o governo e com o Congresso Nacional.
Para isso, era necessário modificar o artigo 78 da LDB, segundo o qual cada IES determinaria a forma da representação dos setores organizados no interior de cada instituição. Os estudantes temiam que os estatutos destas universidades pudessem vetar a sua participação e, assim, surge com força o movimento pela mudança do artigo 78, onde a UNE passa a ser a principal referência na disputa por mudanças na educação superior brasileira.
A estratégia foi dar um ultimato ao governo para que, no dia 1º de junho de 1963, o Conselho Nacional de Educação (CNE) enviasse ao Congresso a mudança da LDB. Do contrário, os estudantes decretariam greve estudantil em todas as universidades até que a LDB fosse modificada. Lógico que o CNE não atendeu o ultimato dos estudantes, e a greve passou a ser organizada por todo o país.
Uma greve amplaA mobilização promovida pela UNE conseguiu atingir a maioria das universidades brasileiras e estendeu-se até meados de agosto, e mesmo assim as reivindicações da UNE não foram atendidas pelo governo. "Durante esses quase três meses, na mais longa greve nacional de estudantes no Brasil, realizaram-se numerosas assembléias e seminários locais sobre a reforma universitária, lançaram-se manifestos e chegou-se a ocupar a sede do Ministério da Educação, no Rio de Janeiro, de onde os manifestantes foram expulsos pela policia do exército." [1]
Nestes seminários, os debates passaram a aprofundar a necessidade de uma reforma mais ampla, para além das mudanças na LDB. Eram imprescindíveis "destronar as torres de marfim" instituídas pelas cátedras e democratizar internamente as universidades para que elas pudessem cumprir um papel central nas mudanças mais profundas do Estado brasileiro. Sendo assim, os estudantes saem da passividade e incorporam um espírito crítico e mobilizador para que as mudanças de fato ocorressem.
O governo viu-se em uma situação constrangedora, pois tentava conciliar interesses inconciliáveis, e também não poderia romper a sua relação com a UNE estabelecida na campanha da Legalidade. Logo, tratou de enviar ao Congresso algumas modificações possíveis na LDB que levassem os estudantes a retrocederem da sua posição de greve.
Mas a resposta da direita veio na forma de combater veementemente a postura do governo de atender reivindicações de estudantes "baderneiros e provocadores de desordem", portanto não aceitaram a retomada do debate sobre a LDB de 1961. O argumento central era baseado na incapacidade de jovens, com pouca vivência acadêmica, de intervirem em assuntos estratégicos como a educação superior.
O governo e os estudantesSendo assim, o Conselho Nacional de Educação, que praticamente passou a ser um palco de intensos e acalorados debates, tratou de tomar uma posição conciliatória, criando dispositivos limitadores para a participação dos estudantes nas decisões internas das IES.
Como a pauta da UNE não havia sido atendida, logo a greve do 1/3 começou a perder força e a UNE suspendeu as mobilizações. Derrotada e desacredita por parte de sua base, a UNE ainda viu criar-se no país um clima de um possível golpe para acabar com o poder de João Goulart. Sob conseqüência do fracasso da greve, o movimento estudantil começa a perder um centro de ação, o que poderia provocar um período de imobilismo e descrédito.
A UNE convocou um Seminário Nacional de Reforma Universitária em Belo Horizonte, que aprovou uma inflexão e um amadurecimento na tática a ser adotada pelo movimento estudantil. Para obter conquistas reais, a entidade deveria evitar o enfrentamento direto contra as forças conservadoras e hegemônicas, sendo necessário criar canais de diálogos que propiciassem conquistas pontuais e que dariam condições para que mudanças no sistema de ensino pudessem ser conquistadas gradativamente.
Assim, a UNE volta-se para a criação de um maior diálogo com o poder legislativo a quem encaminharam projetos de emendas à Constituição e à LDB. Essas emendas estavam articuladas aos projetos de reforma universitária propostos pela entidade, embora a UNE soubesse do caráter tático e parcial das alterações pretendidas. O centro das reivindicações eram a democratização da universidade, sendo o seu principal fundamento o acesso (aumento de vagas) e a democratização interna das IES.
Novo focoLogo em seguida ocorre o golpe militar de 1964, e o movimento pela reforma passa a ser secundarizado pela UNE em detrimento da luta contra a ditadura. A reforma universitária só passaria a ser uma pauta forte do movimento estudantil no período da reconstrução da UNE e tem se estendido até os dias de hoje.
Como o movimento estudantil tem levado esse debate por décadas, algumas conquistas foram realizadas em todos esses anos, como a criação de novas universidades públicas e a livre organização estudantil, conquistada em 1985. Outras várias derrotas sofremos, principalmente na década de 90, com a retomada do projeto privatista com muito mais fôlego no Brasil.
Mas o que não perdemos foi o fato de nunca mais ficarmos isolados e enfraquecidos no debate educacional, não perdendo assim a capacidade de diálogo - e de obter conquistas pontuais que possam possibilitar uma universidade verdadeiramente democrática e popular num futuro próximo.
Essa tática elaborada pela geração de estudantes da década de 60, a qual tem sido sempre mencionada como referência nas lutas estudantis, inclusive por setores contrários ao projeto da reforma do atual governo, ainda permanece sendo o principal motivo que nos leva a não desistir da aprovação de pontos importantes no atual projeto de lei 7200/2006 e na possibilidade de ainda vencermos esta discussão no Congresso Nacional.
ProtagonismoA UNE de hoje permanece honrando o seu passado e reforçando assim o seu papel protagonista pela conquista de uma verdadeira reforma universitária para o Brasil.
O ano de 2007 promete grandes batalhas, e a UNE já precisa ligar os seus motores e impulsionar a 2ª Caravana da Reforma, capaz de ampliar os nossos esforços na aprovação e disputa de uma reforma mais profunda e comprometida com um projeto estratégico de nação.
* Márcio Pereira Cabral é diretor de Políticas Educacionais da UNE
domingo, 17 de dezembro de 2006
UNE critica reajuste dos parlamentares
Em nota, UNE critica reajuste dos parlamentares
A UNE (União Nacional dos Estudantes) também criticou a decisão dos parlamentares de reajustarem os salários de senadores e deputados em 90,7% a partir de fevereiro de 2007. Com isso, a remuneração mensal da categoria passará de R$ 12.847,20 para R$ 24.500. Em nota, o presidente da UNE, Gustavo Petta, diz que o aumento é "inaceitável".
Confira abaixo a nota da entidade:
Foi com indignação que a União Nacional dos Estudantes (UNE) recebeu a notícia do reajuste dos salários dos deputados e senadores anunciado nesta quinta-feira (14).
Os estudantes consideram inaceitável o aumento, de 90,7%, elevando os rendimentos dos parlamentares de R$ 12,847,20 para R$ 24.500. Diante da realidade do país, no qual o salário mínimo hoje vigente é de R$ 350, o reajuste dos deputados e senadores é absurdamente desproporcional.
Para se ter uma idéia do tamanho da disparidade, as centrais sindicais negociam um reajuste que eleve o salário mínimo dos atuais R$ 350 para R$ 420 - aumento de apenas 20%. Do outro lado, porém, o Congresso Nacional defende um mínimo de R$ 375, enquanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenta negociar o valor de R$ 367.
A UNE desafia esses mesmos parlamentares que aprovaram os seus próprios reajustes salariais a conceder tal aumento, de mais de 90%, ao minguado salário mínimo que sustenta boa parcela do povo brasileiro.
Na próxima segunda e terça-feira (18 e 19/12), a diretoria plena da UNE vai se reunir em São Paulo e tomará medidas no sentido de pressionar os deputados e senadores a reverter o excessivo reajuste.
Como entidade máxima de representação dos estudantes brasileiros, a UNE se torna porta voz do descontentamento não só da juventude, mas de toda a população, que tem revelado enorme indignação diante da decisão tomada pelos parlamentares.
15 de dezembro de 2006 União Nacional dos Estudantes
A UNE (União Nacional dos Estudantes) também criticou a decisão dos parlamentares de reajustarem os salários de senadores e deputados em 90,7% a partir de fevereiro de 2007. Com isso, a remuneração mensal da categoria passará de R$ 12.847,20 para R$ 24.500. Em nota, o presidente da UNE, Gustavo Petta, diz que o aumento é "inaceitável".
Confira abaixo a nota da entidade:
Foi com indignação que a União Nacional dos Estudantes (UNE) recebeu a notícia do reajuste dos salários dos deputados e senadores anunciado nesta quinta-feira (14).
Os estudantes consideram inaceitável o aumento, de 90,7%, elevando os rendimentos dos parlamentares de R$ 12,847,20 para R$ 24.500. Diante da realidade do país, no qual o salário mínimo hoje vigente é de R$ 350, o reajuste dos deputados e senadores é absurdamente desproporcional.
Para se ter uma idéia do tamanho da disparidade, as centrais sindicais negociam um reajuste que eleve o salário mínimo dos atuais R$ 350 para R$ 420 - aumento de apenas 20%. Do outro lado, porém, o Congresso Nacional defende um mínimo de R$ 375, enquanto o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenta negociar o valor de R$ 367.
A UNE desafia esses mesmos parlamentares que aprovaram os seus próprios reajustes salariais a conceder tal aumento, de mais de 90%, ao minguado salário mínimo que sustenta boa parcela do povo brasileiro.
Na próxima segunda e terça-feira (18 e 19/12), a diretoria plena da UNE vai se reunir em São Paulo e tomará medidas no sentido de pressionar os deputados e senadores a reverter o excessivo reajuste.
Como entidade máxima de representação dos estudantes brasileiros, a UNE se torna porta voz do descontentamento não só da juventude, mas de toda a população, que tem revelado enorme indignação diante da decisão tomada pelos parlamentares.
15 de dezembro de 2006 União Nacional dos Estudantes
sábado, 9 de dezembro de 2006
UJS mantém diretores no DANMA/UDESC Joinville
A Chapa Reintegração, composta por integrantes da UJS e independentes, venceu com esmagadora votação, as eleições para o DANMA (Diretório Acadêmico Nove de Março) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), sediado no campus de Joinville.
A eleição foi marcada pela polarização de idéias e projetos, que gerou grande mobilização acadêmica em defesa da Universidade Pública.
Confira o resultado da votação:
Chapa Reintegração (UJS e Independentes): 511 votos (69,25%)
I9 (Juventude PMDB): 171 votos (23,17%)
Por um DANMA independente e de luta: 56 votos (7,58%)
De George Medeiros Araújo Júnior
A eleição foi marcada pela polarização de idéias e projetos, que gerou grande mobilização acadêmica em defesa da Universidade Pública.
Confira o resultado da votação:
Chapa Reintegração (UJS e Independentes): 511 votos (69,25%)
I9 (Juventude PMDB): 171 votos (23,17%)
Por um DANMA independente e de luta: 56 votos (7,58%)
De George Medeiros Araújo Júnior
UJS entra em nova fase em SC

A União da Juventude Socialista (UJS) de Santa Catarina realizou no dia 19/11 sua plenária estadual e entrou em nova fase de sua organização. Com a participação de jovens socialistas de várias regiões do estado a plenária da UJS deliberou sobre um plano de metas e reorganizou a direção da entidade. O novo presidente da UJS/SC é o acadêmico de economia da UFSC, João Braga.
O acadêmico de economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e diretor da União Catarinense dos Estudantes (UCE) João de Deus Soares Braga assumiu a presidência da UJS no estado de Santa Catarina.
Após o afastamento, por motivo de saúde, de Diego Selau da presidência da entidade e da curta presença em exercício na presidência do vice-presidente da entidade, Tiago Andrino, a plenária da UJS considerou que o lider estudantil João Braga deveria ocupar a presidência devido a dificuldade de Tiago Andrino em conciliar os trabalhos a frente do movimento estudantil, pois Tiago é o presidente da UCE.
A direção estadual executiva da UJS em Santa Catarina ficou composta da seguinte forma: João Braga na presidência; Tiago Andrino na vice; Ticiana Alvares (Titi) que é diretora da UNE, acumula as funções na organização e as tarefas na frente estudantil universitária, integrada ainda pelo acadêmico Felipe Schimidt; Vanderson Rodermel na comunicação; Gustavo Chraim (Buda) na formação; André Costa na tesouraria e o estudante de itajaí, Felipinho (Pirulito) acompanha o movimento estudantil secundarista.
Segundo João Braga, a plenária estadual da UJS debateu com enfase a organização da entidade no estado. Foi traçado um plano de metas para a construção da entidade em onze cidades catarinenses, com destaque para a reorganização das direções municipais.
Na frente estudantil, onde a UJS intensifica seu trabalho político, está colocado o desafio de deslocar mais de 300 estudantes à Bienal de Cultura e Arte da UNE, que ocorre no Rio de Janeiro no final do mês de Janeiro de 2007. Após o evento da UNE a UJS realiza a tradicional Plenária Nacional Universitária que prepara a entidade para os congressos estudantis.
"Nosso objetivo sem dúvidas e assegurar a presença a frente da UCE e da UNE", destaca João Braga. Também há um empenho no sentido de trazer à Santa Catarina a próxima Bienal de Arte e Cultura da UNE. João Braga assume a presidência da UJS num momento decisivo para a entidade. É um jovem experiente e compõe o Comitê Estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Em breve a direção do PCdoB espera reunir-se com a direção da UJS para avaliar a atuação da entidade. O dirigente Volnei Rosalen é o Secretário de Juventude do Partido e acompanha a atuação dos jovens comunistas à frente da UJS em Santa Catarina.
De Florianópolis
Vinícius Puhl para o vermelho
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
Aconteceu em 30 Novembro...

Roubei a idéia da Luciana...
em homenagem as recentes vitórias nos diretórios da univille e da udesc...
Lembrar é resistir!
Figueiredo, no centro do conflito
1979 - Dia da Novembrada
O general Figueiredo, fazendo outro uso de sua política de "mão estendida", responde com banana a protesto estudantil em Florianópolis. Segue-se batalha de 6 h com a PM, a Novembrada. Presos e processados 5 estudantes. A popularidade do governo cai brusca e irremediavelmente.
fonte? vermelho hoje
UNE promove Ato Nacional por Mudanças na Política Econômica
A política econômica adotada pelo governo Lula será alvo de críticas durante ato público organizado pela UNE, na próxima segunda-feira (4/12). A entidade estudantil convidou personalidades do cenário político brasileiro para um debate que será realizado na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo. A entrada é livre.
São presenças confirmadas o presidente da UNE, Gustavo Petta; o economista e ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa; o sociólogo e secretário executivo da Clacso (Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais), Emir Sader; o economista e professor da Unicamp, Luiz Gonzaga Belluzo; e o também economista e professor da FGV e da USP, Paulo Nogueira Batista. Ubes, CUT e MST mandarão representantes.
O objetivo é reunir intelectuais que defendam idéias progressistas no campo econômico. Com as discussões girando em torno da formação de um novo cenário político no país, o tom dos debates vai se pautar principalmente sobre de que forma a UNE, ao lado do conjunto dos movimentos sociais, deve interferir no debate em relação a agenda econômica do novo governo.
Para o presidente da UNE, Gustavo Petta, é necessário que os estudantes somem forças e, organizados, interferirem no processo de mudança da política econômica. "Sabemos que a pressão e a chantagem do capital financeiro é enorme, mas sabemos também que a pressão dos movimentos sociais, dos intelectuais e de setores do capital produtivo pode criar canais para que se possibilite transformações", avalia.
"Fora, Meirelles!"De acordo com Petta, a UNE fará duras críticas à política econômica e vai cobrar um rompimento com a ortodoxia do Banco Central (BC). O conservadorismo da instituição durante o primeiro mandato do governo Lula impediu um maior desenvolvimento do país com a imposição de uma agenda de juros altos, arrocho fiscal e superávit.
"Os movimentos sociais, aliados aos intelectuais que querem uma mudança radical na economia, não concordam com a política implementada pela equipe do Henrique Meirelles", enfatiza Petta. "Nós queremos que o Lula mude a direção do BC colocando quadros mais comprometidos com o desenvolvimento. Queremos a troca do presidente do BC para que o Brasil possa enfim começar a crescer.
Sobre o debate com os intelectuais, o presidente da UNE diz que a idéia é promover uma discussão envolvendo pensamentos diferentes. "Mas o que queremos é unificar essas opiniões de quem acredita ser necessário romper com a agenda econômica levada adiante pelo tucanato que ainda dita algumas regras dentro do BC", diz. "Enquanto não mudar a política econômica, as políticas sociais, como a reforma agrária, a saúde e a educação para o povo, não vão andar", completa.
Estudantenet
São presenças confirmadas o presidente da UNE, Gustavo Petta; o economista e ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa; o sociólogo e secretário executivo da Clacso (Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais), Emir Sader; o economista e professor da Unicamp, Luiz Gonzaga Belluzo; e o também economista e professor da FGV e da USP, Paulo Nogueira Batista. Ubes, CUT e MST mandarão representantes.
O objetivo é reunir intelectuais que defendam idéias progressistas no campo econômico. Com as discussões girando em torno da formação de um novo cenário político no país, o tom dos debates vai se pautar principalmente sobre de que forma a UNE, ao lado do conjunto dos movimentos sociais, deve interferir no debate em relação a agenda econômica do novo governo.
Para o presidente da UNE, Gustavo Petta, é necessário que os estudantes somem forças e, organizados, interferirem no processo de mudança da política econômica. "Sabemos que a pressão e a chantagem do capital financeiro é enorme, mas sabemos também que a pressão dos movimentos sociais, dos intelectuais e de setores do capital produtivo pode criar canais para que se possibilite transformações", avalia.
"Fora, Meirelles!"De acordo com Petta, a UNE fará duras críticas à política econômica e vai cobrar um rompimento com a ortodoxia do Banco Central (BC). O conservadorismo da instituição durante o primeiro mandato do governo Lula impediu um maior desenvolvimento do país com a imposição de uma agenda de juros altos, arrocho fiscal e superávit.
"Os movimentos sociais, aliados aos intelectuais que querem uma mudança radical na economia, não concordam com a política implementada pela equipe do Henrique Meirelles", enfatiza Petta. "Nós queremos que o Lula mude a direção do BC colocando quadros mais comprometidos com o desenvolvimento. Queremos a troca do presidente do BC para que o Brasil possa enfim começar a crescer.
Sobre o debate com os intelectuais, o presidente da UNE diz que a idéia é promover uma discussão envolvendo pensamentos diferentes. "Mas o que queremos é unificar essas opiniões de quem acredita ser necessário romper com a agenda econômica levada adiante pelo tucanato que ainda dita algumas regras dentro do BC", diz. "Enquanto não mudar a política econômica, as políticas sociais, como a reforma agrária, a saúde e a educação para o povo, não vão andar", completa.
Estudantenet
quinta-feira, 16 de novembro de 2006
DANIEL ORTEGA É ELEITO PRESIDENTE DA NICARÁGUA

Daniel Ortega é o novo presidente da Nicarágua (mais uma derrota para os Estados Unidos e George Bush). O Tribunal Eleitoral nicaragüense reconheceu a vitória de Ortega mesmo faltando aproximadamente 10% dos votos a serem apurados, com uma margem de frente que não permite mais o segundo colocado e candidato da direita, Eduardo Montealegre, alcança-lo.
Desde 1965 Ortega é da Direç ão da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) e teve participação na organização das operações de guerrilha contra o regime de Anastasio Somoza Debayle. Na Junta do Governo de Reconstrução Nacional, assumiu os cargos de coordenador, de chefe do Governo e de ministro da Defesa. Em 1984, foi eleito presidente da República numa eleição conturbada. No ano seguinte, foi também nomeado presidente da FSLN. Procurou modernizar as infra-estruturas do país com suas idéias socialistas, assim como aumentar o nível socioeconômico e cultural de seu povo. Mas o sucesso foi limitado, devido ao boicote econômico decretado pelos Estados Unidos e pela oposição anti-sandinista. O país ficou à beira da asfixia econômica.
Dois meses antes das eleições, Daniel Ortega se encontrou com a UNE na sede da Organizaç ã o Continental Latino-Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE) em Havana, e saudou os estudantes brasileiros por ocasi ã o do aniversário de 69 anos da UNE e 40 anos da OCLAE. Na oportunidade se disp ô s a visitar a UNE quando for ao Brasil (de prefer ê ncia no próximo ano e na Bienal) em apreço a combatividade e politizaç ã o do movimento estudantil brasileiro em compreender que está ocorrendo uma nova orquestraç ã o política progressista na América Latina, ou seja, de que uma outra América está em marcha.
Ortega lembrou na ocasião que durante o seu governo os estudantes de toda a América Latina e do Brasil - com a OCLAE, a UNE e outras entidades estudantis à frente -, sempre protestaram contra a política intervencionista dos EUA que por sua vez patrocinaram uma verdadeira intervenç ã o na Nicarágua, culminando com a eleiç ã o de Violeta Chamorro em 1992. Daniel reafirmou que a luta anti-imperialista levada a cabo pelos estudantes é algo muito importante para a integraç ã o latino-americana e desenvolvimento soberano dos países como o que almeja para a Nicarágua.
A UJS saúda o novo presidente do povo irmão da Nicarágua, eleito pelo desejo popular de mudança e que se soma à onda progressista da integração latino-americana. Esperamos que Brasil e Nicarágua possam se dar as mãos, fortalecendo as relações e abrindo caminho para um futuro mais justo de solidariedade e esperança.
fonte: ujs.org.br
domingo, 12 de novembro de 2006
UNE aprova resolução que cobra mudanças na economia
Reunida em São Paulo na última quinta-feira (9), a diretoria executiva da UNE definiu uma série de prioridades para os próximos meses. Entre os principais assuntos da pauta, o posicionamento da entidade na disputa pelos rumos da política econômica, a mobilização dos estudantes na campanha "Nosso futuro não está em liquidação", e os preparativos finais para a 5ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura.
Também foram aprovadas moções de solidariedade ao jornalista e professor Emir Sader, que está sendo processado pelo senador Jorge Borhaussen; e de apoio à greve dos médicos residentes, que paralisaram os serviços por tempo indeterminado para cobrar reajustes das bolsas e melhores condições de trabalho.
Mudanças na política econômica
Esse foi o primeiro encontro após a eleição e serviu para que a entidade avaliasse o resultado das urnas e as perspectivas para o segundo mandato. Com as discussões girando em torno da formação de um novo cenário político, o tom da reunião se pautou principalmente sobre de que forma a UNE, ao lado do conjunto dos movimentos sociais, deve interferir no debate em relação a agenda econômica do novo governo.
Os diretores aprovaram uma resolução em que a entidade faz duras críticas à política econômica e cobra um rompimento com a ortodoxia do Banco Central. Segundo o documento, o conservadorismo do BC impede o desenvolvimento do país com a imposição de uma agenda de juros altos, arrocho fiscal e superávit. O texto cobra ainda um crescimento ousado de 6% ao ano e mais investimentos em setores estratégicos, como a área da Ciência e Tecnologia. (Leia o texto)
Para o presidente da UNE, Gustavo Petta, é necessário os estudantes somarem forças e organizados interferirem no processo de mudança da política econômica. "Sabemos que a pressão e a chantagem do capital financeiro é enorme, mas sabemos também que a pressão dos movimentos sociais, dos intelectuais e de setores do capital produtivo pode criar canais para que se possibilite transformações", avalia.
Dia 4/12 – Ato pelo desenvolvimento nacional
Para ampliar esse movimento a favor de mudanças, foi aprovada também uma manifestação, que será realizada no dia 4 de dezembro. Numa espécie de aula pública, marcada a princípio para acontecer no Largo São Francisco, em São Paulo, a UNE vai convidar alguns intelectuais que defendem idéias desenvolvimentistas no campo econômico, como Emir Sader, Maria Victória Benevides, Marilena Chauí, Marcio Pochman e Mangabeira Unger.
"O objetivo é que façamos um rico debate envolvendo pensamentos diferentes, mas que tenham em comum a opinião de que é preciso romper com a agenda econômica levada adiante pelo tucanato que ainda dita algumas regras dentro do BC", explica Petta.
Campanha "Nosso futuro não está em liquidação"

Outro assunto pautado pela reunião foi o calendário da campanha contra os abusos das mensalidades e pela aprovação do Projeto de Lei 6489/06 (conhecido como PL da UNE) que visa implementar medidas de controle e de fiscalização dos reajutes.
De 21 a 23 de novembro, a UNE fará uma "blitz" em Brasília. Os diretores da entidade vão passar nas salas de aula das principais universidades, divulgando a campanha e alertando para os aumentos realizados nesse período de férias escolares. Depois, vão ao Congresso Nacional pressionar os deputados e senadores para que a tramitação do PL da UNE seja acelerada.
Alguns estados já estão se organizando para os lançamentos regionais. A União dos Estudantes de Pernambuco (UEP) fará uma jornada de lutas no dia 14/11. No Rio Grande do Sul, o DCE da Universidade de Caxias do Sul promoverá atividade nos dias 17 e 18/11. Já No Rio de Janeiro, a UNE participa do I Fórum da Educação Superior, promovido pelo Sindicato dos Professores (Sinrpo-RJ), em parceria com a Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (FETEERJ).
5ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE

Sobre o maior festival universitário do país, o informe veio do diretor de cultura da entidade, Gustavo Viana. Ele disse que a secretaria da Bienal, instalada no DCE da UFRJ, está em pleno funcionamento e que a fase atual é de preparativos finais e acertos da programação. "Estamos definindo os debatedores, oficineiros e shows, sempre com intuito de aprofundar a discussão do tema "Brasil-África: um Rio chamado Atlântico", que estamos propondo nesta quinta edição", informou.
As inscrições para a 5ª Bienal da UNE estão abertas até o dia 4 de dezembro de 2006. Podem se inscrever estudantes universitários de todo o país interessados em apresentar trabalhos nas áreas de Literatura, Ciência e Tecnologia, Música, Artes Ciências, Arte Visuais e Cinema e Vídeo. Para saber como participar, clique aqui.
Veja abaixo as moções aprovadas na reunião da diretoria executiva da UNE
Moção de solidariedade ao professor Emir SaderA UNE manifesta seu total apoio ao professo Emir Sader frente ao ataque promovido pela direita mais retrógrada desse país. O professor Emir Sader está sofrendo um processo por conta de idéias que defende em seus artigos. A mesma direita que cassou a democracia no Brasil, perseguiu e matou muitas lutadoras e lutadores, que vendeu todo o patrimônio nacional e que não se conforma por ver se construindo no país um projeto democrático e popular quer agora calar uma das mais destacadas vozes da "raça" que eles sonharam se ver livres por "30 anos".
Essa direita proto-facista conseguiu o que nem a ditadura foi capaz: além de cassar os direitos políticos, estão impedindo um cidadão de exercer sua profissão. Precisamos nos somar a indignação contra essa condenação política inconcebível num país democrático. Sabemos que esse é apenas o primeiro passo. Se for vitoriosa nesse processo, a direita antidemocrática não vai parar ai, vai atacar também outros intelectuais, os partidos de esquerda, os movimentos sociais, etc. Aliás, na mesma época em que o senador-ditador proferiu o desejo de ser ver "livre dessa raça por 30 anos" toda a esquerda nesse país sofreu diversos ataques, como o MST sendo acusado de "crimes hediondos" por uma CPI, a UNE sendo caluniada por uma mídia atrelada à direita, etc.
Os Estudantes Brasileiros não tem dúvida em gritar para essa Direita "aloprada": Não Passaram! Toda a Solidariedade ao Professor Emir Sader!
Moção de Apoio à greve dos médicos residentesReclamando o fato de que são estudantes e não mão obra barata, milhares de médicos residentes estão aderindo à paralisação nacional da categoria que teve início na última quarta, 8 de novembro. As reivindicações dos residentes são reajuste salarial, redução da jornada de até 100 horas por semana e a regulamentação da residência médica. A UNE presta apoio à paralisação dos médicos residentes, que estão no seu pleno direito de reivindicar aumento na bolsa, que não acontece há cinco anos, e melhores condições de trabalho.
Moção de repudio à perseguição política ao movimento estudantil na Faculdade Jorge AmadoEm nota emitida no dia 23 de outubro de 2006, a direção das Faculdades Jorge Amado (FJA) notificou um ex-estudante a "se abster de comparecer à instituição", acusando-o de "praticar atos de perturbação da ordem".
A nota em questão faz menção às legítimas manifestações organizadas pelo movimento estudantil das FJA, entre 19 e 21 de setembro de 2006, através das quais reivindicava, entre outras coisas, a não-demissão de professores que haviam sido demitidos dias antes, vítimas de perseguição política.
A UNE repudia a tentativa da direção das FJA de constranger e ameaçar os estudantes e ex-estudantes das FJA, e declara seu apoio às justas reivindicações e às lutas do movimento estudantil dessa instituição.
Moção de solidariedade ao diretor da UNE Rafael PiresFace ao processo de crime contra o patrimônio público aberto pela Sttrans (João Pessoa/PB) contra o diretor da UNE Rafael Pires, a UNE declara sua solidariedade a ele e reivindica o imediato arquivamento do processo.
A UNE reconhece a manifestação contra o aumento de passagens ocorrida em 2005, da qual seu diretor participou, e repudia a tentativa de perseguição política contra ele, na forma deste absurdo processo.
Moção contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo A imprensa vem divulgando que as tarifas do sistema de transporte público vão aumentar. Por acreditar que o transporte público é um direito básico para o livre deslocamento da população, a UNE manifesta ser contraria ao aumento da passagem.
Nesse sentido, para dar conseqüência política a essa moção, a UNE se alia aos comitês organizados pelos MPL´s de São Paulo e ABC-paulista, UMES, UEE-SP, UPES e UBES na luta contra o aumento da passagem.
Moção pela reorganização do Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública e pela realização do VI Congresso Nacional de Educação (Coned), no primeiro semestre de 2008
Em 2011, o Plano Nacional de Educação (PNE) deve expirar. Um novo PNE deve ser discutido, elaborado e aprovado. Esse processo demanda tempo e devera se iniciar já em 2007. Do mesmo modo, outras iniciativas de políticas educacionais devem voltar ao centro dos debates nos próximos meses, tais como a reforma universitária, a implementação das cotas nas universidades federais, dentre outros, e o cenário e de profunda indefinição.
Ciente da necessidade de reorganizar o movimento social de educação em prol da luta em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade como um direito de todos e um dever do estado, a UNE se dirige a todas as entidades que compõem o Fórum Nacional em Defesa da Escola Publica (Fondep) no sentido de reorganizar este importante espaço.
No mesmo sentido, a UNE propõe a realização do VI Congresso Nacional de Educação (Coned), no primeiro semestre de 2008, a fim de atualizar e consolidar o Plano Nacional de Educaçao – proposta da sociedade brasileira.
Moção de apoio aos técnicos da UnicampA UNE apóia a luta dos trabalhadores técnicos da Unicamp contratados via Funcamp, ameaçados de demissão pela Reitoria da Unicamp em virtude da nulidade dos contratos de trabalho:- Contra qualquer demissão!- Em defesa dos postos de trabalho.- Pelo fim imediato das contratações via Funcamp.- Pela abertura de concurso públicoMoção de saudação ao CA da UNP-RNA UNE, reunida em sua diretoria Executiva, saúda a nova gestão do Centro Acadêmico de Direito da UNP-RN, e deseja que o alto grau de participação estudantil no processo eleitoral de 1400 votantes seja traduzido em participação e luta por um mundo mais justo. Principalmente, a UNE se coloca como parceira da luta dos estudantes do Rio Grande do Norte.
Da Redação do vermelho - www.vermelho.org.br
Também foram aprovadas moções de solidariedade ao jornalista e professor Emir Sader, que está sendo processado pelo senador Jorge Borhaussen; e de apoio à greve dos médicos residentes, que paralisaram os serviços por tempo indeterminado para cobrar reajustes das bolsas e melhores condições de trabalho.
Mudanças na política econômica
Esse foi o primeiro encontro após a eleição e serviu para que a entidade avaliasse o resultado das urnas e as perspectivas para o segundo mandato. Com as discussões girando em torno da formação de um novo cenário político, o tom da reunião se pautou principalmente sobre de que forma a UNE, ao lado do conjunto dos movimentos sociais, deve interferir no debate em relação a agenda econômica do novo governo.
Os diretores aprovaram uma resolução em que a entidade faz duras críticas à política econômica e cobra um rompimento com a ortodoxia do Banco Central. Segundo o documento, o conservadorismo do BC impede o desenvolvimento do país com a imposição de uma agenda de juros altos, arrocho fiscal e superávit. O texto cobra ainda um crescimento ousado de 6% ao ano e mais investimentos em setores estratégicos, como a área da Ciência e Tecnologia. (Leia o texto)
Para o presidente da UNE, Gustavo Petta, é necessário os estudantes somarem forças e organizados interferirem no processo de mudança da política econômica. "Sabemos que a pressão e a chantagem do capital financeiro é enorme, mas sabemos também que a pressão dos movimentos sociais, dos intelectuais e de setores do capital produtivo pode criar canais para que se possibilite transformações", avalia.
Dia 4/12 – Ato pelo desenvolvimento nacional
Para ampliar esse movimento a favor de mudanças, foi aprovada também uma manifestação, que será realizada no dia 4 de dezembro. Numa espécie de aula pública, marcada a princípio para acontecer no Largo São Francisco, em São Paulo, a UNE vai convidar alguns intelectuais que defendem idéias desenvolvimentistas no campo econômico, como Emir Sader, Maria Victória Benevides, Marilena Chauí, Marcio Pochman e Mangabeira Unger.
"O objetivo é que façamos um rico debate envolvendo pensamentos diferentes, mas que tenham em comum a opinião de que é preciso romper com a agenda econômica levada adiante pelo tucanato que ainda dita algumas regras dentro do BC", explica Petta.
Campanha "Nosso futuro não está em liquidação"

Outro assunto pautado pela reunião foi o calendário da campanha contra os abusos das mensalidades e pela aprovação do Projeto de Lei 6489/06 (conhecido como PL da UNE) que visa implementar medidas de controle e de fiscalização dos reajutes.
De 21 a 23 de novembro, a UNE fará uma "blitz" em Brasília. Os diretores da entidade vão passar nas salas de aula das principais universidades, divulgando a campanha e alertando para os aumentos realizados nesse período de férias escolares. Depois, vão ao Congresso Nacional pressionar os deputados e senadores para que a tramitação do PL da UNE seja acelerada.
Alguns estados já estão se organizando para os lançamentos regionais. A União dos Estudantes de Pernambuco (UEP) fará uma jornada de lutas no dia 14/11. No Rio Grande do Sul, o DCE da Universidade de Caxias do Sul promoverá atividade nos dias 17 e 18/11. Já No Rio de Janeiro, a UNE participa do I Fórum da Educação Superior, promovido pelo Sindicato dos Professores (Sinrpo-RJ), em parceria com a Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (FETEERJ).
5ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE

Sobre o maior festival universitário do país, o informe veio do diretor de cultura da entidade, Gustavo Viana. Ele disse que a secretaria da Bienal, instalada no DCE da UFRJ, está em pleno funcionamento e que a fase atual é de preparativos finais e acertos da programação. "Estamos definindo os debatedores, oficineiros e shows, sempre com intuito de aprofundar a discussão do tema "Brasil-África: um Rio chamado Atlântico", que estamos propondo nesta quinta edição", informou.
As inscrições para a 5ª Bienal da UNE estão abertas até o dia 4 de dezembro de 2006. Podem se inscrever estudantes universitários de todo o país interessados em apresentar trabalhos nas áreas de Literatura, Ciência e Tecnologia, Música, Artes Ciências, Arte Visuais e Cinema e Vídeo. Para saber como participar, clique aqui.
Veja abaixo as moções aprovadas na reunião da diretoria executiva da UNE
Moção de solidariedade ao professor Emir SaderA UNE manifesta seu total apoio ao professo Emir Sader frente ao ataque promovido pela direita mais retrógrada desse país. O professor Emir Sader está sofrendo um processo por conta de idéias que defende em seus artigos. A mesma direita que cassou a democracia no Brasil, perseguiu e matou muitas lutadoras e lutadores, que vendeu todo o patrimônio nacional e que não se conforma por ver se construindo no país um projeto democrático e popular quer agora calar uma das mais destacadas vozes da "raça" que eles sonharam se ver livres por "30 anos".
Essa direita proto-facista conseguiu o que nem a ditadura foi capaz: além de cassar os direitos políticos, estão impedindo um cidadão de exercer sua profissão. Precisamos nos somar a indignação contra essa condenação política inconcebível num país democrático. Sabemos que esse é apenas o primeiro passo. Se for vitoriosa nesse processo, a direita antidemocrática não vai parar ai, vai atacar também outros intelectuais, os partidos de esquerda, os movimentos sociais, etc. Aliás, na mesma época em que o senador-ditador proferiu o desejo de ser ver "livre dessa raça por 30 anos" toda a esquerda nesse país sofreu diversos ataques, como o MST sendo acusado de "crimes hediondos" por uma CPI, a UNE sendo caluniada por uma mídia atrelada à direita, etc.
Os Estudantes Brasileiros não tem dúvida em gritar para essa Direita "aloprada": Não Passaram! Toda a Solidariedade ao Professor Emir Sader!
Moção de Apoio à greve dos médicos residentesReclamando o fato de que são estudantes e não mão obra barata, milhares de médicos residentes estão aderindo à paralisação nacional da categoria que teve início na última quarta, 8 de novembro. As reivindicações dos residentes são reajuste salarial, redução da jornada de até 100 horas por semana e a regulamentação da residência médica. A UNE presta apoio à paralisação dos médicos residentes, que estão no seu pleno direito de reivindicar aumento na bolsa, que não acontece há cinco anos, e melhores condições de trabalho.
Moção de repudio à perseguição política ao movimento estudantil na Faculdade Jorge AmadoEm nota emitida no dia 23 de outubro de 2006, a direção das Faculdades Jorge Amado (FJA) notificou um ex-estudante a "se abster de comparecer à instituição", acusando-o de "praticar atos de perturbação da ordem".
A nota em questão faz menção às legítimas manifestações organizadas pelo movimento estudantil das FJA, entre 19 e 21 de setembro de 2006, através das quais reivindicava, entre outras coisas, a não-demissão de professores que haviam sido demitidos dias antes, vítimas de perseguição política.
A UNE repudia a tentativa da direção das FJA de constranger e ameaçar os estudantes e ex-estudantes das FJA, e declara seu apoio às justas reivindicações e às lutas do movimento estudantil dessa instituição.
Moção de solidariedade ao diretor da UNE Rafael PiresFace ao processo de crime contra o patrimônio público aberto pela Sttrans (João Pessoa/PB) contra o diretor da UNE Rafael Pires, a UNE declara sua solidariedade a ele e reivindica o imediato arquivamento do processo.
A UNE reconhece a manifestação contra o aumento de passagens ocorrida em 2005, da qual seu diretor participou, e repudia a tentativa de perseguição política contra ele, na forma deste absurdo processo.
Moção contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo A imprensa vem divulgando que as tarifas do sistema de transporte público vão aumentar. Por acreditar que o transporte público é um direito básico para o livre deslocamento da população, a UNE manifesta ser contraria ao aumento da passagem.
Nesse sentido, para dar conseqüência política a essa moção, a UNE se alia aos comitês organizados pelos MPL´s de São Paulo e ABC-paulista, UMES, UEE-SP, UPES e UBES na luta contra o aumento da passagem.
Moção pela reorganização do Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública e pela realização do VI Congresso Nacional de Educação (Coned), no primeiro semestre de 2008
Em 2011, o Plano Nacional de Educação (PNE) deve expirar. Um novo PNE deve ser discutido, elaborado e aprovado. Esse processo demanda tempo e devera se iniciar já em 2007. Do mesmo modo, outras iniciativas de políticas educacionais devem voltar ao centro dos debates nos próximos meses, tais como a reforma universitária, a implementação das cotas nas universidades federais, dentre outros, e o cenário e de profunda indefinição.
Ciente da necessidade de reorganizar o movimento social de educação em prol da luta em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade como um direito de todos e um dever do estado, a UNE se dirige a todas as entidades que compõem o Fórum Nacional em Defesa da Escola Publica (Fondep) no sentido de reorganizar este importante espaço.
No mesmo sentido, a UNE propõe a realização do VI Congresso Nacional de Educação (Coned), no primeiro semestre de 2008, a fim de atualizar e consolidar o Plano Nacional de Educaçao – proposta da sociedade brasileira.
Moção de apoio aos técnicos da UnicampA UNE apóia a luta dos trabalhadores técnicos da Unicamp contratados via Funcamp, ameaçados de demissão pela Reitoria da Unicamp em virtude da nulidade dos contratos de trabalho:- Contra qualquer demissão!- Em defesa dos postos de trabalho.- Pelo fim imediato das contratações via Funcamp.- Pela abertura de concurso públicoMoção de saudação ao CA da UNP-RNA UNE, reunida em sua diretoria Executiva, saúda a nova gestão do Centro Acadêmico de Direito da UNP-RN, e deseja que o alto grau de participação estudantil no processo eleitoral de 1400 votantes seja traduzido em participação e luta por um mundo mais justo. Principalmente, a UNE se coloca como parceira da luta dos estudantes do Rio Grande do Norte.
Da Redação do vermelho - www.vermelho.org.br
terça-feira, 7 de novembro de 2006
UNE lança campanha "Nosso Futuro não Está em Liquidação!"
O mês novembro será de intensas mobilizações dos estudantes em todo o Brasil. Eles vão protestar pela redução de mensalidades, contra a mercantilização da educação e pela aprovação do Projeto de Lei de Mensalidades - o PL da UNE.Cartaz da campanha
Está aberta a temporada de caça aos tubarões de ensino! No mês de novembro a União Nacional dos Estudantes (UNE) convoca todos os universitários do país para uma mobilização nacional contra a mercantilização do ensino superior no país, pela redução de mensalidades e a aprovação do Projeto de Lei das Mensalidades, conhecido como PL da UNE.
Durante todo o mês, a campanha "Nosso futuro não está em liquidação" tomará as ruas e universidades do país - encampada pelo movimento estudantil por meio de abaixo-assinados, adesivos, panfletos e cartazes - para levar ao conhecimento da sociedade os abusos nos reajustes das mensalidades e outras irregularidades cometidas pelas instituições particulares de ensino.
O presidente da UNE, Gustavo Petta, alerta para um "velho truque" que algumas instituições, agindo de má fé, cometem nesse período das rematrículas. "Elas aproveitam as férias escolares para realizar aumentos abusivos, acima da inflação, e quando o estudante percebe, já foi lesado e encontra pela frente uma série de dificuldades para conseguir o ressarcimento", lembra.
O objetivo da campanha também é cobrar uma maior responsabilidade destes estabelecimentos com a qualidade do ensino e mais investimentos em pesquisa e extensão. Hoje, as faculdades privadas não chegam a corresponder nem com 5% da pesquisa científica produzida no Brasil.
Outra bandeira levantada pelos estudantes será fazer pressão junto aos parlamentares para que o Projeto de Lei de Mensalidades (conhecido como PL da UNE), em tramitação no Congresso Nacional, seja colocado na pauta de prioridades dos deputados e senadores.
Desnacionalização do ensino superiorPara Petta, a exploração comercial da educação superior é um equívoco imposto hoje ao ensino brasileiro. "Sem a regulamentação, com restrição ao capital estrangeiro, corremos o risco de ter uma desnacionalização da educação superior", avalia. Petta acredita que as investidas das grandes corporações internacionais e de países como os EUA visam a compra das universidades brasileiras e a inclusão da educação nos Acordos Gerais de Comércio e Serviços da Organização Mundial do Comércio. "Tratam o ensino como se fosse mais um produto a entrar no atacado mundial", observa.
O 2º Vice-Presidente da UNE, Josué Medeiros, critica o governo FHC. "A verdade é que no governo FHC o ensino pago se espalhou sem nenhuma regra, apenas visando o lucro. Mas nós estudantes já dissemos basta e não vamos parar enquanto não acabarmos com as farras das mensalidades que aumentam acima de inflação e com a falta de democracia nas instituições privadas, que impedem o pleno desenvolvimento do estudante", protesta.
O diretor de Políticas Educacionais da UNE, Antonio Davi, também faz críticas à política educacional do tucano. "A política irresponsável dos últimos governos permitiu a expansão sem critério e controle do ensino privado em nosso país em detrimento da expansão da educação púbica", diz. Para ele, o resultado desta medida são altas taxas de evasão e profundas deficiências na formação.
"É preciso avançar na defesa destes estudantes, o que só é possível com organização, mobilização e enfrentamento aos interesses dos tubarões de ensino. As bandeiras erguidas pela campanha da UNE, como redução de mensalidades e garantia incondicional de rematrícula dos estudantes inadimplentes, são partes indissociável dessa luta", defende.
PL da UNEA UNE apresentou ao Congresso Nacional, em novembro de 2005, o Projeto de Lei (PL) 6489/06, que visa implementar medidas de controle e fiscalização dos aumentos das mensalidades nos estabelecimentos de ensino pré-escolar, fundamental, médio e superior.
Dentre alguns pontos do PL da UNE, está o condicionamento dos reajustes das mensalidades à discussão com pais e alunos (condicionado a instalação de uma comissão constituída de forma paritária pelos representantes das instituições, das entidades estudantis, e dos docentes) e a proteção ao inadimplente, impedindo seu desligamento.
Outra reivindicação da UNE é que o anúncio do aumento seja divulgado 120 dias antes do encerramento da matrícula (atualmente são 40 dias), acabando com o velho truque das instituições de divulgar os abusos durante o período de férias, sem chance que o aluno planeje sua negociação e até mesmo sua resistência jurídica.
Campanha nos estadosA idéia da campanha "Nosso Futuro não está em liquidação" é construir uma mobilização nacional para fortalecer a pressão social. A UNE acredita que somente nessas condições será possível modificar o cenário que hoje é ditado pelo grande lobby do setor empresarial no Congresso Nacional.
Para construir a campanha em seu estado, procure o centro acadêmico ou diretório central dos estudantes de sua instituição. Para divulgar os materiais, basta baixá-los (cartazes, panfletos e adesivos) pelo site da UNE e reproduzi-los livremente.
veja mais em Estudantenet
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
"Juventude e Desenvolvimento nacional" - por Manuela d´Ávila

Para grande parte das pessoas pode parecer óbvio, chato ou repetitivo um texto sobre juventude. Mas a realidade brasileira exige que tratemos de maneira séria 33 milhões de brasileiros (ou o equivalente a população da Argentina inteira, se preferirem). É fundamental para pensarmos o Brasil incluirmos milhares de jovens no projeto de desenvolvimento nacional.
O governo do presidente Lula passou a reconhecer a existência de jovens no Brasil. "- Ah! Agora essa comunista vai dizer que o Lula inventou a juventude", diria um tucano apressado. Não, Lula não inventou, é óbvio. Mas pela primeira vez na história do Brasil temos um governo que trabalha com políticas transversais especificamente para esse parcela. A Secretaria Nacional, o Conselho de Políticas Públicas para a juventude, Projovem, Escola de Fábrica, Consórcio Social da Juventude, Pontos de Cultura são provas dessas políticas. É preciso mais.
Como tenho a convicção, a alegria de saber que Lula será mais uma vez presidente do Brasil, ouso dizer que é hora de pensarmos o papel da juventude no processo do crescimento econômico e desenvolvimento soberano do Brasil. Três ações do atual governo devem ser aprofundadas para isso: a ampliação das escolas técnicas, a ampliação, democratização e descentralização das universidades federais e o PROUNI (e depois alguém vem querer traçar paralelos entre o nosso governo e o deles... FH e Paulo Renato fizeram o decreto que proibia novas técnicas, diminuíram os investimentos para as públicas, tratavam autonomia como cobrança de mensalidades e desregulamentaram completamente o ensino superior privado). O principal desafio é fazer com que a juventude tenha como principal tarefa estudar. "- Ah! Essa comunista agora vem dizer que jovem não deve trabalhar", pensaria mais uma vez o tucano apressado esquecendo que os filhos da classe média já têm o estudo como centro de suas vidas, submetendo o trabalho, o estágio, os cursos profissionalizantes aos seus horários de aula.
Colocar a disposição, a capacidade criativa, a ousadia, a curiosidade da juventude dentro das escolas técnicas e universidades é a possibilidade que temos de garantir produção de novos conhecimentos, de inovação tecnológica para o Brasil. Todos os países que têm índices extremamente positivos de crescimento econômico tiveram um crescimento significativo de estudantes nas universidades. China e Coréia do Sul são provas disso. Portanto, é importante eliminar na juventude as contradições da educação com necessidade de trabalho e problemas sociais (criando programas específicos de formação profissional, oportunizando o 1º emprego, garantindo uma nova escola, prevenindo a gravidez indesejada etc).
Mas é fundamental sabermos onde queremos chegar com isso. Mais ensino técnico e superior, mais investimentos naqueles que existem, mais democracia no acesso, mais condições de permanência para os estudantes, mais professores e técnicos concursados, mais conhecimento produzido, mais crescimento econômico e distribuição de renda. E a juventude alegre, com sua força e garra, contribuindo para vermos a cara do novo Brasil: desenvolvido, soberano, independente.
* Manuela d’Ávila, 25, é ex-diretora da UNE, vereadora em Porto Alegre desde 2005 e deputada federal eleita** Artigo publicado originalmente no Blog do Noblat
Rebeldia conseqüente: UBES comemora 25 anos de reconstrução

Juventude.
Nem é preciso mais do que essas nove letras para entender o que sentia o secundarista Édson Luís naquele março de 1968, quando virou mártir dos estudantes e da sociedade brasileira na resistência contra o regime militar após ser assassinado. Com essa palavra se entende todas outras do jovem Apolinário Rebelo discursando para a multidão que pedia as "Diretas Já" no país.
Certamente, foi por meio dessa palavra que Mauro Panzera, um dos líderes estudantis dos "cara-pintadas" no Fora-Collor, chegou à frase: "A UBES é uma rebeldia conseqüente"

Nessa terça (31), a rebeldia juvenil brasileira comemora. Há exatos 25 anos, em 1981, estava renascendo a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, a UBES, após décadas de opressão da ditadura, quando todas representações dos jovens foram violentamente extintas.
A sede da UBES e também da UNE foi invadida e incendiada já no dia primeiro de abril de 1964, mostrando a determinação mais do que imediata daquele golpe em combater a juventude. O jornalista e escritor Arthur Poerner, em seu livro "O Poder Jovem", descreve assim aquela ação: "Um paroxismo de ódio que escapa o terreno puramente político para cair na esfera psiquiátrica".
Seguiram-se décadas de perseguições, torturas e todas as formas possíveis de cerceamento ao movimento estudantil. A morte do secundarista Édson Luis aconteceu no auge da repressão, o ano de 1968. Curiosamente, ficou este marcado como o ano da juventude em todo o mundo.
Somente em 1981 com o enfraquecimento dos militares, a UBES conseguiu se reerguer. A consolidação aconteceu com muito esforço, em Curitiba. Um antigo galpão, sem teto, banheiros, salas e cadeiras, serviu de base para as discussões. No local, apenas muita poeira. Muitos estudantes foram para o sul do país sem dinheiro para voltar. Pedágios foram armados para levantar recursos. A polícia chegou a invadir o Congresso com a cavalaria. Mesmo com tantas dificuldades, a UBES renasceu.
Desafios ainda urgentes
Atualmente, 25 anos após a sua reconstrução, a UBES ampliou suas bandeiras e encontra outros desafios, diferentes daqueles da ditadura, mas ainda urgentes. É o que explicou o mineiro Thiago Franco, atual presidente da entidade, após assumir no início do ano: "A UBES representa hoje 55 milhões de estudantes, num país com diferenças de desenvolvimento regionais, com fortes contrastes entre o interior e a capital, com uma rede escolar diversificada (a escola pública – municipal, estadual e federal -, a privada, a técnica). Então, as dificuldades são várias".
Representar os interesses dos jovens mesmo em tempos democráticos não é tarefa fácil. Algumas das principais bandeiras da UBES atualmente são a implementação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Básico); o Passe Estudantil para garantir o acesso dos estudantes ao transporte público, evitando a evasão escolar; a meia-entrada para estudantes em eventos culturais e a reserva de vagas em universidades federais para alunos da rede pública.
A ampliação do debate nas escolas brasileiras e o fortalecimento dos grêmios também são prioridades. "O problema do bebedouro ou do giz que falta, ou a greve dos professores que estão sem salário digno estão relacionados com a política estadual, municipal, a política educacional do país", lembra Thiago.
Hoje, já reconstruída e sólida, a UBES também participa da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), o que, segundo Thiago, foi uma grande conquista. "As entidades representativas entraram num entendimento de que era necessário jogar um maior papel, fomentando a mobilização do povo brasileiro pelas mudanças", diz.
Entrevista com ex-Presidentes
Em comemoração aos 25 anos da reconstrução da UBES, o portal EstudanteNet está entrevistando ex-presidentes de diferentes períodos de 81 até aqui. Confira as entrevistas já publicadas de Apolinário Rebelo/1983, Delcimar Pires/ 1984, Joel Benin/1993, e Juana Nunes/1998
Da Redação - www.une.org.br
Movimento estudantil sai fortalecido das eleições
O movimento estudantil foi uma das instituições mais coerentes e organizadas no processo eleitoral que terminou no último domingo (29) e decidiu os representantes da população pelos próximos quatro anos. Desde o início do debate público sobre os rumos do país, a UNE e a Ubes chamaram os jovens para a discussão e com responsabilidade cobraram dos próximos governantes o compromisso com as bandeiras dos estudantes.
Para o presidente da UNE, Gustavo Petta, a entidade mostrou durante todo o processo eleitoral que soube ser firme na defesa de um projeto de nação que levasse em conta a construção de um país mais justo e soberano. "Os estudantes avaliaram durante os nossos fóruns de discussão as melhores propostas para o futuro do Brasil. E foi dessa forma que soubemos nos posicionar diante da grande polarização que ocorreu nestas eleições. Agora, vamos para as ruas cobrar do presidente, deputados e governadores eleitos o compromisso com as nossas reivindicações", diz.
A Vice-presidente da UNE, Louise Caroline, endossa a opinião de Petta. Ela reforça o importante papel das entidades estudantis e diz que quando a disputa se acirrou a UNE soube se posicionar: "Do lado das idéias progressistas, que colocavam como prioridade a defesa do patrimônio nacional, a distribuição de renda e a justiça social", afirma.
O próximo passo? Para Louise o lugar da UNE é na rua, e na articulação para reforçar a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). "É necessário agora uma ofensiva de massa, com os estudantes nas ruas, junto aos movimentos sociais, para cobrar uma ampliação das políticas públicas e um governo mais de esquerda", diz.
Para a diretora de Relações Internacionais da UNE, Lucia Stumpf, o movimento estudantil sai fortalecido após mais uma eleição em regime democrático – a quinta após o fim da ditadura militar – e com condições de se articular com independência: "Não só os estudantes, mas todos os movimentos sociais saem fortalecidos, porque pregaram o voto consciente, construíram junto com a sociedade uma opinião", ressalta.
Coneb e Projeto Brasil
O debate dos estudantes em relação ao seu posicionamento nas eleições de 2006 começou em abril, com o 11º Conselho Nacional das Entidades de Base (CONEB), realizado na Universidade de Campinas (Unicamp). Nessa ocasião, mais de 3.000 Centros e Diretórios Acadêmicos de todo o Brasil definiram a preparação de uma plataforma eleitoral com pontos que o movimento estudantil considera indispensável para a construção de um projeto de desenvolvimento. Daí, foi elaborado o "Projeto UNE Brasil".
Comprometidos em resistir às candidaturas de caráter neoliberal, os estudantes entregaram o documento com suas reivindicações aos principais candidatos à presidente durante o primeiro turno das eleições, que defendiam em seus programas de governo idéias progressistas.
Voto nulo e MTV
Ao longo das eleições, a UNE e a Ubes reforçaram a importância da participação política do jovem. As entidades se posicionaram contra o voto nulo, defendido por alguns setores da sociedade e por meio da internet, em e-mails e comunidades do orkut.
As entidades também rejeitaram a manifestação de alguns órgãos de comunicação, como a MTV, que em uma propaganda veiculada à exaustão sugeria uma certa despolitização da juventude, rejeitando o debate e propagando uma ofensiva vazia contra a classe política. A emissora receitou ao seu público que se armassem, ao invés de idéias, com ovos e tomates.
"A juventude é quem mais sofre os efeitos imediatos das condições do Brasil, por isso ela se interessa pela política", afirma Lúcia. Na sua opinião, o jovem está politizado, buscando formas de participação mais ativa na vida pública e mais inclusão: "A violência atinge primeiro os jovens, a falta de empregos, a falta de vagas nas universidades. A juventude tem opinião para modificar sua realidade".
Alckmin Não!
No segundo turno das eleições, com a polarização entre o candidato tucano e Luiz Inácio Lula da Silva, a UNE e a Ubes decidiram lançar a campanha "Alckmin não!", em oposição à volta dos partidos de direita ao poder. A campanha foi divulgada no portal EstudanteNet, onde os estudantes puderam ler as suas resoluções e baixar o material de divulgação.
A transparência desse posicionamento, na opinião de Lúcia, permitiu a credibilidade da representação estudantil: "A UNE desde o começo não decidiu por nenhuma candidatura, garantindo a seus diretores apoiarem individualmente qualquer projeto que quisessem", afirma.
Sobre a perda de votos do candidato tucano, Louise avalia que a população, no momento da decisão, teve a clareza da diferença de projetos em disputa. "Alckmin perdeu votos porque o seu projeto para o Brasil era de privatizações e sucateamento da educação", frisa.
Futuro
Segundo a diretora da UNE, nos próximos quatro anos o movimento estudantil continuará reivindicando as mudanças que julga necessárias. "Os estudantes vão pedir que a política econômica mude, no sentido de conseguir mais investimento na área social, mudanças com mais intensidade na área da educação, mais vagas na universidade pública, no Prouni, etc. Desde o dia da eleição passando por todo próximo governo, o movimento estudantil vai estar mais mobilizado ainda", diz.
Segundo Lúcia, o resultado democrático das urnas apenas altera os caminhos que o movimento estudantil precisa seguir para conquistar seus objetivos: "Se tivesse ganho um projeto neoliberal, os estudantes teriam uma postura de resistência ao desmonte do país. Com a eleição de um governo progressista, vamos nos mobilizar por mais qualidade e intensidade nas mudanças", conclui.
Estudantenet
Para o presidente da UNE, Gustavo Petta, a entidade mostrou durante todo o processo eleitoral que soube ser firme na defesa de um projeto de nação que levasse em conta a construção de um país mais justo e soberano. "Os estudantes avaliaram durante os nossos fóruns de discussão as melhores propostas para o futuro do Brasil. E foi dessa forma que soubemos nos posicionar diante da grande polarização que ocorreu nestas eleições. Agora, vamos para as ruas cobrar do presidente, deputados e governadores eleitos o compromisso com as nossas reivindicações", diz.
A Vice-presidente da UNE, Louise Caroline, endossa a opinião de Petta. Ela reforça o importante papel das entidades estudantis e diz que quando a disputa se acirrou a UNE soube se posicionar: "Do lado das idéias progressistas, que colocavam como prioridade a defesa do patrimônio nacional, a distribuição de renda e a justiça social", afirma.
O próximo passo? Para Louise o lugar da UNE é na rua, e na articulação para reforçar a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). "É necessário agora uma ofensiva de massa, com os estudantes nas ruas, junto aos movimentos sociais, para cobrar uma ampliação das políticas públicas e um governo mais de esquerda", diz.
Para a diretora de Relações Internacionais da UNE, Lucia Stumpf, o movimento estudantil sai fortalecido após mais uma eleição em regime democrático – a quinta após o fim da ditadura militar – e com condições de se articular com independência: "Não só os estudantes, mas todos os movimentos sociais saem fortalecidos, porque pregaram o voto consciente, construíram junto com a sociedade uma opinião", ressalta.
Coneb e Projeto Brasil
O debate dos estudantes em relação ao seu posicionamento nas eleições de 2006 começou em abril, com o 11º Conselho Nacional das Entidades de Base (CONEB), realizado na Universidade de Campinas (Unicamp). Nessa ocasião, mais de 3.000 Centros e Diretórios Acadêmicos de todo o Brasil definiram a preparação de uma plataforma eleitoral com pontos que o movimento estudantil considera indispensável para a construção de um projeto de desenvolvimento. Daí, foi elaborado o "Projeto UNE Brasil".
Comprometidos em resistir às candidaturas de caráter neoliberal, os estudantes entregaram o documento com suas reivindicações aos principais candidatos à presidente durante o primeiro turno das eleições, que defendiam em seus programas de governo idéias progressistas.
Voto nulo e MTV
Ao longo das eleições, a UNE e a Ubes reforçaram a importância da participação política do jovem. As entidades se posicionaram contra o voto nulo, defendido por alguns setores da sociedade e por meio da internet, em e-mails e comunidades do orkut.
As entidades também rejeitaram a manifestação de alguns órgãos de comunicação, como a MTV, que em uma propaganda veiculada à exaustão sugeria uma certa despolitização da juventude, rejeitando o debate e propagando uma ofensiva vazia contra a classe política. A emissora receitou ao seu público que se armassem, ao invés de idéias, com ovos e tomates.
"A juventude é quem mais sofre os efeitos imediatos das condições do Brasil, por isso ela se interessa pela política", afirma Lúcia. Na sua opinião, o jovem está politizado, buscando formas de participação mais ativa na vida pública e mais inclusão: "A violência atinge primeiro os jovens, a falta de empregos, a falta de vagas nas universidades. A juventude tem opinião para modificar sua realidade".
Alckmin Não!
No segundo turno das eleições, com a polarização entre o candidato tucano e Luiz Inácio Lula da Silva, a UNE e a Ubes decidiram lançar a campanha "Alckmin não!", em oposição à volta dos partidos de direita ao poder. A campanha foi divulgada no portal EstudanteNet, onde os estudantes puderam ler as suas resoluções e baixar o material de divulgação.
A transparência desse posicionamento, na opinião de Lúcia, permitiu a credibilidade da representação estudantil: "A UNE desde o começo não decidiu por nenhuma candidatura, garantindo a seus diretores apoiarem individualmente qualquer projeto que quisessem", afirma.
Sobre a perda de votos do candidato tucano, Louise avalia que a população, no momento da decisão, teve a clareza da diferença de projetos em disputa. "Alckmin perdeu votos porque o seu projeto para o Brasil era de privatizações e sucateamento da educação", frisa.
Futuro
Segundo a diretora da UNE, nos próximos quatro anos o movimento estudantil continuará reivindicando as mudanças que julga necessárias. "Os estudantes vão pedir que a política econômica mude, no sentido de conseguir mais investimento na área social, mudanças com mais intensidade na área da educação, mais vagas na universidade pública, no Prouni, etc. Desde o dia da eleição passando por todo próximo governo, o movimento estudantil vai estar mais mobilizado ainda", diz.
Segundo Lúcia, o resultado democrático das urnas apenas altera os caminhos que o movimento estudantil precisa seguir para conquistar seus objetivos: "Se tivesse ganho um projeto neoliberal, os estudantes teriam uma postura de resistência ao desmonte do país. Com a eleição de um governo progressista, vamos nos mobilizar por mais qualidade e intensidade nas mudanças", conclui.
Estudantenet
terça-feira, 31 de outubro de 2006
Para UNE, reeleição deve deixar o governo mais à esquerda
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, neste domingo (29/10), renova as esperanças do povo. A opinião é de Gustavo Petta, presidente da UNE. "Mas, vencido o risco de que a direita voltasse ao poder, os movimentos devem exercer uma pressão muito maior para que o segundo mandato de Lula seja mais vinculado às causas populares".
Segundo Petta, no dia 11 de novembro, será realizada uma reunião da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) para definir as estratégias que serão adotadas no próximo governo. "Vamos pressionar Lula para que faça um governo mais de esquerda", ressalta.
Petta destaca ainda a importância de Lula ter assumido, durante a campanha, o compromisso contra a privatização, pela soberania nacional, pelo desenvolvimento e pelo investimento em áreas sociais.
O presidente da UNE disse que a pressão dos movimentos sociais será importante para se opor à cobrança que o presidente deve receber para que mantenha um governo moderado. A principal bandeira dessas mobilizações, em sua opinião, deve ser desenvolvimento com distribuição de renda.
"Queremos que o governo enfrente a ditadura do mercado financeiro", disse, acrescentando que há outras reivindicações, como a reforma agrária, a reforma universitária e investimento em educação básica.
Fonte: Estudantenet
Segundo Petta, no dia 11 de novembro, será realizada uma reunião da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) para definir as estratégias que serão adotadas no próximo governo. "Vamos pressionar Lula para que faça um governo mais de esquerda", ressalta.
Petta destaca ainda a importância de Lula ter assumido, durante a campanha, o compromisso contra a privatização, pela soberania nacional, pelo desenvolvimento e pelo investimento em áreas sociais.
O presidente da UNE disse que a pressão dos movimentos sociais será importante para se opor à cobrança que o presidente deve receber para que mantenha um governo moderado. A principal bandeira dessas mobilizações, em sua opinião, deve ser desenvolvimento com distribuição de renda.
"Queremos que o governo enfrente a ditadura do mercado financeiro", disse, acrescentando que há outras reivindicações, como a reforma agrária, a reforma universitária e investimento em educação básica.
Fonte: Estudantenet
Mulher, a culpada de sempre
por Carlos Pompe*
O xeque Taj el-Din al-Hilali, principal líder muçulmano da Austrália, sugeriu que mulheres que não usam o hijab (vestimenta que cobre o corpo e a cabeça) incitam a violência sexual contra elas próprias. Ele é coerente com a milenar tradição religiosa de responsabilizar as mulheres pelos males existentes – inclusive quando elas mesmas são as vítimas.
O líder muçulmano Taj el-Din al-Hilali
Durante o mês sagrado do Ramadã, o xeque Hilali perguntou: ''Se você pegar um pedaço de carne descoberta e deixar na rua, no jardim, ou no parque, e os gatos vierem e comerem… de quem é a culpa, dos gatos ou da carne descoberta?'' E do alto de sua sabedoria e crença, respondeu: ''O problema é a carne descoberta. Se ela (a mulher) estivesse na sua sala, na sua casa, no seu hijab, não teria acontecido nada.'' O comentário foi vinculado a uma série de estupros cometidos por uma gangue de libaneses muçulmanos, que receberam longas penas de prisão na Austrália. O líder religioso também condenou as mulheres que ''rebolam sugestivamente'' e usam maquiagem, pois atrairiam violentadores. ''Daí você encara um juiz impiedoso… que te dá (uma pena de) 65 anos'', acrescentou.
A mulher tem sido vítima histórica das seitas. As grandes religiões vigentes são baseadas em figuras e princípios masculinos. No livro ''O martelo das feiticeiras'', Rose Marie Muraro cita um mitólogo americano que dividiu em quatro grupos todos os mitos conhecidos: ''Na primeira etapa, o mundo é criado por uma deusa mãe sem auxílio de ninguém. Na segunda, ele é criado por um deus andrógino ou um casal criador. Na terceira, um deus macho ou toma o poder da deusa ou cria o mundo sobre o corpo da deusa primordial. Finalmente, na quarta etapa, um deus macho cria o mundo sozinho.'' No judaísmo, cristianismo e judaísmo – mas não só neles – as figuras e valores patriarcais são dominantes.
No Antigo Testamento, a mulher é responsabilizada pela expulsão do homem – e da humanidade – do paraíso. Nas escrituras chinesas as mulheres são chamadas “águas da desgraça” e consideradas inferiores ao homem, não lhes sendo concedido qualquer tipo de direitos. Na Asura, forma de casamento do antigo hinduísmo, a filha era, de certa forma, vendida pelo pai. A lei do hinduísmo diz: “Por uma moça, por uma jovem mulher, ou até mesmo por uma idosa, nada deve ser feito independentemente, mesmo na sua própria casa. Na infância uma fêmea deve ser submetida ao seu pai, na juventude ao seu marido, e quando da morte do seu senhor, aos seus filhos; uma mulher nunca deve ser independente.” Segundo sir R. G. Bhandarkar, “A Bhagavad Geeta dá expressão à crença geral de que é somente uma alma pecadora que nasceu como mulher”. Buda dizia: ''A mulher é má. Cada vez que se lhe apresente oportunidade, toda mulher pecará''. Para o budismo, a Nirvana (salvação) se alcança pela aniquilação do desejo, inclusive do desejo do homem pela mulher.
De acordo com o historiador Westermark, para os budistas “as mulheres são, das ciladas que o demônio inventou para os homens, a mais perigosa; nas mulheres estão inerentes todas as paixões que cegam a mente do mundo”. Para Zaratustra, que reformou a religião persa, a mulher ''deve adorar ao homem como à divindade. Nove vezes pela manhã, de pé ante o marido, com os braços cruzados, deve perguntar-lhe: Que desejais, meu senhor, que faça?''
As Leis de Manu, livro sagrado da Índia para instituições civis e religiosas – datado de 1280 antes de Cristo – determinam: Livro II. Regra 213 - ''Está na natureza do sexo feminino tentar corromper os homens na Terra, e por esta razão os sábios jamais se abandonam às seduções das mulheres''. Livro V. Regra 148 - ''Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai; durante a juventude, de seu marido; se este morrer, de seus filhos; se não tiver filhos, dos parentes mais próximos do marido e, na sua falta, dos de seu pai; se não tiver parentes paternos, do seu soberano; uma mulher não deverá nunca governar-se ao seu bel-prazer''. Livro IX. Regra 5 - ''Acima de tudo, deve-se resguardar as mulheres das más inclinações, por pequenas que sejam; se as mulheres não fossem vigiadas, fariam a desgraça de duas famílias''.
No Novo Testamento, Paulo escreve a primeira carta aos Coríntios 11, 3-10: “Todavia, quero que vocês saibam que a cabeça de todo homem é Cristo, que a cabeça da mulher é o homem, e a cabeça de Cristo é Deus. Todo homem que reza ou profetiza de cabeça coberta, desonra a sua cabeça. Mas toda mulher que reza ou profetiza de cabeça descoberta, desonra a sua cabeça; é como se estivesse com a cabeça raspada. Se a mulher não se cobre com o véu, mande cortar os cabelos. Mas, se é vergonhoso para uma mulher ter os cabelos cortados ou raspados, então cubra a cabeça. O homem não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e a glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem. Pois o homem não foi tirado da mulher, mas a mulher foi tirada do homem. E o homem não foi criado para a mulher, mas a mulher foi criada para o homem. Sendo assim, a mulher deve trazer sobre a cabeça o sinal da sua dependência, por causa dos anjos”.
O Alcorão, livro cuja autoria os muçulmanos creditam a Deus, diz da condição feminina: Capítulo IV. Versículo 11 - ''Dai aos varões o dobro do que dai às mulheres''. Capítulo IV. Versículo 38 - ''Os homens são superiores às mulheres, porque Deus lhes outorgou a primazia sobre elas. Os maridos que sofrerem desobediências de suas esposas, podem castigá-las: deixá-las sós em seus leitos, e até bater nelas''. Capítulo XXIV. Versículo 59 - (...) ''Não se legou ao homem calamidade alguma maior do que a mulher''
Já o teólogo alemão Martinho Lutero (1483-1546), responsável pela Reforma Protestante, condenava as degredadas filhas de Eva à ignorância: ''Não há manto nem saia que pior assente à mulher ou donzela que o querer ser sábia''.
Como se vê, não falta respaldo, nas mais variadas seitas, à conclusão do líder mulçumano que, no século XXI, vitupera as mulheres. O que lhe falta é uma visão de mundo sem preconceitos, o que lhe falta é ciência, o que lhe falta é respeito pela metade feminina da humanidade. O que lhe falta é um projeto de sociedade onde os seres humanos vivam em harmonia, sem exploradores e sem explorados, sem deuses e sem diabos, onde os seres humanos – independente de gênero – sejam o bem supremo nesta vida, e não no Além.
*Carlos Pompe, Jornalista e Curioso do mundo.
do vermelho
O xeque Taj el-Din al-Hilali, principal líder muçulmano da Austrália, sugeriu que mulheres que não usam o hijab (vestimenta que cobre o corpo e a cabeça) incitam a violência sexual contra elas próprias. Ele é coerente com a milenar tradição religiosa de responsabilizar as mulheres pelos males existentes – inclusive quando elas mesmas são as vítimas.
O líder muçulmano Taj el-Din al-Hilali
Durante o mês sagrado do Ramadã, o xeque Hilali perguntou: ''Se você pegar um pedaço de carne descoberta e deixar na rua, no jardim, ou no parque, e os gatos vierem e comerem… de quem é a culpa, dos gatos ou da carne descoberta?'' E do alto de sua sabedoria e crença, respondeu: ''O problema é a carne descoberta. Se ela (a mulher) estivesse na sua sala, na sua casa, no seu hijab, não teria acontecido nada.'' O comentário foi vinculado a uma série de estupros cometidos por uma gangue de libaneses muçulmanos, que receberam longas penas de prisão na Austrália. O líder religioso também condenou as mulheres que ''rebolam sugestivamente'' e usam maquiagem, pois atrairiam violentadores. ''Daí você encara um juiz impiedoso… que te dá (uma pena de) 65 anos'', acrescentou.
A mulher tem sido vítima histórica das seitas. As grandes religiões vigentes são baseadas em figuras e princípios masculinos. No livro ''O martelo das feiticeiras'', Rose Marie Muraro cita um mitólogo americano que dividiu em quatro grupos todos os mitos conhecidos: ''Na primeira etapa, o mundo é criado por uma deusa mãe sem auxílio de ninguém. Na segunda, ele é criado por um deus andrógino ou um casal criador. Na terceira, um deus macho ou toma o poder da deusa ou cria o mundo sobre o corpo da deusa primordial. Finalmente, na quarta etapa, um deus macho cria o mundo sozinho.'' No judaísmo, cristianismo e judaísmo – mas não só neles – as figuras e valores patriarcais são dominantes.
No Antigo Testamento, a mulher é responsabilizada pela expulsão do homem – e da humanidade – do paraíso. Nas escrituras chinesas as mulheres são chamadas “águas da desgraça” e consideradas inferiores ao homem, não lhes sendo concedido qualquer tipo de direitos. Na Asura, forma de casamento do antigo hinduísmo, a filha era, de certa forma, vendida pelo pai. A lei do hinduísmo diz: “Por uma moça, por uma jovem mulher, ou até mesmo por uma idosa, nada deve ser feito independentemente, mesmo na sua própria casa. Na infância uma fêmea deve ser submetida ao seu pai, na juventude ao seu marido, e quando da morte do seu senhor, aos seus filhos; uma mulher nunca deve ser independente.” Segundo sir R. G. Bhandarkar, “A Bhagavad Geeta dá expressão à crença geral de que é somente uma alma pecadora que nasceu como mulher”. Buda dizia: ''A mulher é má. Cada vez que se lhe apresente oportunidade, toda mulher pecará''. Para o budismo, a Nirvana (salvação) se alcança pela aniquilação do desejo, inclusive do desejo do homem pela mulher.
De acordo com o historiador Westermark, para os budistas “as mulheres são, das ciladas que o demônio inventou para os homens, a mais perigosa; nas mulheres estão inerentes todas as paixões que cegam a mente do mundo”. Para Zaratustra, que reformou a religião persa, a mulher ''deve adorar ao homem como à divindade. Nove vezes pela manhã, de pé ante o marido, com os braços cruzados, deve perguntar-lhe: Que desejais, meu senhor, que faça?''
As Leis de Manu, livro sagrado da Índia para instituições civis e religiosas – datado de 1280 antes de Cristo – determinam: Livro II. Regra 213 - ''Está na natureza do sexo feminino tentar corromper os homens na Terra, e por esta razão os sábios jamais se abandonam às seduções das mulheres''. Livro V. Regra 148 - ''Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai; durante a juventude, de seu marido; se este morrer, de seus filhos; se não tiver filhos, dos parentes mais próximos do marido e, na sua falta, dos de seu pai; se não tiver parentes paternos, do seu soberano; uma mulher não deverá nunca governar-se ao seu bel-prazer''. Livro IX. Regra 5 - ''Acima de tudo, deve-se resguardar as mulheres das más inclinações, por pequenas que sejam; se as mulheres não fossem vigiadas, fariam a desgraça de duas famílias''.
No Novo Testamento, Paulo escreve a primeira carta aos Coríntios 11, 3-10: “Todavia, quero que vocês saibam que a cabeça de todo homem é Cristo, que a cabeça da mulher é o homem, e a cabeça de Cristo é Deus. Todo homem que reza ou profetiza de cabeça coberta, desonra a sua cabeça. Mas toda mulher que reza ou profetiza de cabeça descoberta, desonra a sua cabeça; é como se estivesse com a cabeça raspada. Se a mulher não se cobre com o véu, mande cortar os cabelos. Mas, se é vergonhoso para uma mulher ter os cabelos cortados ou raspados, então cubra a cabeça. O homem não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e a glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem. Pois o homem não foi tirado da mulher, mas a mulher foi tirada do homem. E o homem não foi criado para a mulher, mas a mulher foi criada para o homem. Sendo assim, a mulher deve trazer sobre a cabeça o sinal da sua dependência, por causa dos anjos”.
O Alcorão, livro cuja autoria os muçulmanos creditam a Deus, diz da condição feminina: Capítulo IV. Versículo 11 - ''Dai aos varões o dobro do que dai às mulheres''. Capítulo IV. Versículo 38 - ''Os homens são superiores às mulheres, porque Deus lhes outorgou a primazia sobre elas. Os maridos que sofrerem desobediências de suas esposas, podem castigá-las: deixá-las sós em seus leitos, e até bater nelas''. Capítulo XXIV. Versículo 59 - (...) ''Não se legou ao homem calamidade alguma maior do que a mulher''
Já o teólogo alemão Martinho Lutero (1483-1546), responsável pela Reforma Protestante, condenava as degredadas filhas de Eva à ignorância: ''Não há manto nem saia que pior assente à mulher ou donzela que o querer ser sábia''.
Como se vê, não falta respaldo, nas mais variadas seitas, à conclusão do líder mulçumano que, no século XXI, vitupera as mulheres. O que lhe falta é uma visão de mundo sem preconceitos, o que lhe falta é ciência, o que lhe falta é respeito pela metade feminina da humanidade. O que lhe falta é um projeto de sociedade onde os seres humanos vivam em harmonia, sem exploradores e sem explorados, sem deuses e sem diabos, onde os seres humanos – independente de gênero – sejam o bem supremo nesta vida, e não no Além.
*Carlos Pompe, Jornalista e Curioso do mundo.
do vermelho
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
FORA O IMPERIALISMO IANQUE DA PENINSULA COREANA
A União da Juventude Socialista se solidariza com o povo da Coréia do Norte, que tem enfrentado uma escalada agressiva deflagrada por Washington e, em face deste cenário internacional difícil, desenvolveu uma estratégia altiva de negociação, chegando a desenvolver artefato nuclear exclusivamente com base no trabalho e na capacidade tecnológica do povo coreano.
Confiamos nas reiteradas intenções pacíficas do povo norte-coreano, cuja história registra episódios de heróico sacrifício e vitória, sem no entanto registrar qualquer ação militar ilegal ou ataque ao direito internacional, muito menos guerra preventiva, ao contrário da hipócrita administração estadunidense, campeã em todos estes quesitos.
Protestamos diante da tentativa de manipulação da opinião pública feita como nos casos iraquiano e afegão. A mesma mídia que busca confundir, estigmatizar e atacar a Coréia do Norte é a que mentiu a soldo de Washington para justificar atos de lesa humanidade contra povos infinitamente menos armados, mas também infinitamente superiores na coragem dos que defendem o solo pátrio, para desespero do Império.
A parte agredida, afinal não é outra senão o povo coreano. Como bem precisou o Conselho Mundial da Paz, a Coréia do Norte enfrenta agressões militares estadunidenses há 50 anos! Na Guerra da Coréia, 4 milhões de coreanos perderam suas vidas e os EUA até hoje se recusam a assinar o acordo de paz que formalmente poria fim ao conflito em que o povo coreano enfrentou a maior potência militar da humanidade e não sucumbiu. O heroísmo do povo coreano é conhecido. Através da União de Luta Abaixo o Imperialismo, criada pelo líder da libertação Kim Il Sung, e de suas organizações, venceram a ocupação japones e impuseram dura derrota ao imperialismo estadunidense na Guerra da Coréia, quando os EUA cogitaram inclusive – vejam como é a História – utilizar armas nucleares.
O povo e o governo norte-coreanos fazem diários esforços pela paz na região sem abandonar a esperança de reunificar a Pátria das Manhãs Serenas, pois a Coréia é Uma, e foi artificialmente dividida por imposição militar ianque. A Coréia do Norte tem apelado pela desnuclearização da região e por um pacto de não agressão, propondo inclusive abandonar qualquer pretensão bélica nuclear pelo reconhecimento à sua independência, garantias contra ataques ao seu território e a normalização das relações com o governo estadunidense. Muito estranhamente são os Estados Unidos a recusar estes direitos mínimos sem os quais, de fato, não pode haver confiança ou segurança, demandando imensos sacrifícios do povo coreano, que vive sob a ameaça da intervenção ianque. Ao contrário de baixar sua cabeça, este povo dá mostras de sagacidade e heroísmo, mantendo-se invicto e cometendo o supremo crime de defender a sua soberania e sociedade da agressão estadunidense.
À legítima resistência coreana, o imperialismo responde com reiteradas agressões e com a política genocida do bloqueio. Quando Condoleeza Rice e Bush clamam por sanções contra a Coréia do Norte, vemos a crueldade do imperialismo que deseja punir todo o povo coreano com o desabastecimento. Tentam em vão dobrar a têmpera da liderança coreana, do Partido do Trabalho da Coréia, da União da Juventude Socialista Kim Il Sung, do bravo povo coreano e de seu líder, o camarada Kim Jong Il. Novamente o imperialismo será derrotado.
Mas é preciso denunciar ativamente o crime que se comete contra o povo coreano ao se imporem sanções que intensificam o bloqueio. Tal agressão desmascara o pacifismo ianque, que não deseja negociar a paz, ao contrário da Coréia do Norte. O imperialismo deseja apenas agredir, e temos confiança que a comunidade internacional poderá chegar a uma negociação justa que respeite a soberania da Coréia do Norte e seu desejo de viver em paz.
O único país a utilizar armas nucleares contra humanos na história, curiosamente, faz acusações, “cerca, prepara planos, coloca na península coreana mísseis, submarinos, navios de guerra, bombardeios, esquadrões, armas nucleares e cerca de 30 mil tropas estadunidenses na Coréia do Sul”, o que ilustra a hipocrisia de Bush em acusar a Coréia do norte de ser a responsável pela presente crise.
Confiamos no povo coreano, no norte e no sul, que tantas demonstrações têm dado de que desejam viver em paz. Repudiamos as manobras do imperialismo estadunidense, a força alienígena que interfere e agride na política da região de modo inaceitável. Estamos atentos e por todo o mundo milhões de pessoas se solidarizam com o povo coreano, fazendo coro com o reiterado desejo do governo norte coreano de ter reconhecida sua independência, que cessem as agressões e o bloqueio, que se garanta a paz. E que vendo ignorados seus apelos, agredido e bloqueado, defendem sua soberania.
ujs.org.br
Confiamos nas reiteradas intenções pacíficas do povo norte-coreano, cuja história registra episódios de heróico sacrifício e vitória, sem no entanto registrar qualquer ação militar ilegal ou ataque ao direito internacional, muito menos guerra preventiva, ao contrário da hipócrita administração estadunidense, campeã em todos estes quesitos.
Protestamos diante da tentativa de manipulação da opinião pública feita como nos casos iraquiano e afegão. A mesma mídia que busca confundir, estigmatizar e atacar a Coréia do Norte é a que mentiu a soldo de Washington para justificar atos de lesa humanidade contra povos infinitamente menos armados, mas também infinitamente superiores na coragem dos que defendem o solo pátrio, para desespero do Império.
A parte agredida, afinal não é outra senão o povo coreano. Como bem precisou o Conselho Mundial da Paz, a Coréia do Norte enfrenta agressões militares estadunidenses há 50 anos! Na Guerra da Coréia, 4 milhões de coreanos perderam suas vidas e os EUA até hoje se recusam a assinar o acordo de paz que formalmente poria fim ao conflito em que o povo coreano enfrentou a maior potência militar da humanidade e não sucumbiu. O heroísmo do povo coreano é conhecido. Através da União de Luta Abaixo o Imperialismo, criada pelo líder da libertação Kim Il Sung, e de suas organizações, venceram a ocupação japones e impuseram dura derrota ao imperialismo estadunidense na Guerra da Coréia, quando os EUA cogitaram inclusive – vejam como é a História – utilizar armas nucleares.
O povo e o governo norte-coreanos fazem diários esforços pela paz na região sem abandonar a esperança de reunificar a Pátria das Manhãs Serenas, pois a Coréia é Uma, e foi artificialmente dividida por imposição militar ianque. A Coréia do Norte tem apelado pela desnuclearização da região e por um pacto de não agressão, propondo inclusive abandonar qualquer pretensão bélica nuclear pelo reconhecimento à sua independência, garantias contra ataques ao seu território e a normalização das relações com o governo estadunidense. Muito estranhamente são os Estados Unidos a recusar estes direitos mínimos sem os quais, de fato, não pode haver confiança ou segurança, demandando imensos sacrifícios do povo coreano, que vive sob a ameaça da intervenção ianque. Ao contrário de baixar sua cabeça, este povo dá mostras de sagacidade e heroísmo, mantendo-se invicto e cometendo o supremo crime de defender a sua soberania e sociedade da agressão estadunidense.
À legítima resistência coreana, o imperialismo responde com reiteradas agressões e com a política genocida do bloqueio. Quando Condoleeza Rice e Bush clamam por sanções contra a Coréia do Norte, vemos a crueldade do imperialismo que deseja punir todo o povo coreano com o desabastecimento. Tentam em vão dobrar a têmpera da liderança coreana, do Partido do Trabalho da Coréia, da União da Juventude Socialista Kim Il Sung, do bravo povo coreano e de seu líder, o camarada Kim Jong Il. Novamente o imperialismo será derrotado.
Mas é preciso denunciar ativamente o crime que se comete contra o povo coreano ao se imporem sanções que intensificam o bloqueio. Tal agressão desmascara o pacifismo ianque, que não deseja negociar a paz, ao contrário da Coréia do Norte. O imperialismo deseja apenas agredir, e temos confiança que a comunidade internacional poderá chegar a uma negociação justa que respeite a soberania da Coréia do Norte e seu desejo de viver em paz.
O único país a utilizar armas nucleares contra humanos na história, curiosamente, faz acusações, “cerca, prepara planos, coloca na península coreana mísseis, submarinos, navios de guerra, bombardeios, esquadrões, armas nucleares e cerca de 30 mil tropas estadunidenses na Coréia do Sul”, o que ilustra a hipocrisia de Bush em acusar a Coréia do norte de ser a responsável pela presente crise.
Confiamos no povo coreano, no norte e no sul, que tantas demonstrações têm dado de que desejam viver em paz. Repudiamos as manobras do imperialismo estadunidense, a força alienígena que interfere e agride na política da região de modo inaceitável. Estamos atentos e por todo o mundo milhões de pessoas se solidarizam com o povo coreano, fazendo coro com o reiterado desejo do governo norte coreano de ter reconhecida sua independência, que cessem as agressões e o bloqueio, que se garanta a paz. E que vendo ignorados seus apelos, agredido e bloqueado, defendem sua soberania.
ujs.org.br
UJS CONVOCA MILITÂNCIA PARA ENTORNAR O CALDEIRÃO DE MALDADES DE ALCKMIN
Lula exibe programa de TV dedicado às mulheres e destaca Manuela
O programa do presidente Lula no horário eleitoral desta noite (26) abordou o trabalho que o governo federal tem realizado para valorizar a mulher brasileira.
“Nesses últimos quatro anos, nosso governo fez um grande esforço para combater toda e qualquer forma de discriminação contra a mulher. E posso assegurar que avançamos muito.
A mulher hoje tem mais espaço no mercado de trabalho, mais proteção contra a violência e mais apoio para conquistar a sua independência”, afirmou Lula. Entre os avanços mostrados pelo programa estão a criação de uma linha de crédito específica para mulher que trabalha no campo – o Pronaf Mulher – a criação da Lei Maria da Penha contra a Violência Doméstica.
O programa também contou com depoimentos da primeira-dama Marisa Letícia, da ex-prefeita de São Paula, Marta Suplicy, da filósofa Marilena Chauí e da candidata ao governo do Pará pelo PT, Ana Júlia. Mas o maior destaque do programa foi dado à deputada federal eleita com a maior votação do Rio Grande do Sul, a comunista Manuela D’Ávila (PCdoB).
Manuela contou um pouco de sua experiência na vida política e elogiou o exemplo do presidente Lula como governante.
saiba mais sobre a explosão de votos e de alegria da UJS que no RS elegeu a mais jovem deputada federal! aqui
“Nesses últimos quatro anos, nosso governo fez um grande esforço para combater toda e qualquer forma de discriminação contra a mulher. E posso assegurar que avançamos muito.
A mulher hoje tem mais espaço no mercado de trabalho, mais proteção contra a violência e mais apoio para conquistar a sua independência”, afirmou Lula. Entre os avanços mostrados pelo programa estão a criação de uma linha de crédito específica para mulher que trabalha no campo – o Pronaf Mulher – a criação da Lei Maria da Penha contra a Violência Doméstica.
O programa também contou com depoimentos da primeira-dama Marisa Letícia, da ex-prefeita de São Paula, Marta Suplicy, da filósofa Marilena Chauí e da candidata ao governo do Pará pelo PT, Ana Júlia. Mas o maior destaque do programa foi dado à deputada federal eleita com a maior votação do Rio Grande do Sul, a comunista Manuela D’Ávila (PCdoB).
Manuela contou um pouco de sua experiência na vida política e elogiou o exemplo do presidente Lula como governante.
saiba mais sobre a explosão de votos e de alegria da UJS que no RS elegeu a mais jovem deputada federal! aqui
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
RETA FINAL EXIGE EMPENHO REVOLUCIONÁRIO PARA GARANTIR VITÓRIA DE LULA
Pode-se afirmar que ao longo dos 22 anos de existência a militância da UJS nunca entrou numa eleição de corpo mole. Pelo contrário, sempre se posicionou na linha de frente em defesa dos candidatos da esquerda. Em todos os chamados históricos essa combativa militância correspondeu com destacada presença em todos os cantos do Brasil.
Pois mais uma vez essa militância é chamada. Dessa vez para redobrar os esforços nessa última e decisiva semana de campanha que adquire dimensão histórica singular. As forças do atraso não podem retornar ao poder central e para isso a UJS não poupará esforços para desmascarar a face mais cruel e reacionária do candidato do Opus Dei, Geraldo Alckmin, arrebatando de vez a auréola de bom moço beatificado pela grande imprensa golpista.
Nessa reta final será o corpo-a-corpo que garantirá a manutenção da vantagem eleitoral de Lula ou mesmo o acréscimo nessa diferença para elevar ainda mais a autoridade política de Lula no segundo mandato e enterrar a investida golpista da oposição liderada por Alckmin, que assume publicamente que num segundo governo Lula "ele acaba antes de começar". Isso é o que veremos, Picolé de Chuchu!
Assim, a UJS precisa continuar na ofensiva e pautar a agenda política nacional denunciando o conteúdo político dos tucanos; realçando o seu caráter privatista e entreguista, mantendo-os na defensiva; além de continuar revelando à juventude brasileira o grande salto qualitativo comparando Lula na presidência nesses últimos 4 anos em contraposição ao tucano FHC em 8.
Tudo isso será feito no mano a mano, tete a tete. Na conversa pessoal envolvendo milhares de jovens que irão continuar se multiplicando em milhões de vozes capazes de romper o cerco midiático que insiste em sua cruzada anti-Lula e anti-esquerda. A UJS mostrará em todos os estados brasileiros a sua força através do seu potencial revolucionário de quem sempre teve a convicção e que nunca vacilou sobre o significado histórico do governo Lula e seu caráter estratégico na acumulação de forças de toda a esquerda.
A juventude se nega a voltar ao sinistro tempo do pensamento único, da perseguição aos movimentos sociais e juvenis e do inexistente espaço para o diálogo democrático. Por isso, é preciso comparar o hoje com o ontem na perspectiva de apontar um amanhã ainda mais promissor.
Já se encontra no sítio nacional da UJS ( www.ujs.org.br ) um modelo de panfleto que deve ser reproduzido em todos os municípios e/ou estados para ajudar na nossa campanha. Além disso, outras experiências e materiais de alguns estados também deverão servir de inspiração a toda militância para lograrmos mais esse êxito que, se confirmado no dia 29 de outubro, permitirá a juventude comemorar como nunca essa mais nova conquista que entrará para história como uma das mais importantes (senão a mais) de todas as páginas por ela protagonizadas.
EXECUTIVA NACIONAL DA UJS
Pois mais uma vez essa militância é chamada. Dessa vez para redobrar os esforços nessa última e decisiva semana de campanha que adquire dimensão histórica singular. As forças do atraso não podem retornar ao poder central e para isso a UJS não poupará esforços para desmascarar a face mais cruel e reacionária do candidato do Opus Dei, Geraldo Alckmin, arrebatando de vez a auréola de bom moço beatificado pela grande imprensa golpista.
Nessa reta final será o corpo-a-corpo que garantirá a manutenção da vantagem eleitoral de Lula ou mesmo o acréscimo nessa diferença para elevar ainda mais a autoridade política de Lula no segundo mandato e enterrar a investida golpista da oposição liderada por Alckmin, que assume publicamente que num segundo governo Lula "ele acaba antes de começar". Isso é o que veremos, Picolé de Chuchu!
Assim, a UJS precisa continuar na ofensiva e pautar a agenda política nacional denunciando o conteúdo político dos tucanos; realçando o seu caráter privatista e entreguista, mantendo-os na defensiva; além de continuar revelando à juventude brasileira o grande salto qualitativo comparando Lula na presidência nesses últimos 4 anos em contraposição ao tucano FHC em 8.
Tudo isso será feito no mano a mano, tete a tete. Na conversa pessoal envolvendo milhares de jovens que irão continuar se multiplicando em milhões de vozes capazes de romper o cerco midiático que insiste em sua cruzada anti-Lula e anti-esquerda. A UJS mostrará em todos os estados brasileiros a sua força através do seu potencial revolucionário de quem sempre teve a convicção e que nunca vacilou sobre o significado histórico do governo Lula e seu caráter estratégico na acumulação de forças de toda a esquerda.
A juventude se nega a voltar ao sinistro tempo do pensamento único, da perseguição aos movimentos sociais e juvenis e do inexistente espaço para o diálogo democrático. Por isso, é preciso comparar o hoje com o ontem na perspectiva de apontar um amanhã ainda mais promissor.
Já se encontra no sítio nacional da UJS ( www.ujs.org.br ) um modelo de panfleto que deve ser reproduzido em todos os municípios e/ou estados para ajudar na nossa campanha. Além disso, outras experiências e materiais de alguns estados também deverão servir de inspiração a toda militância para lograrmos mais esse êxito que, se confirmado no dia 29 de outubro, permitirá a juventude comemorar como nunca essa mais nova conquista que entrará para história como uma das mais importantes (senão a mais) de todas as páginas por ela protagonizadas.
EXECUTIVA NACIONAL DA UJS
Um novo FHC?
Descobrimos alguns motivos para se votar em Geraldo Alckmin. Confira.
Decisão de Vida: Basta!! Cansei... Basta!! Vou votar no Geraldo Alckmin, da coligação PSDB-PFL.
Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais.
O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar hambúrguer e iogurte.
Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia. O governo reduziu os impostos para os computadores.
A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure agora navega...
Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a 0,99%, todo mundo tem carro, até a minha empregada. É uma vergonha, como dizia o Boris Casoy.
Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire agora se vende até no camelô da 25 de Março.
Vergonha, vergonha, vergonha... Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode?
Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação. A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco.
É o fim do mundo. Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos sem berço na universidade. Até índio agora vira médico e advogado. É um desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça. Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus agora vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula...
Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria. E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que serão deles?
Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha aqui do prédio vai passar férias no Exterior.
É o fim... Vou votar no Geraldo Alckmin. Chega dessa baboseira politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco... Quem pode pode, quem não pode se sacode.
Tenho culpa eu se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior. Eu ia anular, mas cansei.
Basta! Vou votar no Geraldo Alckmin. Quero ver essa gente no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta.
Joana Araújo Lemos (parafraseando Jussara Seixas)
http://www.ujs.org.br/2006/outubro/19outubro_2.asp
Decisão de Vida: Basta!! Cansei... Basta!! Vou votar no Geraldo Alckmin, da coligação PSDB-PFL.
Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais.
O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar hambúrguer e iogurte.
Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia. O governo reduziu os impostos para os computadores.
A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure agora navega...
Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a 0,99%, todo mundo tem carro, até a minha empregada. É uma vergonha, como dizia o Boris Casoy.
Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire agora se vende até no camelô da 25 de Março.
Vergonha, vergonha, vergonha... Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode?
Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação. A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco.
É o fim do mundo. Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos sem berço na universidade. Até índio agora vira médico e advogado. É um desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça. Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus agora vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula...
Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria. E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que serão deles?
Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha aqui do prédio vai passar férias no Exterior.
É o fim... Vou votar no Geraldo Alckmin. Chega dessa baboseira politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco... Quem pode pode, quem não pode se sacode.
Tenho culpa eu se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior. Eu ia anular, mas cansei.
Basta! Vou votar no Geraldo Alckmin. Quero ver essa gente no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta.
Joana Araújo Lemos (parafraseando Jussara Seixas)
http://www.ujs.org.br/2006/outubro/19outubro_2.asp
sábado, 14 de outubro de 2006
Tiago Andrino é o novo Presidente da UJS/SC

O acadêmico de direito, presidente da União Catarinense dos Estudantes (UCE), Tiago Andrino (25) acaba de assumir a presidência estadual da União da Juventude Socialista (UJS) em Santa Catarina.
Tiago foi o mais jovem candidato a Deputado Federal nas eleições, conquistando 12 mil votos. É membro da direção nacional da UJS e ocupava a vice-presidência da entidade no estado. O ex-presidente estadual da UJS, Diego Selau, está afastado de suas atividades em razão de tratamento de saúde.
A UJS já reuniu sua direção estadual executiva e está tocando as atividades da campanha de Lula em Santa Catarina. Está programada a realização de uma ampla caravana pelas principais cidades, levando as idéias e as propostas de Lula para a juventude.
Os jovens socialistas, liderados por Tiago, estão realizando inúmeras articulações políticas com diferentes entidades juvenis e juventudes partidárias. Já receberam a adesão de várias agremiações para a candidatura de Lula neste 2º turno.
De Florianópolis
Vinícius Puhl
quinta-feira, 12 de outubro de 2006
UJS ocupa Avenida Paulista em campanha pró-Lula
Militantes da UJS (União da Juventude Socialista) ocuparam na manhã desta quarta-feira (11) a Avenida Paulista, principal artéria do centro novo da cidade de São Paulo, em campanha pela reeleição do presidente Lula. Com faixas, bandeiras, fantasias e animação, os 30 jovens presentes no início logo cresceram para 90, segundo Marcelo Gavião, preidente da UJS. E há mais ''agitos'' programados.A juventude pede votos para Lula num sinal da Avenida
Os motoristas, quando o sinal fechavam, ficavam acompanhando a ação de campanha. Alguns manifestavam seu apoio, outros a rejeição (em São Paulo a votação de Geraldo Alckmin no primeiro turno superou a de Lula). Já os motoboys pareciam ser maciçamente Lula.
A iniciativa na Avenida Paulista faz parte de um ''Dia Nacional de Ocupação das Ruas'', convocado pela UJS, que é ligada ao PCdoB. Para quinta e sexta-feira, estão programadas ações semelhantes mas com participação mais ampla, não só da UJS mas também da juventude petista, de diretores da UNE e da Ubes, de diferentes tendências do movimento estudantil.
A ação de quinta-feira começa às 9h30 no Monumento das Bandeiras, outro cartão postal da cidade. Na sexta o local escolhido é o Largo de São Bento, no centro velho da cidade, um lugar de intenso comércio.
Gustavo Petta, presente na ação da Paulista, não ocultava seu entusiasmo. E Gavião resumiu sua avaliação num adjetivo: ''Foi massa''. O dirigente da UJS reproduz o argumento que tem usado, junto a outras organizações juvenis pró-Lula: ''Eu digo para eles, o negócio agora é pouca reunião e muita rua, gente. Só faltam 18 dias!...''
A campanha de Lula tem como meta para o segundo turno virar a votação em São Paulo. O estado jogou um papel decisivo na votação presidencial de 1o de outubro. Foi a diferença obtida por Alckmin no estado -- 3,8 milhões de votos -- que impediu Lula de vencer a eleição já no primeiro turno. No conjunto das outras 26 unidades da Federação, Lula obteve 2,5 milhões de votos de vantagem sobre a soma dos demais candidatos à Presidência.
A ação militante iniciada pela juventude paulista pretende virar esse quadro. No sábado, o PCdoB-SP programou outra ação, na Praça Ramos, que pretende se repetir todas as semanas até o 29 de outubro.
PI: estudantes queimam revistas com a foto de Alckmin

O Comitê da Juventude pró-Lula, composto de várias entidades estudantis, promoveu um ato de protesto na tarde desta quarta-feira no centro de Teresina (PI). Eles queimaram mais de cem exemplares da edição desta semana da revista Veja, que traz na capa o adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Palácio do Planalto, o tucano Geraldo Alckmin.
Panfleto da direita virou cinzas
Durante o ato, os estudantes acusaram a revista de ser tendenciosa e ter realizado, desde o início do governo Lula, uma campanha para demoralizá-lo através de suas reportagens.
Para o estudante Eduardo Alemão, da União da Juventude Socialista (UJS) do Piauí, a recente edição da revista traz foto e frases a favor do candidato do PSDB. "A revista vem adotando uma postura parcial desde o início, afirmando que a corrupção só existe no atual governo, como se no governo de FHC não tivesse havido a mesma coisa. Mas, nesse caso dos outdoors, a revista assumiu de vez a postura de ser tucana", criticou o estudante.
Ontem, Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu liminar à coligação de Lula obrigando a Veja a retirar em um prazo de 24 horas os outdoors que promovem da edição. A coligação argumentou que a publicidade favorece Alckmin e burla a proibição de uso de outdoors na propaganda eleitoral.
O estudante Marcos Oliveira, da União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes) disse que as entidades que participaram do protesto são a favor da liberdade de imprensa, mas que, nesse caso, a revista está tomando partido.
As pessoas que passavam próximo ao protesto apresentaram opiniões divididas. O gráfico Elói Lopes de Moraes não costuma ler a revista, mas condena qualquer tipo de agressão contra a liberdade de expressão. Já os estudantes Francisco Soares Neto e Fabrício Neves concordam com o objetivo do protesto, pois consideram a revista totalmente tendenciosa, mas acham o protesto deveria ser feito de outra forma: "está muito quente e ainda estão poluindo a praça".
Fonte: Terra
terça-feira, 10 de outubro de 2006
Niemeyer pede voto em Lula por defesa da nossa soberania
Oscar Niemeyer voltou a declarar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo publicado na Folha de S.Paulo desta segunda-feira (09/10). ''Tinha de me manifestar, e apresentei um motivo, a meu ver, suficiente, para justificar a permanência de Lula no poder'', anuncia o arquiteto, de 98 anos.
O texto vem a público um dia após Niemeyer sofrer uma queda em casa, quebrar o colo do fêmur e, por isso, se internar em um hospital do Rio de Janeiro, para se submeter a uma intervenção cirúrgica. Ele deve receber alta em até cinco dias, segundo a assessoria de imprensa do hospital. Confira a íntegra do artigo.
Em defesa da nossa soberania
Por Oscar Niemeyer*
Na última terça-feira, como fazemos há mais de quatro anos, assistimos às aulas do nosso amigo, o físico Luiz Alberto Oliveira, nas quais são debatidos os problemas da vida, da filosofia, deste estranho mundo em que vivemos.
Nessa noite, prevaleceu em nossa conversa a notícia, divulgada pela imprensa, de que o Prêmio Nobel de Física tinha sido concedido a John Mather e George Smoot. E, durante meia hora, Luiz Alberto discorreu sobre a matéria, entusiasmado com a descoberta daqueles cientistas que apuravam a teoria do Big Bang, há tantos anos adotada.
Interessados, acompanhamos as explicações do nosso amigo sobre o assunto. E foi já tarde, pelas 23h, que o problema do segundo turno das eleições presidenciais nos ocupou, cada um expondo o que pensava sobre o que poderá ocorrer, todos a apoiar Lula.
E no calor da discussão comentou-se a campanha odiosa levantada contra ele durante todo o período que precedeu as eleições.
Tinha de me manifestar também, e apresentei um motivo -a meu ver, suficiente- para justificar a defesa que fazemos da permanência de Lula no poder.
Insisti em que ele seria indispensável para o movimento de protesto contra o imperialismo norte-americano que se espalha pela América Latina. Movimento para o qual o Brasil se faz fundamental, por ser o país mais importante deste continente em que estamos.
Outro presidente menos interessado no problema, mais preocupado em atender às pressões dos Estados Unidos -esquecendo-se da nossa Amazônia, tão ameaçada-, romperia esse movimento em defesa da América Latina que o Brasil, a Venezuela, a Argentina e a Bolívia vêm sustentando corajosamente.
Precisamos não nos iludir com o argumento de que a política violenta do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, começa a declinar. Quem sabe se, diante do que ocorre, ela não vai se tornar mais cruel ainda -e o inesperado surge de repente?
Vivemos em um momento no qual a defesa da pátria e da sua soberania entre nós não pode ser esquecida. E, para isso, a integração de todos os países que compõem a América Latina se faz essencial.
Nas discussões políticas, a crítica quase sempre é levada a voltar atrás para descobrir erros cometidos no passado.
Nós, que estamos a favor de Lula, gostaríamos que isso ocorresse para comprovar que ele sempre permaneceu solidário com aqueles que lutam pela defesa da América Latina -de mãos dadas com Hugo Chávez, Néstor Kirchner e Evo Morales.
* Oscar Niemeyer é arquiteto e foi um dos criadores de Brasília (DF)
O texto vem a público um dia após Niemeyer sofrer uma queda em casa, quebrar o colo do fêmur e, por isso, se internar em um hospital do Rio de Janeiro, para se submeter a uma intervenção cirúrgica. Ele deve receber alta em até cinco dias, segundo a assessoria de imprensa do hospital. Confira a íntegra do artigo.
Em defesa da nossa soberania
Por Oscar Niemeyer*
Na última terça-feira, como fazemos há mais de quatro anos, assistimos às aulas do nosso amigo, o físico Luiz Alberto Oliveira, nas quais são debatidos os problemas da vida, da filosofia, deste estranho mundo em que vivemos.
Nessa noite, prevaleceu em nossa conversa a notícia, divulgada pela imprensa, de que o Prêmio Nobel de Física tinha sido concedido a John Mather e George Smoot. E, durante meia hora, Luiz Alberto discorreu sobre a matéria, entusiasmado com a descoberta daqueles cientistas que apuravam a teoria do Big Bang, há tantos anos adotada.
Interessados, acompanhamos as explicações do nosso amigo sobre o assunto. E foi já tarde, pelas 23h, que o problema do segundo turno das eleições presidenciais nos ocupou, cada um expondo o que pensava sobre o que poderá ocorrer, todos a apoiar Lula.
E no calor da discussão comentou-se a campanha odiosa levantada contra ele durante todo o período que precedeu as eleições.
Tinha de me manifestar também, e apresentei um motivo -a meu ver, suficiente- para justificar a defesa que fazemos da permanência de Lula no poder.
Insisti em que ele seria indispensável para o movimento de protesto contra o imperialismo norte-americano que se espalha pela América Latina. Movimento para o qual o Brasil se faz fundamental, por ser o país mais importante deste continente em que estamos.
Outro presidente menos interessado no problema, mais preocupado em atender às pressões dos Estados Unidos -esquecendo-se da nossa Amazônia, tão ameaçada-, romperia esse movimento em defesa da América Latina que o Brasil, a Venezuela, a Argentina e a Bolívia vêm sustentando corajosamente.
Precisamos não nos iludir com o argumento de que a política violenta do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, começa a declinar. Quem sabe se, diante do que ocorre, ela não vai se tornar mais cruel ainda -e o inesperado surge de repente?
Vivemos em um momento no qual a defesa da pátria e da sua soberania entre nós não pode ser esquecida. E, para isso, a integração de todos os países que compõem a América Latina se faz essencial.
Nas discussões políticas, a crítica quase sempre é levada a voltar atrás para descobrir erros cometidos no passado.
Nós, que estamos a favor de Lula, gostaríamos que isso ocorresse para comprovar que ele sempre permaneceu solidário com aqueles que lutam pela defesa da América Latina -de mãos dadas com Hugo Chávez, Néstor Kirchner e Evo Morales.
* Oscar Niemeyer é arquiteto e foi um dos criadores de Brasília (DF)
sábado, 7 de outubro de 2006
UNE e Ubes lançam campanha "Alckmin Não"

A disputa no segundo turno das eleições foi o principal tema em debate durante a reunião da diretoria executiva da UNE (União Nacional dos Estudantes), realizada nesta quinta-feira (05/10), em São Paulo (SP). Diante do quadro eleitoral, os diretores discutiram o posicionamento da entidade em relação às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.
De forma consensual, foi reafirmada a resolução do último Congresso Nacional de Entidades de Base (Coneb), realizado em abril deste ano, em Campinas. O documento, aprovado pelos mais de 5 mil estudantes presentes, diz que o posicionamento da UNE no processo eleitoral em curso é claramente contra a volta da direita ao poder. A postura da entidade no primeiro turno das eleições já havia sido de repúdio à tentativa de retorno dos setores conservadores.
Das quatro candidaturas mais votadas, Geraldo Ackmin foi o único a quem a entidade não apresentou o "Projeto UNE Brasil" - conjunto de propostas com as bandeiras do movimento estudantil para o próximo período. A razão é que o projeto de campanha do tucano está em discordância com as reivindicações dos estudantes ao propor a volta da Área de Livre-Comércio das América (Alca), das privatizações e o ataque às universidades públicas.
"Alckmin Não!"Com base na resolução do Coneb, os diretores aprovaram uma campanha nacional -uma grande ofensiva em todos os estados para mobilizar os estudantes e a sociedade e barrar a possibilidade de vitória do candidato Geraldo Alckmin. "Como em todos os principais acontecimentos políticos do país, é necessário que os movimentos sociais tomem posição. A UNE tem lado nessas eleições. Nosso lado é contra a volta do projeto de desmonte do Estado brasileiro levado adiante pela direita durante oito anos", avaliou o presidente da UNE, Gustavo Petta.
"Temos a clara convicção de que este não é o projeto de nação que queremos construir, com mais igualdade social, melhorias na Educação e mais investimento em áreas sociais", completou o dirigente. O próximo passo da campanha "Alckmin Não!" será organizar as coordenações nos Estados. Os presidentes das Uniões Estaduais dos Estudantes (UEEs) e os diretores da UNE serão os responsáveis por fazer o movimento ganhar corpo dentro das universidades e junto à população. Adesivos, panfletos, cartazes e camisas vão reforçar o aparato "Anti-Alckmin".
Uma das principais iniciativas será promover um ciclo de debates nas instituições de ensino superior, com a participação de intelectuais da esquerda, como o sociólogo Emir Sader e a filósofa Marilena Chauí. A proposta é ampliar a visão sobre as conseqüências do retorno de um projeto neoliberal. "Junto com a UNE, vamos barrar mais essa tentativa da turma do FHC de implantar o seu neoliberalismo no Brasil e impedir o retrocesso de um avanço conquistado nesses últimos anos, principalmente nas áreas sociais", disse o presidente da UEE-SP, Augusto Chagas.
Clareza e convicçãoA vice-presidente da UNE, Louise Caroline, explica que o objetivo é esclarecer para a população o que significa o retorno da dobradinha PSDB-PFL. "É clara para a gente a grande diferença de propostas entre as candidaturas. A direita já provocou estragos no Brasil e nós não vamos ficar parados esperando que eles voltem, privatizem tudo e governem para apenas 10%. É fácil listar as ações dessa turma. Só em São Paulo, temos a crise das Febems e da segurança pública, gerada pelo mesmo candidato que hoje quer ser presidente", ressaltou.
A diretoria executiva da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) também se reuniu na 1uinta-feira, em São Paulo, e aprovou, consensualmente, estar ao lado da UNE na campanha "Alckmin Não". Segundo o presidente da entidade, Thiago Franco, os estudantes secundaristas também formarão nos próximos dias coordenações estaduais para organizar o movimento dentro das escolas.
"Vamos levar ao conhecimento dos estudantes o atraso que significará eleger um representante da direita conservadora para governar o país", afirmou Thiago. "Queremos mostrar que principalmente nós, estudantes do ensino médio, seremos os mais prejudicados por uma política que não preza a democratização do ensino superior."
http://www.une.org.br
Derrotar a direita no segundo turno para o Brasil avançar
Editorial da UJS
O presidente Luís Inácio Lula da Silva e as forças democráticas, patrióticas e avançadas reunidas na frente A Força do Povo superaram mais um obstáculo na corrida para conquistar mais quatro anos para o atual governo. A expressiva vitória de Lula, que alcançou - até a meia noite do domingo - 46 291 573 (48,65% do total dos votos válidos), contra os 39 564 399 de votos do tucano Geraldo Alckmin (41,58%) apontam para uma disputa renovada, nas próximas semanas, na qual as forças populares entram revigoradas pela votação recebida e que, por pouco, não garantiu a vitória já no primeiro turno. Os outros candidatos somados alcançaram 9 294 385 (9,76% do total).
O bom desempenho de Lula e da coligação A força do povo aponta para a possibilidade de derrotar o jogo sujo da direita que, nas últimas semanas, apelou para tudo, dentro e fora da lei, com a ajuda da grande mídia e de magistrados que deveriam ser neutros ante a disputa, tudo para salvar seu projeto de voltar, pelo voto, para a presidência da República.
A direita brasileira é expert em golpismo. A direita tem sido, nos últimos sessenta anos, o principal fator de desestabilização da política brasileira. A uma semana da eleição, direita apelou outra vez para a tática do jagunço, que usou desde maio de 2005 e, face à iminente impotência em derrotar Lula nas urnas, começou a preparar argumentos e situações para tentar ganhar no tapetão ou clamar pela ilegitimidade da eleição e do segundo mandato.
A direita brasileira repete-se a si própria em mais este episódio, e usa métodos conhecidos. Nunca é demais lembrar que desde a deposição de Getúlio Vargas, em 1945, a direita brasileira sempre se uniu em torno do objetivo de segurar o crescimento do país, conter o aprofundamento da democracia, e impedir a consolidação da soberania e da Independência do Brasil. Quando Vargas foi eleito para a presidência, em 1950, a UDN (União Democrática Nacional, partido da plutocracia financeira e antepassado dos atuais neoliberais) tentou impedir sua posse alegando que ele não havia obtido a maioria absoluta dos votos. O auge da campanha da direita foi o suicídio do presidente em agosto de 1954. Em 1955, entretanto, foi outra vez derrotada nas urnas, com a eleição de Juscelino Kubitschek para a presidência. A direita voltou a agitar a tese da maioria absoluta dos votos para impedir a posse e chegou mesmo a apelar para o golpe militar, pedido em editorial pelo jornal Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda.
A batalha que se trava em nossos dias é um desdobramento do mesmo combate entre a direita e as forças progressistas, democráticas e nacionalistas, em uma época histórica nova, onde a democracia se consolida e a consciência política do povo cresce e se configura em organizações partidárias e do movimento social que lutam pelo avanço democrático e social de nosso país.
Batalha que opõe, em trincheiras opostas, as mesmas forças sociais que se enfrentaram no passado. De um lado, a direita neoliberal, conservadora e partidária do atraso, do autoritarismo e da subordinação do Brasil às potências imperialistas, hoje organizada em torno da candidatura tucana de Geraldo Alckmin. De outro lado, as forças progressistas e avançadas que preconizam a construção de um Brasil novo, desenvolvido e soberano. E que se traduz em um forte conjunto de militantes progressistas e democráticos, que inclui o PT, o PCdoB e os demais partidos que apóiam a reeleição do presidente Lula.
Estas poucas semanas que nos separam do segundo round da eleição presidencial serão decisivas e pode-se esperar que, neste curto período de tempo, o jogo sujo da direita poderá crescer.
E vigilância e a mobilização precisam ser totais contra as tramóias da direita, contra seu hipócrita clamor pela ''moralidade'' - logo eles... -, este frágil biombo com que os conservadores querem esconder seu programa antipopular, antidemocrático e antinacional, programa que não podem confessar pois prevê o retorno de tudo aquilo que foi rejeitado pelos brasileiros na eleição de 2002, que levou Lula à presidência da República - o programa neoliberal de tão nefastas conseqüências para o país e para o povo brasileiro.
A necessária vigilância precisa crescer nas próximas semanas. Fortalecer a mobilização popular, ajudar o povo a compreender a natureza do embate travado no país e que não se esgota no momento da eleição nem no período imediatamente seguinte a ela, para garantir a lisura do pleito, o respeito à vontade que o eleitorado manifestar na urna, e combater as tentativas de deslegitimação do presidente Lula.
A tradição historicamente golpista da direita brasileira permite imaginar um combate sem tréguas, recheado das baixarias de sempre. A direita e os conservadores brasileiros já agiram assim no passado, tendo sido o principal fator da instabilidade da política brasileira nos últimos sessenta anos. E os sinais emitidos pelo ninho tucano pefelista, repercutidos pela mídia do grande capital (ela própria parte do sistema de poder conservador que procura manter seu mando sobre o país), indicam essa possibilidade. É o que demonstra a crise atual. Ela é uma tentativa de requentar a crise iniciada em maio de 2005, e tem dois objetivos alternativos: o primeiro é derrotar Lula, a esquerda e as forças avançadas, na eleição presidencial; se não conseguirem cumprir este propósito, como tudo indica que vai ocorrer, a alternativa para a direita será agitar, a partir de 2007, a tese de que a eleição teria sido ilegítima, cujo desdobramento poderá ser a busca da interrupção do mandato do presidente Lula.
Este é o roteiro histórico da direita, que ela repete este ano depois do fracasso de todas suas iniciativas tentadas desde o ano passado. Mas que se desenvolve em um cenário radicalmente diferente daquele existente entre as décadas de 1940 a 1960. Um forte indício desta realidade nova, em que a organização popular é mais forte, foi o manifesto ''Querem melar a eleição de Lula'', divulgado por mais de cinqüenta organizações do movimento social no último dia 20, e que indica o compromisso das principais lideranças do país em derrotar a direita e seu projeto neoliberal.
Um papel especial, nesse cenário, é aquele representado pelo Partido Comunista do Brasil, a partir de seu compromisso programático com a conquista da democracia, da melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo brasileiro e da consolidação da soberania nacional. O PCdoB não abre mão de seu objetivo estratégico, a conquista do socialismo com feição brasileira. E compreende que a democracia é parte fundamental da estrada que levará o Brasil e os brasileiros a este rumo avançado. Objetivos em torno dos quais o Partido mobiliza setores importantes da classe operária, dos trabalhadores assalariados, dos setores progressistas e avançados, das camadas médias, dos intelectuais, dos empresários produtivos, empenhando-se para impedir que a direita exerça seu esforço golpista para interromper a marcha do processo político e histórico em curso, e m busca do desenvolvimento nacional, de uma política externa independente e soberana, do fortalecimento do Mercosul, que avance em políticas sociais que permitam a desconcentração de renda e a valorização do trabalho.
O roteiro da direita é golpista, e o alvo de sua ação são os avanços obtidos durante o primeiro mandato do governo Lula. É um que precisa ser barrado pelo mecanismo democrático do voto, reelegendo Lula. Este é o sentido da eleição de outubro, e também o significado do clamor da direita pela ''moralidade'' e pela ''ética''.
Fonte? http://www.ujs.org.br/editorial/editorial_02_10_06.asp
O presidente Luís Inácio Lula da Silva e as forças democráticas, patrióticas e avançadas reunidas na frente A Força do Povo superaram mais um obstáculo na corrida para conquistar mais quatro anos para o atual governo. A expressiva vitória de Lula, que alcançou - até a meia noite do domingo - 46 291 573 (48,65% do total dos votos válidos), contra os 39 564 399 de votos do tucano Geraldo Alckmin (41,58%) apontam para uma disputa renovada, nas próximas semanas, na qual as forças populares entram revigoradas pela votação recebida e que, por pouco, não garantiu a vitória já no primeiro turno. Os outros candidatos somados alcançaram 9 294 385 (9,76% do total).
O bom desempenho de Lula e da coligação A força do povo aponta para a possibilidade de derrotar o jogo sujo da direita que, nas últimas semanas, apelou para tudo, dentro e fora da lei, com a ajuda da grande mídia e de magistrados que deveriam ser neutros ante a disputa, tudo para salvar seu projeto de voltar, pelo voto, para a presidência da República.
A direita brasileira é expert em golpismo. A direita tem sido, nos últimos sessenta anos, o principal fator de desestabilização da política brasileira. A uma semana da eleição, direita apelou outra vez para a tática do jagunço, que usou desde maio de 2005 e, face à iminente impotência em derrotar Lula nas urnas, começou a preparar argumentos e situações para tentar ganhar no tapetão ou clamar pela ilegitimidade da eleição e do segundo mandato.
A direita brasileira repete-se a si própria em mais este episódio, e usa métodos conhecidos. Nunca é demais lembrar que desde a deposição de Getúlio Vargas, em 1945, a direita brasileira sempre se uniu em torno do objetivo de segurar o crescimento do país, conter o aprofundamento da democracia, e impedir a consolidação da soberania e da Independência do Brasil. Quando Vargas foi eleito para a presidência, em 1950, a UDN (União Democrática Nacional, partido da plutocracia financeira e antepassado dos atuais neoliberais) tentou impedir sua posse alegando que ele não havia obtido a maioria absoluta dos votos. O auge da campanha da direita foi o suicídio do presidente em agosto de 1954. Em 1955, entretanto, foi outra vez derrotada nas urnas, com a eleição de Juscelino Kubitschek para a presidência. A direita voltou a agitar a tese da maioria absoluta dos votos para impedir a posse e chegou mesmo a apelar para o golpe militar, pedido em editorial pelo jornal Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda.
A batalha que se trava em nossos dias é um desdobramento do mesmo combate entre a direita e as forças progressistas, democráticas e nacionalistas, em uma época histórica nova, onde a democracia se consolida e a consciência política do povo cresce e se configura em organizações partidárias e do movimento social que lutam pelo avanço democrático e social de nosso país.
Batalha que opõe, em trincheiras opostas, as mesmas forças sociais que se enfrentaram no passado. De um lado, a direita neoliberal, conservadora e partidária do atraso, do autoritarismo e da subordinação do Brasil às potências imperialistas, hoje organizada em torno da candidatura tucana de Geraldo Alckmin. De outro lado, as forças progressistas e avançadas que preconizam a construção de um Brasil novo, desenvolvido e soberano. E que se traduz em um forte conjunto de militantes progressistas e democráticos, que inclui o PT, o PCdoB e os demais partidos que apóiam a reeleição do presidente Lula.
Estas poucas semanas que nos separam do segundo round da eleição presidencial serão decisivas e pode-se esperar que, neste curto período de tempo, o jogo sujo da direita poderá crescer.
E vigilância e a mobilização precisam ser totais contra as tramóias da direita, contra seu hipócrita clamor pela ''moralidade'' - logo eles... -, este frágil biombo com que os conservadores querem esconder seu programa antipopular, antidemocrático e antinacional, programa que não podem confessar pois prevê o retorno de tudo aquilo que foi rejeitado pelos brasileiros na eleição de 2002, que levou Lula à presidência da República - o programa neoliberal de tão nefastas conseqüências para o país e para o povo brasileiro.
A necessária vigilância precisa crescer nas próximas semanas. Fortalecer a mobilização popular, ajudar o povo a compreender a natureza do embate travado no país e que não se esgota no momento da eleição nem no período imediatamente seguinte a ela, para garantir a lisura do pleito, o respeito à vontade que o eleitorado manifestar na urna, e combater as tentativas de deslegitimação do presidente Lula.
A tradição historicamente golpista da direita brasileira permite imaginar um combate sem tréguas, recheado das baixarias de sempre. A direita e os conservadores brasileiros já agiram assim no passado, tendo sido o principal fator da instabilidade da política brasileira nos últimos sessenta anos. E os sinais emitidos pelo ninho tucano pefelista, repercutidos pela mídia do grande capital (ela própria parte do sistema de poder conservador que procura manter seu mando sobre o país), indicam essa possibilidade. É o que demonstra a crise atual. Ela é uma tentativa de requentar a crise iniciada em maio de 2005, e tem dois objetivos alternativos: o primeiro é derrotar Lula, a esquerda e as forças avançadas, na eleição presidencial; se não conseguirem cumprir este propósito, como tudo indica que vai ocorrer, a alternativa para a direita será agitar, a partir de 2007, a tese de que a eleição teria sido ilegítima, cujo desdobramento poderá ser a busca da interrupção do mandato do presidente Lula.
Este é o roteiro histórico da direita, que ela repete este ano depois do fracasso de todas suas iniciativas tentadas desde o ano passado. Mas que se desenvolve em um cenário radicalmente diferente daquele existente entre as décadas de 1940 a 1960. Um forte indício desta realidade nova, em que a organização popular é mais forte, foi o manifesto ''Querem melar a eleição de Lula'', divulgado por mais de cinqüenta organizações do movimento social no último dia 20, e que indica o compromisso das principais lideranças do país em derrotar a direita e seu projeto neoliberal.
Um papel especial, nesse cenário, é aquele representado pelo Partido Comunista do Brasil, a partir de seu compromisso programático com a conquista da democracia, da melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo brasileiro e da consolidação da soberania nacional. O PCdoB não abre mão de seu objetivo estratégico, a conquista do socialismo com feição brasileira. E compreende que a democracia é parte fundamental da estrada que levará o Brasil e os brasileiros a este rumo avançado. Objetivos em torno dos quais o Partido mobiliza setores importantes da classe operária, dos trabalhadores assalariados, dos setores progressistas e avançados, das camadas médias, dos intelectuais, dos empresários produtivos, empenhando-se para impedir que a direita exerça seu esforço golpista para interromper a marcha do processo político e histórico em curso, e m busca do desenvolvimento nacional, de uma política externa independente e soberana, do fortalecimento do Mercosul, que avance em políticas sociais que permitam a desconcentração de renda e a valorização do trabalho.
O roteiro da direita é golpista, e o alvo de sua ação são os avanços obtidos durante o primeiro mandato do governo Lula. É um que precisa ser barrado pelo mecanismo democrático do voto, reelegendo Lula. Este é o sentido da eleição de outubro, e também o significado do clamor da direita pela ''moralidade'' e pela ''ética''.
Fonte? http://www.ujs.org.br/editorial/editorial_02_10_06.asp
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