quinta-feira, 16 de novembro de 2006

DANIEL ORTEGA É ELEITO PRESIDENTE DA NICARÁGUA



Daniel Ortega é o novo presidente da Nicarágua (mais uma derrota para os Estados Unidos e George Bush). O Tribunal Eleitoral nicaragüense reconheceu a vitória de Ortega mesmo faltando aproximadamente 10% dos votos a serem apurados, com uma margem de frente que não permite mais o segundo colocado e candidato da direita, Eduardo Montealegre, alcança-lo.

Desde 1965 Ortega é da Direç ão da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) e teve participação na organização das operações de guerrilha contra o regime de Anastasio Somoza Debayle. Na Junta do Governo de Reconstrução Nacional, assumiu os cargos de coordenador, de chefe do Governo e de ministro da Defesa. Em 1984, foi eleito presidente da República numa eleição conturbada. No ano seguinte, foi também nomeado presidente da FSLN. Procurou modernizar as infra-estruturas do país com suas idéias socialistas, assim como aumentar o nível socioeconômico e cultural de seu povo. Mas o sucesso foi limitado, devido ao boicote econômico decretado pelos Estados Unidos e pela oposição anti-sandinista. O país ficou à beira da asfixia econômica.
Dois meses antes das eleições, Daniel Ortega se encontrou com a UNE na sede da Organizaç ã o Continental Latino-Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE) em Havana, e saudou os estudantes brasileiros por ocasi ã o do aniversário de 69 anos da UNE e 40 anos da OCLAE. Na oportunidade se disp ô s a visitar a UNE quando for ao Brasil (de prefer ê ncia no próximo ano e na Bienal) em apreço a combatividade e politizaç ã o do movimento estudantil brasileiro em compreender que está ocorrendo uma nova orquestraç ã o política progressista na América Latina, ou seja, de que uma outra América está em marcha.
Ortega lembrou na ocasião que durante o seu governo os estudantes de toda a América Latina e do Brasil - com a OCLAE, a UNE e outras entidades estudantis à frente -, sempre protestaram contra a política intervencionista dos EUA que por sua vez patrocinaram uma verdadeira intervenç ã o na Nicarágua, culminando com a eleiç ã o de Violeta Chamorro em 1992. Daniel reafirmou que a luta anti-imperialista levada a cabo pelos estudantes é algo muito importante para a integraç ã o latino-americana e desenvolvimento soberano dos países como o que almeja para a Nicarágua.
A UJS saúda o novo presidente do povo irmão da Nicarágua, eleito pelo desejo popular de mudança e que se soma à onda progressista da integração latino-americana. Esperamos que Brasil e Nicarágua possam se dar as mãos, fortalecendo as relações e abrindo caminho para um futuro mais justo de solidariedade e esperança.

fonte: ujs.org.br

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